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Produção de caminhões em agosto é a melhor desde janeiro de 2015

Indústria | 06/09/2018 | 17h30

Produção de caminhões em agosto é a melhor desde janeiro de 2015

Fábricas produziram quase 68 mil unidades, em alta superior a 30%

MÁRIO CURCIO, AB

A produção de caminhões em agosto chegou a 9,6 mil unidades, o melhor nível desde janeiro de 2015. Na comparação com julho houve alta de 9,1%. No acumulado dos oito meses o Brasil já fabricou 67,9 mil caminhões, 31,7% a mais que no mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).



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O crescimento decorre da demanda aquecida no mercado interno, em que o acumulado do ano registra 46,1 mil unidades e alta de 49,5% na comparação janeiro-agosto de 2017. A Anfavea esperava uma redução na curva de crescimento para este semestre, mas ela se manteve próxima a 50%.

“Apesar de os números ainda serem pequenos (na comparação com a primeira metade da década), temos percebido venda maior e constante, puxada pelos modelos pesados e condições de financiamento estáveis”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Marco Saltini.



A média diária de venda de caminhões em agosto atingiu 316 unidades, bem acima da média para os oito meses, de 266 caminhões por dia. O maior volume de vendas, disparado, continua para os caminhões pesados, 20,7 mil unidades no acumulado do ano e alta de 91,7%. O segundo maior volume é o de semipesados, 10,8 mil unidades no ano e alta de 34,4%. Embora não crave um número, a Anfavea já admite a possibilidade de alta próxima ou superior a 30% na venda total de caminhões em 2018.

EXPORTAÇÕES EM QUEDA


A venda de caminhões ao exterior foi afetada pela retração nos negócios com a Argentina. “Ela responde por 43% das exportações de caminhões e os embarques para lá caíram 23%”, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale. O envio de caminhões para o México permaneceu estável, apesar da retração nas vendas daquele mercado.

Nestes oito meses, o total de caminhões enviados ao foi de 18,6 mil unidades. A queda na comparação interanual é de 2%, mas vai se acentuar até o fim do ano: “No próximo mês provavelmente faremos uma revisão para baixo de nossas projeções. É pouco provável repetir os números de exportação de 2017”, diz Megale, referindo-se à estimativa de 37,3 mil veículos pesados até o fim de 2018 na soma de caminhões e ônibus.

VENDA DE ÔNIBUS CRESCE 16,7%


Os licenciamentos de ônibus no acumulado do ano somaram quase 9 mil unidades, anotando alta de 16,7%. “Os negócios vêm num ritmo estável e o mercado está relativamente bem”, afirma Saltini. Ele recorda que os fabricantes aguardam licitações como a da cidade de São Paulo para estimular a venda de ônibus urbanos. As exportações mantêm o bom ritmo anotado durante 2017 e por isso revelam pequena alta de 1,5% no acumulado do ano, com o envio de 5,8 mil unidades. A maior parte dos embarques, 3,8 mil, é de ônibus urbanos. A produção total no período atingiu 20,8 mil unidades, 43,9% a mais na comparação interanual.



Tags: Anfavea, caminhões, ônibus, Marco Saltini, Antonio Megale, produção, exportações.

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