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Volkswagen terá 5 novos SUVs até 2020
Pablo Di Si conduz um novo período para a Volkswagen no Brasil, que já resultou em 10 lançamentos (foto: Luis Prado)

Indústria | 27/08/2018 | 17h45

Volkswagen terá 5 novos SUVs até 2020

Modelos são parte do plano de 20 lançamentos e R$ 7 bilhões de investimento; T-Cross está chegando

WILSON TOUME, PARA AB

Sob a liderança do argentino Pablo Di Si, atual presidente e CEO da Volkswagen para a América do Sul e Brasil, a fabricante passa por um processo de reestruturação que inclui investimento de R$ 7 bilhões até 2020 e o lançamento de 20 modelos. Destes, dez já chegaram às concessionárias, com destaque para o novo hatch Polo, o sedã Virtus e o SUV Tiguan Allspace. Faltam, portanto, dez novidades, entre as quais cinco SUVs. Um deles, o T-Cross, será produzido em São José dos Pinhais e chega às concessionárias no início de 2018.

O segmento dos SUVs, aliás, está entre aqueles em que a VW pretende ampliar sua participação. Como reconheceu o próprio Pablo Di Si durante sua palestra no Workshop Planejamento Automotivo 2019, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 27, em São Paulo, a empresa não deu a devida atenção aos utilitários esportivos – que deverão responder por 27% do mercado em 2020. Di Si quer recuperar o tempo perdido.

Com o respaldo de quem comanda uma montadora cujas vendas cresceram 34% e a participação no mercado aumentou 14% entre janeiro e julho deste ano (na comparação com o mesmo período do ano passado), Pablo Di Si também falou sobre as novas tecnologias. Para ele, os carros autônomos já são realidade, mas, antes de chegarem ao mercado latino-americano, será necessário implantar a infraestrutura. “Nas grandes cidades, acredito que esse processo deverá ser mais rápido”, diz.

“Para a Volkswagen seria muito fácil trazer um modelo elétrico ao Brasil, basta importá-lo”, afirmou. No entanto, o executivo ressalta que é preciso que exista toda a estrutura implantada para garantir que o consumidor não terá problemas com a energia e com os locais de recarga, por exemplo. Tudo isso está sendo providenciado e o Di Si garante que a Volkswagen terá um modelo híbrido ou elétrico no mercado brasileiro no ano que vem.

O argentino lembrou ainda que, apesar de muita gente imaginar o contrário, os mercados da América Latina também podem contribuir de maneira importante em termos de tecnologia. “O Virtus, por exemplo, foi o primeiro automóvel do mundo a contar com sistema de inteligência artificial”, observou, referindo-se ao manual cognitivo do sedã.

“Conseguimos desenvolver esse sistema tão bem que nossos colegas da Volkswagen dos Estados Unidos desejam aproveitar nossa experiência para introduzi-lo por lá”, disse Pablo Di Si sobre o recurso adotado no sedã Virtus.



Outra tecnologia desenvolvida pelos brasileiros é o automóvel híbrido com motor flex. Para Di Si, isso não pode ser desprezado. “É uma alternativa que só nós possuímos.”

O presidente e CEO da VW diz ainda que a digitalização dos processos de criação e desenvolvimento dos veículos proporcionou a redução de nove meses no tempo de gestação de um carro novo, entre a criação do projeto e a apresentação do primeiro protótipo real.

Outra importante modernização que está sendo preparada pela fabricante é o processo de digitalização das concessionárias da marca, em parceria com a associação dos distribuidores. Esse recurso vai permitir que as lojas trabalhem com apenas alguns automóveis reais no showroom. Tudo o que o consumidor desejar experimentar em termos de equipamentos e acessórios poderá ser avaliado por meio de realidade virtual.

Pablo Di Si lembrou ainda que o Grupo Volkswagen também está investindo em outras áreas além da produção de automóveis. Em Hannover, na Alemanha, está em operação o Moia, sistema de transporte baseado em veículos compartilhados (ridesharing). Por enquanto, explicou Di Si, o sistema está funcionando em fase de análise, mas deverá ser estendido a outros países se tudo correr conforme o previsto.

Di Si usou a última edição da Copa do Mundo para fazer uma analogia entre futebol e o novo período da indústria automotiva.

“O tempo das estrelas que jogavam sozinhas e que decidiam as partidas individualmente acabou. Hoje, todos precisam entender que fazem parte de um grupo e que há um objetivo comum, que é o bem do time”, recorda o presidente e CEO da montadora para a América do Sul e Brasil.



Ainda usando o futebol como exemplo, o Pablo Di Si lembrou que durante o evento de apresentação dos novos Gol e Voyage com câmbio automático, em Taubaté (SP), foram organizadas algumas partidas envolvendo trabalhadores, sindicalistas, jornalistas e outros colaboradores da fábrica. “Foi uma maneira diferente de proporcionar a todos a experiência do comprometimento”, explicou.



Tags: Volkswagen, Gol, Voyage, Pablo Di Si, SUVs, Tiguan Allspace, Virtus, Polo.

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