Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Faturamento do Grupo VW cresce 2,6% graças a vendas 4,2% maiores

Balanço | 31/10/2018 | 18h50

Faturamento do Grupo VW cresce 2,6% graças a vendas 4,2% maiores

Receita fecha o acumulado do ano em € 174,6 bilhões; dieselgate ainda gera custos

REDAÇÃO AB

O Grupo Volkswagen reportou faturamento 2,6% maior no período de janeiro a setembro na comparação com iguais meses do ano passado ao atingir € 174,6 bilhões, informa em comunicado. O resultado foi impulsionado pelas vendas globais, que cresceram 4,2%, para 8,1 milhões de unidades, considerando a mesma base de comparação, apesar do esperado declínio das vendas na Europa no terceiro trimestre devido à mudança para o novo procedimento de testes de emissões WLTP, em parte compensadas pelo bom desempenho do primeiro semestre do Grupo VW.

O lucro operacional antes de itens especiais ficou estável com leve alta de 0,75%, para € 13,3 bilhões, enquanto o lucro antes de impostos aumentou em € 2,2 bilhões, para € 12,5 bilhões. No entanto, os custos com dieselgate ainda afetam os resultados: em nove meses, o escândalo rendeu gastos na ordem de € 2,4 bilhões, bem próximo dos € 2,6 bilhões de custos em mesmo período de 2017.

“O desenvolvimento nos primeiros nove meses do atual ano fiscal é encorajador. Ainda estamos enfrentando grandes desafios, que nós e todo o setor automotivo temos que superar. Como estamos atualmente no meio de uma transformação inovadora, temos que continuar acelerando o ritmo”, declarou o presidente do conselho do Grupo VW, Herbet Diess.

O executivo destacou que os resultados também foram muito positivos graças ao desempenho na China, cujas receitas e lucros são contabilizados pelo método de equivalência patrimonial. Por lá, o grupo VW registrou lucro operacional proporcional estável a € 3,3 bilhões. Em sua análise, a empresa destaca que a disputa comercial entre a China e os Estados Unidos enfraqueceu a confiança das empresas e dos consumidores locais, entre outros fatores, provocando um declínio significativo daquele mercado no terceiro trimestre.

Em termos gerais, o Grupo VW confirmou suas metas para o ano fiscal, quando planeja aumentar a receita em 5%. Em termos de lucro operacional antes de itens especiais para o Grupo e a área de negócios de carros de passageiros, projetamos um retorno operacional sobre as vendas na faixa de 6,5% a 7,5% neste ano. Incluindo os itens especiais, e aqui inclui custos com dieselgate, a companhia espera que o retorno operacional sobre as vendas caia moderadamente aquém do esperado para o negócio de veículos leves.

Por marcas, a receita da Volkswagen subiu 7,3% no acumulado de nove meses no comparativo anual, para € 62,5 bilhões, enquanto o lucro operacional antes de itens especiais teve queda de 8%, para € 2,3 bilhões.

No guarda-chuva que mantém as marcas Audi, Lamborghini e Ducati, houve pequeno aumento de 0,6% no faturamento, para € 44,3 bilhões. O lucro operacional (antes de itens especiais) fechou em € 3,7 bilhões ante os € 3,9 bilhões de um ano antes. Segundo a empresa, a melhora do mix de vendas e dos efeitos positivos da taxa de câmbio não compensaram as vendas menores de veículos e os custos mais altos, ambos reflexo do WLTP. Ainda no acumulado deste ano, a Audi gerou cerca de € 800 milhões em custos com o dieselgate, tratado pelo grupo como um item especial de custo.

Já a Porsche aumentou suas receitas para € 17,5 bilhões contra os 15,7 bilhões de janeiro a setembro de 2017. O lucro operacional melhorou em 10,6%, para € 3,2 bilhões impulsionado pelos efeitos positivos do mix de vendas e maiores volumes.

Na área de veículos comerciais, o faturamento da Volkswagen Caminhões e Ônibus foi de € 8,6 bilhões em nove meses, uma queda de 3,9% com relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o grupo, apesar dos efeitos positivos do mix de vendas e otimização dos custos, o impacto desfavorável da taxa de câmbio e os desafios apresentados pelo WLTP tiveram um papel importante na queda de 10% do lucro operacional, para € 628 milhões.

Em separado, a receita da Scania ficou em € 9,6 bilhões e lucro operacional de € 991 milhões, alta de 4,6%, graças a volumes maiores de vendas, tendência favorável da taxa de câmbio e melhor volume de negócios em serviços financeiros. Com isso, o aumento de custos teve um efeito negativo.

Já a receita da MAN melhorou de € 8 bilhões para € 8,6 bilhões. O resultado operacional caiu 17%, para € 222 milhões, uma vez que os volumes mais elevados não conseguiram compensar as despesas incorridas com a reestruturação das atividades na Índia.



Tags: Grupo Volkswagen, Volkswagen, VW, faturamento, receita, MAN, Scania, Porsche, Audi, Lamborghini, Ducati, lucro operacional.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência