Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Mercedes de São Bernardo do Campo permanece em greve
Trabalhadores decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Na foto, Aroaldo Oliveira, secretário geral do sindicato

Trabalho | 15/05/2018 | 15h04

Mercedes de São Bernardo do Campo permanece em greve

Após assembleia, metalúrgicos decidiram manter a paralisação; montadora nega intenção de demitir

REDAÇÃO AB

Os trabalhadores da Mercedes decidiram manter a greve por tempo indeterminado iniciada na segunda-feira por não haver avanços na proposta de acordo coletivo feita à montadora. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, permanece o impasse em relação à reposição salarial, ao valor da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a algumas cláusulas sociais presentes no acordo. Os valores de reajuste e PLR não foram divulgados.

“A montadora não aceita incorporar o reajuste aos salários”, afirma o secretário geral do sindicato e trabalhador da Mercedes-Benz, Aroaldo Oliveira. A direção da montadora rebate: “Não havia necessidade de greve agora porque estamos ainda no meio das negociações com o sindicato. Ainda não tem nada definido”, diz o presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Philipp Schiemer.

O sindicato também quer rediscutir a forma de cálculo da PLR para que se leve em conta a exportação dos itens agregados como motor, câmbio e eixos.

O secretário afirma ainda que a Mercedes-Benz pretende demitir trabalhadores do setor administrativo, informação negada por Schiemer: “Sempre precisamos ajustar nossos custos, mas não existe nenhum programa de demissão.”

De acordo com o sindicato, a Mercedes-Benz quer excluir a estabilidade aos trabalhadores acidentados e a complementação salarial por até 120 dias de afastamento. A montadora emprega cerca de 8 mil colaboradores em São Bernardo do Campo (SP), onde produz caminhões, chassis para ônibus e componentes como motores, transmissões e eixos.

Sobre o cenário de retomada que anima os empregados a pedir mais benefícios, Schiemer alerta: “É preciso lembrar que a situação está melhor que antes, mas a crise ainda não passou. Trabalhamos hoje com ociosidade de 50%. A situação continua volátil. A desvalorização cambial nos preocupa e o crescimento previsto para este ano pode ser menor.”



Tags: Mercedes, Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, caminhões, ônibus, sindicato, metalúrgicos, Aroaldo Oliveira, PLR.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência