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IHS Markit prevê atraso de 10 anos em projeções
Carlos da Silva, gerente da IHS Markit (foto: Ruy Hizatugu)

Indústria | 16/04/2018 | 12h29

IHS Markit prevê atraso de 10 anos em projeções

Segundo a consultoria, período crítico obriga a análises mais voltadas ao curto prazo

SERGIO QUINTANILHA, PARA AB

Apesar do crescimento das vendas de veículos leves em 2017 e da expectativa de avanço maior este ano, o “período crítico” do mercado ainda não passou. Essa foi a mensagem de Carlos da Silva, gerente da consultoria IHS Markit para a América do Sul, no IX Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business no WTC, em São Paulo.

“Nosso forecast de longo prazo antes da crise previa um mercado acima de 3,5 milhões de veículos a partir de 2024, mas vamos ter de esperar uns dez anos para atingir esse patamar", lamenta Da Silva.



"Ainda estamos num período crítico do mercado", recorda. Segundo ele, a previsão de 2,85 milhões de veículos leves em 2018 era baseada em fatores macroeconômicos, mas que a situação do Brasil obrigou a empresa a fazer perspectivas de curto prazo para seus clientes. Ele descartou grandes saltos na recuperação da indústria automobilística, não apenas nas vendas internas, mas também nas exportações.

Dentro de um cenário mundial de 95,9 milhões de veículos leves vendidos e de um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro na casa de 5% em 2020 e de 3% nos dois anos seguintes, com o dólar próximo dos R$ 4 em 2022, a IHS Markit disse que o crescimento das exportações também será mais lento que em 2017. “As exportações agora estão num nível que permite amortecer um pouco da situação do mercado interno, mas o crescimento não será mais na casa dos dois dígitos com aconteceu em 2017”, afirmou Da Silva, que previu expansão menor que 5% para as vendas externas.

Ele também apresentou um quadro com o nível de utilização das fábricas de veículos leves instaladas no Brasil, que chegou a 72,3% no primeiro trimestre deste ano. Segundo a IHS Markit, as fábricas da Hyundai e da PSA aumentaram a produção em 10,5% e 3,1%, respectivamente, operando no total de suas capacidades. As fábricas da Honda, Toyota, Renault e GM já operam acima da média do mercado. Apesar de terem 26,3% e 28,4% de ociosidade, respectivamente, as fábricas da Ford e da Volkswagen já estão praticamente na média de utilização. As que ainda operam muito abaixo da capacidade são as fábricas da FCA, com 48,8% de ociosidade, refletindo a grande utilização (agora em três turnos) da planta de Goiana (PE) e o ritmo abaixo do recomendável em Betim (MG).



Tags: IHS Markit, WTC, Carlos da Silva, Hyundai, PSA, Toyota, Renault, GM, FCA, IX Fórum da Indústria Automobilística.

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