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Honda vai transferir produção de carros de Sumaré para Itirapina
A planta de Itirapina (SP): pronta e fechada desde 2015 após investimento de R$ 1 bilhão

Indústria | 03/04/2018 | 20h08

Honda vai transferir produção de carros de Sumaré para Itirapina

Ideia é aumentar eficiência com a planta mais moderna, pronta e fechada desde 2015

PEDRO KUTNEY, AB

A Honda finalmente achou uma forma de aproveitar a nova fábrica de Itirapina, no interior paulista, onde investiu R$ 1 bilhão. Toda a produção de carros em Sumaré será transferida gradualmente para a nova planta, começando com o Fit no início de 2019 e os demais até 2021.

A unidade de Itirapina está pronta e fechada desde o fim de 2015, quando deveria ter sido inaugurada, mas a montadora decidiu adiar a operação ao prever a queda abrupta do mercado brasileiro nos anos seguintes – o que de fato ocorreu.

Segundo a Honda, a ideia é tirar fábrica da inatividade e assim aproveitar instalações e maquinário mais modernos para produzir com tecnologias e padrões de maior eficiência e competitividade. A empresa confirma que essa operação exigirá alguns “investimentos pontuais”, mas não divulga valores.

A solução desafoga a unidade de Sumaré, que completou 20 anos de atividade no ano passado e vinha operando acima do limite de sua capacidade nominal de 120 mil veículos/ano. Com horas extras, em 2015 chegou a produzir mais de 150 mil unidades de quatro modelos (Civic, HR-V, Fit e City). Sem espaço adicional para ampliação, a apertada linha de produção impedia crescimento maior da montadora no País, que enfrentou limitações para atender os clientes.

Com a transferência da produção de carros para Itirapina, permanecem em Sumaré as áreas de motores, incluindo fundição e usinagem de blocos e cabeçotes de alumínio; injeção de componentes plásticos (painéis); ferramentaria; engenharia de qualidade; planejamento industrial e logística. A unidade também segue sendo a sede administrativa da Honda South America, além de abrigar o centro regional de pesquisa e desenvolvimento de automóveis da empresa, divisão de peças e o centro de treinamento técnico para concessionárias.

DILEMA



Nos últimos anos a Honda precisou aumentar a produção no Brasil para atender a alta procura por seus carros, mas não conseguia dar conta disso só com a unidade de Sumaré, por isso investiu em uma segunda fábrica no País, mas o mercado recuou e tornou-se insuficiente para preencher a capacidade total da nova planta de 120 mil unidades/ano. Issao Mizoguchi, CEO da Honda South America, dizia que era necessária demanda adicional mínima de 80 mil unidades/ano para iniciar as operações em Itirapina em um turno.

Com isso, por três anos a montadora enfrentou o dilema de ter uma fábrica nova pronta e fechada, que não tinha mercado suficiente para justificar sua abertura, ao mesmo tempo em que precisava se apertar em Sumaré sem conseguir atender todos os pedidos.

Em comunicado divulgado na terça-feira, 3, a Honda afirma que “apesar de o mercado local apresentar recente recuperação, as perspectivas de crescimento permanecem abaixo do volume projetado anteriormente”. Por isso a montadora decidiu adotar a solução intermediária de transferir totalmente a produção de carros para Itirapina, onde pode ser mais produtiva o suficiente para atender a demanda atual.

Assim, ao menos por enquanto, a Honda fortalece sua estrutura sem precisar produzir veículos em duas fábricas, mas mantém Sumaré fazendo motores e componentes. Também vai economizar em contratações, pois boa parte dos empregados das linhas de automóveis de Sumaré será transferida para Itirapina, já que as plantas estão próximas, separadas por cerca de 110 quilômetros de boas estradas.



Tags: Honda, Itirapina, Sumaré, indústria, produção.

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