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Produção de veículos crescerá menos, revê Anfavea

Indústria | 06/07/2018 | 18h51

Produção de veículos crescerá menos, revê Anfavea

Expectativa diminui com a previsão de redução das exportações

SUELI REIS, AB

Com o fechamento do primeiro semestre e após analisar o cenário geral, a Anfavea, associação das fabricantes de veículos, revisou suas projeções para o ano e revela que a produção de veículos deve ficar abaixo do projetado anteriormente.

As novas previsões da entidade apontam que as linhas de montagem devem entregar pouco mais de 3,02 milhões de unidades, o que equivale a um crescimento de 11,9% sobre os 2,69 milhões de veículos fabricados no ano passado. Na projeção anterior, era previsto incremento de 13,2%, para mais de 3,05 milhões de veículos, sempre considerando a soma de leves e pesados.



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“É um pouco abaixo da primeira previsão, que contava com exportação maior”, explica o presidente da Anfavea, Antonio Megale.



Durante a apresentação do balanço do setor à imprensa na sexta-feira, 6, a entidade manteve a projeção de crescimento de 11,7% das vendas do mercado interno, mas puxou para baixo suas expectativas de exportações, o que fez recuar a previsão de crescimento da produção este ano. Isso porque os principais mercados da exportação brasileira de veículos – Argentina e México – sinalizam dificuldades pela frente.

“Acredito que a Argentina voltará [com melhores resultados] no ano que vem; este ano [o mercado] será um pouco abaixo do que imaginávamos”, analisa Megale. “Mas o importante é que vamos passar dos 3 milhões [de veículos produzidos]”, reforça.

Com a nova projeção, agora a Anfavea espera que a produção de veículos do segmento leve avance 12% este ano, para 2,9 milhões de automóveis e comerciais leves. Antes, os números apontavam para alta de 13%, com 2,93 milhões.

Nos pesados, é esperado um aumento de 11,3% nos volumes de produção, para 115,4 mil caminhões e ônibus. A projeção anterior indicava que as fábricas entregariam até 120,3 mil veículos comerciais pesados, o que representaria alta de 16%.

BALANÇO


No primeiro semestre, as fábricas de veículos no Brasil produziram 13,6% a mais do que em mesmo período de 2017: foram montados 1,43 milhão de unidades contra as 1,26 milhão de um ano atrás, entre leves e pesados.

Entre os segmentos, a produção de leves avançou 12,6% ao somar 1,36 milhão de automóveis e comerciais leves. Da mesma forma, os comerciais pesados também tiveram resultado positivo e com índices ainda maiores: na produção de caminhões, houve alta de 37,7% ao atingir as mais de 49,5 mil unidades, enquanto ônibus registraram volume 49,7% maior.

Na análise do desempenho da indústria em junho, a Anfavea aponta que sua produção aumentou 21,1% na comparação com mesmo mês do ano passado. Sobre maio, a indústria naturalmente se recuperou após enfrentar perda com a greve dos caminhoneiros.

“Tivemos uma recuperação em junho após a perda da produção de maio, quando deixaram de ser produzidos entre 70 mil e 80 mil veículos e também como preparação de estoques para julho e agosto, que sazonalmente, são o segundo e o terceiro melhores meses para o mercado brasileiro de veículos, com mais dias úteis, atrás apenas de dezembro”, explica Megale.

Ele acrescenta que justamente por isso os estoques de junho somaram 240,6 mil unidades, sendo 159,6 mil nos concessionários e os demais 81 mil nos pátios das fabricantes. Este total equivale a um estoque para 36 dias de vendas, considerando a média de vendas feita em junho. Em maio, o volume estocado valia para 31 dias de vendas. “É um nível que não nos preocupa porque é a preparação do estoque para esses meses mais fortes”, afirma.

Já no balanço dos empregos, a indústria contabilizou a queda de 0,7% do número total de empregados em junho na comparação com maio, que passou de 132,4 mil para 131,5 mil. Segundo o presidente da Anfavea, o número reflete a abertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV) em uma das associadas. Por outro lado, ele informa que a indústria encerrou em junho o uso do Programa de Segurança do Emprego, o PSE: em maio, 929 pessoas ainda estavam incluídas no programa e em junho este número zerou. Já em layoff, o número de pessoas afastadas passou de 716 em maio para 758 em junho.

“As empresas zeraram o uso do PSE e trouxeram todo mundo de volta para dentro. Perdemos algumas vagas, é verdade, mas em compensação o PSE zerou e trouxe essas pessoas de volta para as empresas”, comemorou Megale.



Tags: Produção, Anfavea, indústria, exportações, projeção, estoque, emprego, PDV, layoff.

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