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BorgWarner localiza componente dedicado à melhora de eficiência energética
Diretor geral da BorgWarner no Brasil, Vitor Maiellaro, defende Rota 2030 como alavanca para localização de mais produtos

Autopeças | 29/08/2018 | 18h12

BorgWarner localiza componente dedicado à melhora de eficiência energética

Fábrica de Itatiba produzirá variador de fase do eixo de comando de válvula em 2019

SUELI REIS, AB

A BorgWarner confirma a produção de um novo componente dedicado a melhorar a eficiência energética dos veículos no Brasil. O variador de fase do eixo de comando de válvula, comumente identificado como VCT ou VVT, começa a ser produzido em 2019 em uma nova linha de produção na fábrica de Itatiba (SP), para atender o projeto de uma nova cliente (montadora) conquistado pela empresa, que também já está em processo de cotação do produto com outras fabricantes de veículos.

O diretor geral, Vitor Maiellaro, avalia que todos os produtos do portfólio estão de alguma forma ligados à eficiência energética. Ele reforça que a localização de componentes segue como uma forte tendência e lembra do processo que a BorgWarner passou com o Inovar-Auto, cuja exigência de novos índices de eficiência para garantir incentivo fiscal fez com que as montadoras iniciassem uma corrida para adotar medidas que ajudassem a alcançar esses índices. Esse movimento gerou na empresa a chegada de três novas divisões que antes só atuavam no mercado brasileiro com importações.

“Há cinco anos tínhamos duas unidades de negócio operando no Brasil, hoje temos cinco das seis existentes. Conseguimos trazer tecnologias que não eram fabricadas aqui, como o turbo flex e o sistema de corrente de sincronismo”, conta.

Para ele, o Rota 2030, que terá a eficiência energética e a segurança como pilares, pode gerar efeito semelhante. “Enxergamos com bons olhos porque dará continuidade para que possamos trazer mais tecnologias e aplicações de produtos para o Brasil.”

O executivo frisa que a BorgWarner é a única, por enquanto, a tornar o VVT um componente nacional assim como é a única a produzir localmente o sistema de corrente, que começou a ser feito há dois anos e que são fornecidos atualmente para Fiat e Renault.

Outra novidade é que a empresa está preparando um dinamômetro para validar motores de veículos leves. Até agora, só atuava com dinamômetro para veículos comerciais.

VOCAÇÃO PARA O FUTURO




A BorgWarner começou a estender sua expertise também para o processo de hibridização e eletrificação de veículos no mundo e apresenta uma série de novos produtos já disponíveis para estes segmentos. Apesar destes motores corresponderem a menos de 7% da produção global, prevista em 97 milhões de unidades para este ano, a companhia aposta neste processo como um caminho sem volta.

Citando dados da IHS, Maiellaro comenta que em cinco anos, os híbridos poderão representar mais de 20% da produção global de motores, estimada em 107 milhões em 2023, e em 2028, eles poderão ser até 40% do total de motores produzidos no mundo.

“Neste cenário, entre 36% e 40% dos carros híbridos terão pelo menos um produto nosso e no caso dos 100% elétricos, vamos equipar pelo menos 26% desses veículos”, estima.

Entre os produtos do novo portfólio, estão o módulo P2 para híbridos e elétricos, disponível em configurações dentro e fora do eixo, que pode ser inserida em um sistema de transmissão existente e oferece acionamento elétrico puro, bem como recursos híbridos, como start-stop, frenagem regenerativa e propulsão elétrica complementar. O turbocompressor eBooster de 48 volts eletricamente acionado, já disponível no mercado em motores comerciais de até 5 litros; a transmissão eGearDrive, que contribui para autonomia estendida de condução a bateria; o módulo de acionamento elétrico integrado (eDM), que combina a transmissão eGearDrive com um motor HVH250 para fornecer propulsão primária ou secundária a veículos híbridos P4 e movidos a bateria, entre outros sistemas.

“São todos produtos já disponíveis, sendo alguns com lançamentos em 2019 e em 2020 e outros sendo testados com vários clientes em várias partes do mundo”, disse o diretor global de marketing da BorgWarner, Guenter Kraemer.

O executivo enfatiza que enquanto a hibridização será um movimento forte na Europa, a Ásia (leia-se China) é que vai liderar a eletrificação mundial de veículos.

Segundo Maiellaro, o movimento ainda demora a chegar na América do Sul. “No caso do 100% elétrico será um volume muito baixo, mesmo considerando os próximos dez anos, ao contrário da hibridização, que deve ocorrer após o boom global”, analisa.

Para ele, ainda não há qualquer plano para trazer esses componentes ao Brasil. “O que temos hoje são conversas com clientes [montadoras] na área técnica e de engenharia, tentando enxergar o futuro da hibridização no Brasil e acredito que o híbrido flex faz parte disso, mas precisa ter escala e volume para justificar qualquer investimento e o Brasil não será o puxador dessas tecnologias.”



Tags: BorgWarner, componente, eficiência energética, Rota 2030.

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