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Rota 2030 pode ser anunciado na sexta

Legislação | 03/05/2018 | 17h51

Rota 2030 pode ser anunciado na sexta

Presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, recebe informação do MDIC sobre intenção do governo

SUELI REIS, AB

Uma semana após a reunião de representantes do setor automotivo com o governo (leia aqui), os indícios apontam que a nova política industrial Rota 2030 deve ser anunciada em muito breve. Segundo o presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, há intenção de que o anúncio ocorra na sexta-feira, 4, de acordo com informações passadas a ele pelo secretário de desenvolvimento e competitividade industrial do MDIC, Igor Nogueira Calvet, minutos antes do executivo conduzir uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 3, para apresentar os dados de vendas de veículos importados.

“A intenção do presidente é anunciar amanhã [sexta-feira] e se não for amanhã, que fique para a semana que vem”, afirmou Gandini ao contar sobre a conversa com o secretário do MDIC.

Sobre o imbróglio referente aos incentivos tributários pleiteados pela indústria para pesquisa e desenvolvimento (P&D), Gandini disse que em uma segunda reunião Fazenda e Anfavea ficaram irredutíveis: por um lado, a associação das montadoras queria um modelo de desconto de IPI semelhante ao aplicado durante o Inovar-Auto, encerrado em dezembro passado. Por outro, a pasta, agora liderada por Eduardo Guardia, não admite qualquer tipo de incentivo, uma vez que o foco é arrecadação.

“Entendo que não passa outra coisa a não ser a Lei do Bem e da maneira como está configurada, não deve haver um ajuste para atender o setor, como foi sugerido na primeira reunião”, afirmou.

O executivo acrescentou que assim como para a Anfavea, o Rota 2030 também é importante para o segmento de importados a fim de garantir previsibilidade ao setor e proteger quem já investiu no País. “O Rota 2030 não vai trazer nada de novidade para os importadores no curto prazo”, disse, acrescentando que houve um pleito para aplicar uma multa de 20% para quem não se habilitar ao Rota 2030. “Está no projeto, não sei se vai sair. Na reunião da semana passada, a Fazenda não se pronunciou sobre isso. É importante para que as marcas interessadas em operar no Brasil atendam aos requisitos de segurança e segurança energética e é bom para o País para evitar a concorrência desleal com quem investiu aqui ”, enfatizou.

Gandini também confirmou que está prevista no Rota 2030 a redução de alíquota para carros elétricos. “O presidente garantiu que o IPI do elétrico será reduzido dos atuais 25% para faixa entre 7% e 18%, mas ele não especificou qual será o critério para essa classificação, se por potência ou consumo de energia”, afirmou. O IPI para híbridos permanece em 25%.

Já o imposto de importação para híbridos e elétricos segue igual: atualmente, a alíquota está entre 2% e 7%, dependendo da tecnologia. Para os demais veículos a combustão, a alíquota é de 35%. “Parece que por enquanto não muda, talvez na segunda fase do Rota 2030”, comentou.



Tags: Rota 2030, política industrial, MDIC, Abeifa, José Luiz Gandini.

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