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Volkswagen reduz projeção de crescimento para 10%
Segundo Pablo Di Si, produção brasileira cresceria 15% a 16% se a Argentina estivesse bem (foto: Mário Curcio)

Indústria | 20/09/2018 | 23h59

Volkswagen reduz projeção de crescimento para 10%

Sem ajuda argentina, produção brasileira se escora no mercado local e outros menores

MÁRIO CURCIO, AB

Em dois meses a Volkswagen encolheu de 12% para 10% a projeção de crescimento de sua produção no Brasil em 2018. O novo número foi divulgado pelo presidente e CEO da Volkswagen para o Brasil e América do Sul, Pablo Di Si. O motivo é a queda no mercado argentino, importante mercado de exportação dos automóveis montados no Brasil. Di Si concedeu entrevista a Automotive Business durante a apresentação do Jetta 2019.

“Nossa produção cresceria 15% a 16% se a situação estivesse normal por lá”, afirma o executivo da Volkswagen. Em 2017 a VW do Brasil montou 413 mil veículos e agora estima 450 mil unidades para este ano. Chegaria a cerca de 480 mil veículos sem a nova recessão no País vizinho.

“Mais uma... É assim que nos referimos à crise por lá”, lamenta Pablo Di Si, que também é argentino e prevê mais seis meses de retração naquele mercado.



Como contraponto, ele comemora o bom momento da Volkswagen em outros mercados e também no Brasil: “Nossas vendas no Chile cresceram 60% este ano, três vezes mais que o mercado local. E na Colômbia, onde as vendas permaneceram estáveis, registramos alta de 12%”, diz.

No Brasil, enquanto o mercado de automóveis e comerciais leves registrou alta de 14,1%, a Volkswagen cresceu 33,5%, basicamente pela ajuda dos novos Polo e Virtus. Di Si recorda também a boa aceitação do Tiguan Allspace (710 carros somente em agosto) e das versões automáticas do Gol e do Voyage lançadas em julho. “Em pouco tempo os automáticos responderão por 60% do mercado”, estima. Estudos da Jato Dynamics já indicam mais de 40% de participação.

T-CROSS E LIDERANÇA


Pablo Di Si informou que já ocorrem testes no Paraná com as peças maiores que vão compor o T-Cross e que a produção das primeiras unidades de pré-série do novo utilitário esportivo compacto começará “logo mais” (em poucos dias). A montagem regular terá início só no primeiro trimestre de 2019. “Já pensamos no mix de produção e conversamos com 100 fornecedores do modelo”, revela.

Ele continua admitindo que a Volkswagen quer voltar à liderança do mercado brasileiro, mas preferiu não vincular a chegada ao topo da lista com a estreia do T-Cross. “O importante é a tendência”, diz, mostrando um acompanhamento das vendas de setembro (do dia 1º a 19/9) que mostra a General Motors com 18,3% dos emplacamentos do mês, seguida pela Volkswagen com 16,3% e a Fiat, com 12,7%.



Tags: Volkswagen, VW, Pablo Di Si, exportação, Argentina, Polo, Virtus, General Motors, Fiat, T-Cross, Tiguan Allspace.

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