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Hyundai ainda sem plano B para fábrica de Piracicaba
Fábrica da Hyundai em Piracicaba trabalha opera no limite da capacidade

Indústria | 14/08/2018 | 15h56

Hyundai ainda sem plano B para fábrica de Piracicaba

Unidade que produz HB20 e Creta opera em três turnos e no limite de sua capacidade

SUELI REIS, AB

A Hyundai está avaliando todas as opções possíveis para aumentar o ritmo de produção de sua fábrica em Piracicaba, no interior paulista, a fim de atender ao máximo a demanda de um mercado que voltou a crescer. A unidade, que acaba de completar seu primeiro milhão de veículos produzidos em tempo recorde – apenas 5 anos e 10 meses após a inauguração, em setembro de 2012 – opera no limite de sua capacidade, de 180 mil veículos por ano, com três turnos de trabalho ininterruptos desde 2013 para entregar as versões hatch e sedã do HB20, que responde por 70% da produção, e do SUV Creta, cujo volume representa 30% do total montado pela fábrica.

Prestes a completar também o volume de 1 milhão de veículos vendidos, que deve ser alcançado nos próximos dias, a marca tem uma importante equação a resolver: embora a montadora e todas as 212 revendas que compõem a rede de concessionárias comemorem o sucesso de vendas de ambos os modelos, a companhia não consegue mais acompanhar a demanda do mercado: a falta de produto já fez a participação da Hyundai cair do pico de 10% alcançado em 2016, quando atingiu a quarta posição no ranking de vendas para os atuais 8%.

A estratégia mais óbvia, neste caso, é a ampliação da fábrica, o que demandaria investimentos adicionais aos US$ 830 milhões já aplicados na unidade, que consumiu US$ 700 milhões para a construção da unidade fabril e do centro de pesquisa e desenvolvimento, além dos US$ 130 milhões utilizados para a introdução do Creta na unidade.

“O que posso dizer é que não há nenhuma definição no curto prazo. Estamos sempre explorando as maneiras de tirar ainda mais da fábrica, avaliando tudo e todas as opções, enquanto não há uma definição de ampliação”, afirma o diretor de vendas, marketing e pós-venda, Angel Martinez.



Segundo o executivo, a empresa mantém a postura de monitorar de perto a situação econômica a fim de avaliar o tempo adequado para uma expansão. Martinez lembra que atualmente a planta de Piracicaba opera os três turnos em cinco dias da semana e um turno no sábado. “No ano passado, já aumentamos o ritmo da linha de 34 para 36 veículos por hora. Teoricamente, conseguiríamos elevar a capacidade aumentando o ritmo da linha ou adicionando algumas horas no sábado”, disse.

Martinez admite a dificuldade da Hyundai em acompanhar o mercado e que há sim o risco de perder participação nas vendas. Além da falta de mais capacidade, a montadora enfrenta gargalos de fornecedores locais, como o de pneus, por exemplo, que ainda não consegue entregar todo o volume necessário por conta do reaquecimento das vendas.

Mas nem tudo é a metade vazia do copo: tudo o que a unidade de Piracicaba produz é entregue imediatamente para venda, com maioria esmagadora impulsionada pelo varejo nacional, uma vez que as vendas diretas da montadora ainda representam uma fatia abaixo da média de outras marcas, que varia de 40% a quase 70%. Segundo Martinez, de janeiro a julho deste ano, apenas 6% da produção do Creta foi destinada às vendas para pessoas jurídicas, sendo que nenhuma unidade do modelo foi vendida para locadoras até agora. Já para o HB20, a proporção em vendas diretas está em 19%.

A abrangência geográfica também não é um problema: a rede é hoje composta por 212 pontos de venda está presente em todas as principais capitais e cidades de interior. O plano atual prevê a abertura de cinco a dez concessionárias. “Esperamos abrir de forma muito pontual, em praças secundárias, mais focados em facilitar o atendimento ao cliente do que pela falta de cobertura local”, enfatiza.

Por outro lado, a limitação produtiva fez com que a marca esgotasse sua capacidade para atender o mercado de PCD – pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, que têm isenção de impostos na compra de veículos. “Houve um aumento de quase 90%: em 2017, chegamos a uma produção pouco abaixo das 10 mil unidades dedicado ao mercado de PCD e este ano estamos com 18 mil, não foi possível atender toda a demanda”, reforça Martinez.

A falta de capacidade também afeta as exportações: a Hyundai exportou menos de 3 mil unidades de Creta e HB20 em 2017 para Bolívia, Paraguai e Uruguai. “Não estamos explorando mais porque estamos priorizamos o mercado interno.”



Tags: Hyundai, fábrica, capacidade, produção, Piracicaba, HB20, Creta.

Comentários

  • Valdinha

    Queremosque retorne logo a venda do rundai creta e que venha mais acessórios no carro pcd

  • MarcosSilva

    Hyundaiseguir em frente sempre, que tem muita gente! Vamos buscar o primeiro lugar em vendas.

  • VanderleiRúbio dos Santos

    AntigaDnp está parada em Rio Claro. Que venha a hiundai pra cá urgente

  • Josemar

    Investirno que é óbvio e ajudar na geração de empregos já; arriscar perder lugar no mercado por falta de investimento é muito perigoso, com certeza outras montadoras estão de olho nesta fatia do mercado que a Hyundai está deixando escapar.

  • OlgaMaria Silveira

    estoua mais de um mês esperando um carro que encomendei e a desculpa é que a cor é especial, por isso a demora, já não estou convencida disso, acredito é que não estão dando conta mesmo da entrega.

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