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“Retomada está consolidada”, confia Filosa
Filosa: “Vamos ter uma retomada expressiva de mercado”

Indústria | 11/05/2018 | 17h11

“Retomada está consolidada”, confia Filosa

Novo presidente da FCA comemora liderança e prevê futuro promissor para a empresa

JOEL LEITE, para AB

O novo presidente da FCA América Latina, Antonio Filosa, está empolgado com o que considera um momento favorável na economia brasileira e do continente: “Vamos ter uma retomada expressiva de mercado”, confia. O executivo explicou que a estratégia da corporação mudou a partir da constituição da FCA, que juntou os grupos Fiat e Chrysler em uma só corporação global. Aqui, com a construção da fábrica de Pernambuco e o crescimento do segmento de utilitários esportivos, a empresa conquistou pontos importantes, emplacando dois dos modelos mais vendidos da categoria no Brasil, Compass e Renegade, e assim pôde compensar a considerável perda de participação das vendas de modelos Fiat.

A Fiat, que liderou o mercado brasileiro de 2005 a 2015, hoje disputa a segunda posição com a Volkswagen; a marca viu sua participação de mercado de perto de 25% apenas alguns anos atrás cair para 12,5% nos primeiros quatro meses de 2018. Mas a FCA – que reúne Fiat e Chrysler – comemora a liderança em abril como fabricante, ao juntar o desempenho das duas principais marcas do grupo, Fiat e Jeep, com 17,8% das vendas, contra 16,1% da GM, que é a líder como Chevrolet.

Filosa prevê nova a liderança do grupo este ano e a volta do crescimento da Fiat em 2019, em condições de lutar pela retomada da liderança por marca em 2020. O plano do grupo para os próximos cinco anos serão revelados no dia 1º de junho, pelo presidente mundial Sergio Marchionne, em Milão, Itália.

A estratégia da FCA foca no resultado do conjunto das marcas, que além de Fiat e Jeep, tem as picapes RAM, as premium Alfa Romeo e Maserati, e as generalistas Chrysler e Dodge – estas duas com maior penetração na América do Norte.

Do ponto de vista regional, Filosa destaca que o foco da FCA não é só o Brasil, mas o mercado latino-americano como um todo, que inclui a Argentina e também Chile, Colômbia e Peru, além de outros mercados de menor expressão, mas com boas perspectivas de crescimento.

SINAIS DE CRESCIMENTO NO BRASIL



Filosa enumerou cinco indicadores de uma “clara retomada” do mercado brasileiro: crescimento do PIB, investimentos estrangeiros proporcionados pela política de privatizações do governo, retomada do emprego, o melhor controle da inflação da história e (como consequência) a menor taxa Selic da história.

O executivo citou um estudo que indica confiança do consumidor brasileiro tanto no curto e longo prazos. O efeito dessa confiança, para ele, é a recuperação da classe C com a migração para a Classe B, o que representa aquecimento das vendas de carros de entrada e SUVs, além de uma injeção no mercado de picapes, onde enxerga muito potencial, com o aumento da safra de grãos, elevação do valor da soja no mercado internacional e ampliação das vendas em consequência da quebra da safra na Argentina, que é o segundo maior exportador.

Filosa elogiou o programa Rota 2030, que substitui o Inovar-Auto, mas que ainda não foi colocado em vigor pelo governo, embora já tenha sido formalizado o atendimento do pleito das montadoras de abaterem o investimento em P&D nos impostos federais. “O Rota 2030 é a melhor política do setor automobilístico do mundo, porque dá previsibilidade, que é fundamental para o investimento”, defendeu.

O presidente da FCA América Latina prevê um mercado de 3 milhões de unidades no Brasil em cinco anos, 1 milhão na Argentina e 1,5 milhão nos demais países da América do Sul, com expressivos crescimentos no Chile, Peru e Colômbia. “A retomada está consolidada”, definiu o executivo.



Tags: FCA, Fiat Chrysler, Antonio Filosa, mercado, desempenho.

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