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JAC T50 automático chega a partir de R$ 83.990
JAC T50 é evolução do T5, lançado em fevereiro de 2016. Caixa automática CVT simula 6 marchas

Lançamentos | 16/11/2018 | 16h25

JAC T50 automático chega a partir de R$ 83.990

Utilitário esportivo recebe transmissão CVT e motor 1.6 a gasolina

MÁRIO CURCIO, AB | De Sousas (SP)

A rede JAC Motors começa a vender a versão automática do utilitário esportivo T50. O novo SUV tem motor 1.6 de 138 cavalos. A transmissão automática é do tipo CVT e simula seis marchas. O carro tem preços entre R$ 83.990 e R$ 87.990.

O T50 é novo nome do modelo T5, cuja versão CVT foi lançada em novembro de 2016 por R$ 69.990. Além do nome, o utilitário esportivo passou por mudanças externas e internas. O painel tem novo quadro de instrumentos e a tela da central multimídia foi deslocada para cima. Diferentemente do T5, que recebia motor 1.5 bicombustível, o T50 CVT 1.6 consome apenas gasolina.

“O desenvolvimento de um motor flex demora cerca de seis meses. Entre ter o flex e lançar mais modelos eu prefiro a segunda opção”, afirma o presidente da JAC Motors, Sérgio Habib.



Em 2019 a JAC prevê a chegada do T8, SUV de sete lugares, de uma picape de cabine dupla e de um carro elétrico.

BEM EQUIPADO COMO TODO JAC


Desde a versão de entrada o T50 traz ar-condicionado automático, couro sintético, chave presencial para abertura das portas e partida do motor, sistema Start Stop, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, entrada USB também para o banco de trás, faróis de neblina, vidros com acionamento um-toque e direção com assistência elétrica.


T50 recebeu mudanças externas e também internas em relação ao antigo T5, lançado em 2016. Interior de couro sintético é de série, mas central multimídia com tela de 9” faz parte de pacote que eleva o preço para R$ 87.990

A versão completa traz um pacote tecnológico que inclui rebatimento dos retrovisores, central multimídia com tela de oito polegadas, controlador automático de velocidade, luzes diurnas em LEDs e várias câmeras, uma delas instalada perto do retrovisor interno para gravação de imagens frontais.

Outras quatro estão instaladas cada uma em uma extremidade do carro para formar a visão em 360 graus, uma imagem virtual do carro visto de cima e projetada na tela da central multimídia. Esse recurso é bastante útil quando se circula em estacionamentos cheios de colunas.

A câmera traseira desse conjunto também fornece a imagem para manobras em marcha à ré. A JAC Motors inclui entre os concorrentes do T50 CVT modelos como Chevrolet Tracker, Honda HR-V, Jeep Renegade, Ford EcoSport, Nissan Kicks e Renault Captur. Leva vantagem sobre todos em quantidade de equipamentos.

Mas o rival mais importante dos JAC (T50 e T40) é o Chery Tiggo 2, cuja versão automática tem preço inicial de R$ 66,9 mil e conta com uma rede de revendas que pode chegar a 60 unidades até o fim do ano. A da JAC estaria em 25 concessionárias.

O Tiggo 2 já teve 3,8 mil unidades vendidas desde que foi lançado, em março deste ano. É mais do que a soma dos T5/T50 vendidos desde 2016 (3,7 mil unidades). O fôlego que sobra hoje à Chery pela associação com o Grupo Caoa falta à SHC, em recuperação judicial (leia aqui).

ACABAMENTO E DESEMPENHO


Os materiais de revestimento de bancos, portas e painel são agradáveis ao toque. A posição de dirigir seria melhor se houvesse ajuste milimétrico do encosto e também regulagem de distância para o volante (só em altura, como no antigo T5). A tela de nove polegadas favorece o uso da central multimídia e suas funções, mas destoa do conjunto por não estar mais integrada ao painel e sim colocada acima dele.


T50 oferece conforto e bom espaço para quem viaja no banco de trás. Porta-malas tem tamanho razoável. Aparenta pouco mais de 400 litros, mas JAC informa 600 litros

É preciso reconhecer que isso não ocorre só com a JAC, mas até com fabricantes de carros premium. Por mais que as montadoras caprichem no acabamento, essas telas instaladas no alto acabam lembrando um item colocado em uma loja de acessórios e não um equipamento original.

No quadro de instrumentos, os números de 1 a 6 que indicam a marcha em uso são pequenos e difíceis de ler. A situação piora quando se ligam os faróis de dia, o que diminui a intensidade luminosa do quadro de instrumentos.

Andando, o T50 com câmbio CVT demora a responder ao acelerador em saídas de semáforo. Na estrada falta fôlego nas ultrapassagens, mas a possibilidade reduzir marchas ajuda a diminuir essa sensação de falta de agilidade. O computador de bordo indicou consumo médio de 12,1 km/l na estrada.

O utilitário esportivo da JAC tem bom espaço e conforto para quem viaja no banco de trás. O porta-malas é razoável. Aparenta ter pouco mais de 400 litros, mas a JAC informa 600 litros por medir o valor absoluto e não empregar o método adotado pela maior parte das montadoras (VDA), que se aproxima mais à situação real de uso.

Até o fim do ano a JAC deve vender cerca de 4 mil veículos e espera chegar a 5 mil ou 6 mil unidades em 2019 por causa dos lançamentos previstos e também pela expectativa de alta do mercado brasileiro de automóveis, que para Sérgio Habib crescerá entre 10% e 15% no ano que vem.



Tags: JAC, Sérgio Habib, Chevrolet, Tracker, Jeep, Renegade, Honda, HR-V, Ford, EcoSport, Nissan, Kicks, Renault, Captur.

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