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Toyota quer a rede 20% maior nos próximos dois anos
Miguel Fonseca durante palestra magna na abertura do 28º Congresso da Fenabrave

Distribuição | 08/08/2018 | 13h52

Toyota quer a rede 20% maior nos próximos dois anos

Meta é passar das atuais 250 para 300 concessionárias em todo o País

SUELI REIS, AB

Com a meta de ampliar sua capilaridade no Brasil, a Toyota planeja aumentar o tamanho da sua rede de concessionárias em 20% pelos próximos dois anos. O projeto de desenvolvimento da rede, que vem sendo aplicado pela empresa há pelo menos três anos, não foi alterado com o Yaris: pelo contrário, o modelo, que vem com a promessa de incrementar a presença da marca em uma importante faixa no mercado brasileiro, é parte dessa estratégia.

“Passamos de 150 casas há três anos para atuais 250 – aumentamos cem pontos – e temos esse projeto de nos próximos dois anos ter mais 50 pontos. Esse é o nosso processo de ampliação, mas todos esses pontos pertencem aos nossos parceiros atuais, não estamos trazendo novos parceiros”, afirmou Miguel Fonseca, vice-presidente executivo da Toyota no Brasil.



O executivo abriu os trabalhos do 28º Congresso da Fenabrave, realizado até quarta-feira, 8, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Na palestra magna, Fonseca destacou a importância do papel da rede na era da transformação digital e como isso pode afetar a relação direta com a montadora.

A Toyota é uma das poucas montadoras no Brasil a operar com 100% de sua capacidade. Fonseca indica que ainda assim a marca não está conseguindo atender a demanda. “O desafio é que a capacidade acompanhe a demanda. Etios e Yaris poderiam vender mais”, disse o executivo.

Há dois meses, a empresa anunciou que abrirá em novembro o terceiro turno de sua planta de Sorocaba (SP), onde são fabricados os compactos Etios e o Yaris. A medida também valerá para a fábrica de motores em Porto Feliz, 30 km distante. Para isso, a empresa está em processo de contratação de 800 novos funcionários.

Apesar disso, o terceiro turno ainda não terá tempo hábil para gerar grande efeito. Segundo Fonseca, tal limitação fará com que a marca cresça apenas 5% este ano, contra os 9% de aumento previsto para o mercado de veículos leves. Ele acredita que a Toyota possa este ano alcançar o top quatro das marcas mais vendidas no mercado. “Neste momento, nas vendas de agosto, estamos na terceira posição. Podemos chegar ao fim do ano talvez na quarta ou terceira posição do ranking de vendas.”

Ao mesmo tempo, as exportações devem crescer de forma mais elevada, como efeito do Yaris. Fonseca lembra que o terceiro turno ampliará a capacidade atual de Sorocaba de 120 mil para 160 mil veículos por ano. Deste total, 35 mil Etios e Yaris serão destinados à exportação.

Apesar dos temores atuais com relação a Argentina, principal destino das exportações de veículos do Brasil, a Toyota comemora seu desempenho positivo no mercado vizinho. No ano passado, a empresa fez um volume de vendas de 45 mil unidades. “O Etios está indo bem [na Argentina] e este ano vamos fazer um volume muito maior com ajuda do Yaris”, disse.

Sobre a fábrica de Sorocaba, Fonseca lembra que ela foi projetada para que possa duplicar sua dimensão a fim de elevar sua capacidade para 400 mil carros por ano. Ele disse que há uma discussão sobre a possibilidade de sua amplicação, mas não há nada definido. Já a fábrica de Indaiatuba, também no interior paulista, onde é feito o Corolla, não tem potencial para expansão. Atualmente, a unidade opera com dois turnos acima da capacidade nominal de 80 mil/ano, e segundo Fonseca não há planos para um terceiro turno.



Tags: Toyota, rede, concessionárias, fábrica, Sorocaba, Etios, Yaris, terceiro turno, exportações, Argentina.

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