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Exportação de veículos esfria pela primeira vez no ano

Indústria | 06/06/2018 | 19h07

Exportação de veículos esfria pela primeira vez no ano

Anfavea confirma que embarques atrasaram por causa da paralisação nas estradas

GIOVANNA RIATO, AB

As fabricantes de veículos anotaram queda no volume de exportações em maio. É o primeiro recuo do ano na comparação mensal, com baixa de 17% sobre abril para 60,7 mil unidades, entre leves e pesados. O número também é 17,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2017. “Os embarques atrasaram por causa da greve dos caminhoneiros, mas os contratos de exportação estão de pé e serão cumpridos nas próximas semanas ou meses”, diz Antonio Megale, presidente da Anfavea, associação que representa as montadoras e divulgou os resultados da indústria na quarta-feira, 6.



- Faça aqui o download dos dados da Anfavea
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No acumulado dos cinco meses foram vendidos 314 mil veículos brasileiros a outros mercados, volume 1,6% superior ao de janeiro a maio do ano passado. Segundo a Anfavea, a indústria automotiva segue rumo a um novo recorde de exportações, com a possibilidade de entregar 800 mil unidades em diversos países com crescimento de 5%.

O faturamento das empresas instaladas no Brasil com vendas externas de veículos cresceu mais, com salto de 19,5% no ano para US$ 7,22 bilhões. O montante de maio foi de US$ 1,43 bilhão, com queda de 15,1% sobre abril e de 2,1% na comparação com o registrado um ano antes.


ARGENTINA E MÉXICO PREOCUPAM


Para concretizar a expectativa para o ano, no entanto, a indústria automotiva terá de superar alguns desafios locais. O primeiro deles é a alta do dólar, que alcançou o maior patamar desde 2016, passando de R$ 4. Em teoria, a valorização é favorável às exportações, mas a volatilidade da moeda pode colocar negócios em risco. “Precisamos de estabilidade até porque, além de exportar, importamos muito conteúdo eletrônico para produzir carros aqui”, diz Megale, lembrando sempre que a via é de mão dupla.

Em paralelo, a indústria local está em busca de novos mercados, já que a demanda por veículos deve sofrer recuo na Argentina, principal cliente do setor automotivo brasileiro, destino de 75% das exportações. “Até agora aumentamos em 9% os embarques para lá, com mais de 233 mil veículos, mas há sinais preocupantes, como a alta dos juros e questões cambiais, que podem afetar o mercado interno deles”, diz Megale.

O México, segundo principal destino das exportações de veículos brasileiros, também está com a demanda contida. Segundo a Anfavea, as vendas de carros brasileiros no país já encolheram 40% este ano, para 21 mil unidades. “Não podemos ficar parados. Queremos intensificar as vendas para outros países”, aponta. O executivo cita Peru, Colômbia e Chile, um mercado com bom potencial onde o Brasil já aumentou a participação de 3% para 9%. “Há mais espaço para crescer”, acredita.

Assista ao balanço dos resultados da Anfavea:



Tags: exportação de veículos, Argentina, México, vendas.

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