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Capacidade de adaptação é essencial para profissionais e empresas
Françoise defende que as empresas deixem de buscar apenas a lógica e a objetividade para levar em conta também as emoções

Negócios | 11/06/2018 | 16h14

Capacidade de adaptação é essencial para profissionais e empresas

Conclusão é de participantes do Fórum de RH na Indústria Automobilística

GIOVANNA RIATO, AB

Diante da transformação no mundo dos negócios, a grande aptidão que os profissionais e organizações devem desenvolver é capacidade de adaptação. A opinião é de Françoise Trapenard, diretora da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). Ela participou do Fórum RH na Indústria Automobilística, evento realizado por Automotive Business em São Paulo na segunda-feira, 11. “O contexto está mudando muito rapidamente, com volatilidade, incerteza e muita complexidade. Precisamos, acima de tudo, ter potencial para nos adaptar às diversas transformações”, avalia.

A especialista aponta que o mundo passa por momento extremamente desafiador, com três crises em curso ao mesmo tempo. A primeira, destaca, é relacionada ao modelo econômico, com dificuldade que economias enfrentam para seguir em crescimento. O segundo desafio é ambiental, com o avanço do aquecimento global. Por fim, a terceira crise é de valores. “O grande problema é que avançamos com o mundo do trabalho focados na objetividade e na lógica e desconsideramos a importância das emoções. Não conseguiremos ir em frente e conduzir a transformação digital sem reavaliar isso.” Se a assimetria permanecer, acredita, a crise de valores só tende a aumentar.

Françoise reforça a importância de atuação das empresas estar alinhada com os desafios da humanidade. “Enfrentamos o envelhecimento da população, a desigualdade econômica e a missão de encarar o processo de digitalização. As organizações também precisam encarar isso de frente”, diz. “É um processo longo e não-linear, que exige mudança do modelo mental. Precisamos que o humano seja o centro desta mudança, com a área de RH com responsabilidade por ajudar no desenho da trajetória, levar sonho e inspiração para a companhia”, defende.

EMPRESAS DEVEM SER ATRATIVAS E CAPAZES DE SE TRANSFORMAR



O custo para quem não encarar os desafios de frente será alto, destacou Renate Fuchs, gerente de projetos da Porsche Consulting, que também participou do evento. Estudos mostram que 40% das grandes empresas que não passarem por revolução deverão fechar as portas nos próximos anos. “Precisamos capacitar a organização para fazer o novo: recrutar pessoas diferentes e capacitar funcionários para lidar com situações que ainda não conhecemos”, aponta Renate.

Segundo ela, muitas companhias permanecem focadas apenas na transformação das fábricas com o avanço dos robôs e da conectividade na indústria e perdem de vista que o trabalho administrativo também tem de mudar. Com as novas ferramentas, a produtividade das funções da área administrativa deve triplicar nos próximos anos, estima. A consultora conta que as empresas mais bem vistas pelos funcionários são aquelas avaliadas como atrativas e com potencial para o futuro, “as companhias percebidas como mais capazes de fazer as transformações necessárias”, esclarece.



Tags: empresas, estratégia, recursos humanos, RH, Fórum RH na Indústria Automobilística.

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