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Caminhões pesados ditam o ritmo do setor de transporte
Segundo Carlos Reis, da Carcon, greve dos caminhoneiros motivou investimentos em frota própria (foto: Luis Prado)

Mercado | 27/08/2018 | 13h24

Caminhões pesados ditam o ritmo do setor de transporte

Participação dos modelos de grande porte se aproxima de 45% no segmento de carga

SERGIO QUINTANILHA, PARA AB

A greve dos caminhoneiros ocorrida em maio teve efeito nocivo para a indústria de caminhões, mas acabou levando empresas a investir em frotas próprias. Com isso, os modelos pesados, cujas vendas já cresciam em decorrência do agronegócio, tiveram um impulso extra, segundo Carlos Reis, presidente da Carcon Automotive Agriculture. Reis foi um dos palestrantes do Workshop Planejamento Automotivo 2019, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 27, em São Paulo.

Durante a palestra “As Previsões dos Consultores”, Reis lembrou que segmento de caminhões pesados teve um aumento de 87,3% no acumulado até julho de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, a participação do segmento subiu de 35% para 44%. Em 2016 foram 30%.

Carlos Reis também previu que o mercado de caminhões retornará ao um nível próximo de 2015 em 2019. O forecast da Carcon indica um crescimento de 31,1% em 2018 (fechando o ano com 68,1 mil unidades) e de 14,8% em 2019 (atingindo 78,2 mil unidades). No ano passado, as vendas internas de caminhões foram de 51.941 unidades. A Carcon trabalha em parceria com a LMC Automotive, importante empresa de nível mundial.

Entre os problemas que a consultoria identifica para as companhias que vêm formando frotas próprias está a dificuldade de conseguir novos caminhoneiros. Reis citou a Cargil como umas das que seguem esse caminho, tendo adquirido mil caminhões recentemente. Porém, a rotatividade de motoristas é cada vez maior.

“Os jovens simplesmente não querem mais ser caminhoneiros”, afirma o presidente da Carcon Automotive.



Isso estaria ligado às condições oferecidas para esses trabalhadores, entre elas a qualidade das estradas e suas conveniências.

MÁQUINAS AGRÍCOLAS E ÔNIBUS


O braço mais forte da LMC são os forecasts para a indústria de máquinas agrícolas. Por isso, há dois anos, a Carcon passou a se chamar Carcon Automotive Agriculture. Segundo Carlos Reis, a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China vai prejudicar as exportações brasileiras nesse setor.

Por isso, a recuperação do segmento será muito mais lenta que a de caminhões pesados, ficando em 6,3% este ano e em 6,5% no próximo ano. Em volume, as máquinas agrícolas passarão dos 45,4 mil em 2017 para 48 mil em 2019.

Para o mercado de ônibus a temporada será de ligeira elevação (2,1%), passando de 11,7 mil para 12 mil veículos. Porém, a previsão da Carcon é de um salto maior em 2019, chegando a 16 mil ônibus vendidos no mercado interno, com um crescimento de 32,3%.



Tags: Caminhões pesados, Carlos Reis, Carcon Automotive, máquinas agrícolas, ônibus.

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