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C4 Cactus tem missão de dobrar vendas da Citroën
O C4 Cactus: visual atraente de projeto bem acertado desenvolvido no Brasil

Lançamentos | 28/08/2018 | 22h30

C4 Cactus tem missão de dobrar vendas da Citroën

Novo SUV compacto chega bem acertado, com preços de R$ 69 mil a R$ 99 mil, ajustados para bater a concorrência

PEDRO KUTNEY, AB | De Mogi das Cruzes (SP)

Diretora geral de marcas do Grupo PSA no Brasil (Peugeot/Citroën/DS), Ana Theresa Borsari não é nada econômica ao falar da responsabilidade do C4 Cactus: “É o lançamento de uma nova Citroën”, resumiu, durante a apresentação à imprensa primeiro SUV da marca por aqui, na terça-feira, 28. Produzido no Brasil, na fábrica da PSA em Porto Real (RJ), o modelo de fato tem qualidades de design, conforto e tecnologia alinhadas a preços competitivos, bem ajustados entre R$ 69 mil a R$ 99 mil para ficar sempre abaixo dos concorrentes em qualquer faixa. A novidade chega com missão (e ambição) tão espinhosa quanto seu sobrenome: com ele a direção da Citroën espera nada menos que dobrar as vendas da marca no País em 2019, para algo em torno de 50 mil unidades – sendo ele sozinho responsável pela metade, 25 mil, e algo como sete modelos pelos outros 50%.

“Tivemos este ano algumas dificuldades com a reetruturação da rede e porque saímos de grandes contas de vendas diretas [de baixa rentabilidade], mas a partir de 2019 esperamos que o C4 Cactus seja o embaixador da nova Citroën, para que a marca volte a ocupar espaço maior no mercado”, afirma Ana Theresa.



Este ano não há mais tempo suficiente para o Cactus fazer tamanha diferença nas vendas, que devem terminar 2018 na casa de 25 mil unidades, apenas um pouco acima das 22,5 mil de 2017 – de janeiro a julho a conta era de queda de 17% e a Citroën figurava na 13ª posição entre as marcas mais vendidas; pouco para a marca que já esteve entre as dez mais e teve acima de 2% de participação de mercado, contra menos de 1% (0,84%) agora.

Foram reservados apenas mil Cactus para a pré-venda, aberta no mesmo dia da apresentação do carro em suas formas e configurações finais. Esses primeiros compradores vão ganhar três revisões grátis e quem já é cliente Citroën tem bônus de R$ 3 mil para trocar seu usado pelo Cactus. Essas primeiras unidades serão entregues em setembro e só em outubro as 103 concessionárias da marca devem estar melhor abastecidas com o SUV – e vão concorrer com o início da exportação para Argentina e demais países da América Latina.

“Vamos fazer o esforço necessário para atender toda a demanda que esperamos”, garante a Ana Theresa. Ela colocará à prova as pesquisas que apontam clientes bastante apegados e fiéis à marca, que no Brasil goza de status de sofisticação que não tem em nenhum outro lugar do mundo. “A imagem da marca se mantém forte e agora apresentamos uma nova quebra paradigma, um SUV com suspensão confortável, que alia altura elevada do solo sem perder dirigibilidade. Acreditamos que o consumidor hoje não quer uma coisa ‘ou’ outra, mas ambas, ele quer o ‘e’, para somar qualidades”, avalia a executiva.



PRIMEIRO CITROËN BRASILEIRO



Pela primeira vez a subsidiária América Latina da PSA liderou o desenvolvimento de um carro, com cerca de 400 pessoas envolvidas. O estúdio de design em São Paulo começou a trabalhar no projeto no fim de 2014 e já no ano seguinte a matriz na França decidiu aplicar os mesmos traços na nova geração do C4 Cactus já lançada na Europa, onde ele é um hatch médio de baixa estatura e com maior penetração aerodinâmica, e aqui enveredou para o lucrativo e crescente segmento de SUVs compactos, com altura do solo elevada (22,5 cm) e ângulos de entrada (22°) e saída (32°) maiores do que o modelo europeu. Assim criaram-se carros distintos para mercados diferentes.

O C4 Cactus também puxou investimentos para a planta de Porto Real (RJ), hoje considerada uma das cinco melhores do mundo do Grupo PSA. A fábrica recebeu R$ 580 milhões nos últimos dois anos para modernizações e instalação de novos equipamentos, como robôs de solda com medição a laser e sistema de montagem em que kits de peças acompanham o carro na linha. A unidade serviu de modelo global de manufatura para o novo carro.

“Este é o primeiro projeto da América Latina a seguir os novos padrões de qualidade do Grupo PSA. O C4 Cactus marca uma ruptura no segmento de SUVs, mas também em nossos processos de desenvolvimento e produção”, afirma o português João Carlos Barreira, diretor global do projeto C4 Cactus.



Segundo ele, foram três anos que envolveram 620 mil horas de trabalho, 165 protótipos, 1,15 milhão de quilômetros rodados em testes e 10 mil horas de treinamento de equipes. “Fizemos todo o desenvolvimento de freios e suspensão localmente, junto com fornecedores que em sua maior parte estão instalados aqui”, destaca Barreira.



PROJETO BEM ACERTADO



O C4 Cactus esconde por baixo de seu estilo um tanto exótico um carro muito bem acertado em aparência, desempenho, dinâmica de condução, conforto interno, acabamento e suspensão suave o suficiente para garantir vida confortável a bordo e resistente o bastante para passar e absorver irregularidades do solo, com curso longo para enfrentar estradas de terra com alguma complexidade onde o modelo foi dirigido na região de Mogi das Cruzes. Mesmo passando por depressões mais profundas, em nenhum momento a suspensão bateu nem jogou os passageiros contra o teto.

Além da suspensão bem acertada, outra qualidade a se destacar no C4 Cactus é o conforto acústico. A engenharia da PSA caprichou nos isolamentos com mais de 20 materiais diferentes, que incluíram até o uso de vidros um pouco mais grossos e uma fina camada de isopor nas portas para reduzir ruídos e aumentar a qualidade sonora dos alto-falantes, desenvolvidos pela suíça Arkamis especialmente para o SUV da Citroën.



O Grip Control, que mistura controle de estabilidade e tração, ajusta torque e frenagem nas rodas para garantir mais aderência em vários tipos de terreno, o que garantiu bom desempenho em terrenos irregulares, mesmo com tração apenas nas rodas dianteiras. Mas o sistema eletrônico de compensação só é de série nas versões mais caras Shine.

O C4 Cactus também incorpora quantidade inédita no segmento de sistemas de assistência avançada ao motorista. São 12 itens de auxílio à condução: frenagem automática de emergência, alerta de colisão, alerta de saída da faixa de rodagem (quando a seta não é acionada), alerta de atenção do condutor (detecta possíveis barbeiragens, como manejo brusco do volante), indicador de descanso (sugere uma parada para café após duas horas de condução), limitador e regulador de velocidade, faróis de neblina com direção, assistente de partida em rampa, Grip Control (controle eletrônico de estabilidade e tração regulável, ESP já fornecido no Brasil pela Bosch), monitor de pressão dos pneus, câmera de ré e “acesso com mãos livres” (chave com sensor de aproximação para travar/destravar portas e ligar/desligar o carro). Contudo, nenhum desses equipamentos está disponível na versão de entrada Live e mais da metade só está nas opções intermediária Feel Pack e Shine.

Por dentro, o Cactus é bem acabado com materiais “confortáveis” ao toque. Os bancos dianteiros envolvem as costas e deixam motorista e passageiro bem acomodados. O bom espaço interno é garantido pelo entre-eixo de 2,6 metros, que confere ao modelo o terceiro maior espaço da categoria para pernas nos assentos traseiros. O quadro de instrumentos é 100% digital (do tipo mais barato) e a central multimídia tem tela colorida sensível ao toque de 7 polegadas, agrega comandos da climatização, navegação, som e conexão para celular, com espelhamento Android Auto ou Apple Car Play.

São dois tipos de motorização e transmissão. O bom motor flex 1.6 THP, turbinado e com injeção direta de combustível, que rende 173 cavalos – muito espertos, diga-se – só está disponível associado ao eficiente câmbio automático de seis marchas Aisin nas versões de topo Shine e Shine Pack. O motor 1.6 VTi aspirado de 115 a 122 cavalos (gasolina/etanol) equipa as versões de entrada Live (só com câmbio manual de cinco marchas) e intermediária Feel e Feel Pack, estas duas podendo ser com caixa manual ou automática.

A expectativa da direção da Citroën é que a versão de entrada não represente mais que 12% das vendas do Cactus, outros 30% se concentram no topo de linha Shine e Shine Pack (com 90% das escolhas para este último, o mais completo da gama, praticamente sem opcionais), e os 58% restantes devem ser do Feel, a maior parte com câmbio automático.



VERSÕES E PREÇOS



LIVE 1.6 VTi MANUAL: R$ 68.990
A versão traz de série direção elétrica, ar-condicionado manual digital e integrado à central multimídia, assinatura luminosa com DRL em LED, barras de teto, rodas de aço 16” com pneus 205/60 R16 e calota, volante de espuma com regulagem de altura e profundidade com comandos integrados, Citroën Connect Radio com tela touch de 7’’ + Bluetooth + 6 alto-falantes + tomada USB + 12V, comandos dos vidros e retrovisor elétricos, travamento centralizado das portas e porta-malas, travamento do carro ao andar, abertura da porta do reservatório de gasolina sem chave, assentos dianteiros reguláveis em altura, console alto com porta-objetos fechado e porta-copos, assentos traseiros com três apoios de cabeça e ISOFIX, cintos de segurança traseiros de três pontos, airbags frontais duplos, barras de proteção laterais, ABS + EBD (antitravamento e distribuição eletrônica de frenagem).

FEEL 1.6 VTi MANUAL: R$ 73.490
FEEL 1.6 VTi AUTOMÁTICO: R$ 79.990
A versão traz de série (a mais que a Live) faróis de neblina, câmera de ré, rodas de alumínio de 17” e pneus 205/55 R17, eco-coaching (orientação de direção econômica no painel), alarme perimétrico, quatro vidros one-touch, piloto automático e cruise control e, para as versões automáticas, ESP + DSGi + Hill Assist.

FEEL PACK 1.6 VTI AUTOMÁTICO: R$ 84.990
Acrescenta acendimento automático dos faróis, limpador de para-brisa automático, ar-condicionado digital automático, volante revestido em couro, alarme volumétrico, airbags laterais, barras de teto tipo “flutuantes”, rodas Roby One de 17” alumínio diamantado e teto de duas cores.

SHINE 1.6 THP AUTOMÁTICO: R$ 94.990
A versão traz de série (a mais que a Feel) barra de teto “flutuante”, ar-condicionado digital automático, rodas de 17” de alumínio diamantado com pneus 205/55 R17, painel com revestimento soft-touch, acendimento automático dos faróis, limpador de para-brisa automático, volante e bancos revestidos em couro, airbags laterais, Grip Control e alarme perimétrico + volumétrico.

SHINE PACK 1.6 THP AUTOMÁTICO: R$ 98.990
Acrescenta sistema de frenagem automática de emergência, alerta de colisão, alerta de atenção ao condutor, alerta de saída de faixa, indicador de descanso, retrovisor eletrocrômico, airbags de cortina e carroceria de duas cores.



Tags: Grupo PSA, Citroën, C4 Cactus, lançamento, SUV, estratégia, mercado.

Comentários

  • Josué Medeiros

    Jáfomos donos de um C4 Hatch. Era um carro incrível, maravilhoso. Um verdadeiro espetáculo. No lançamento do C4 lounge veio a decepção. A rede Citroen fez a pior avaliação no meu usado ( um Citroen) e lógico que deixei de comprar carros da Citroen. Até hoje não entendo como um carro desses pode desvalorizar tanto. Esse é um ponto extremamente negativo para a marca, enquanto não resolverem isso, sem condições de comprar outro Citroen.

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