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FCA não está à venda, afirma o CEO Marchionne
Marchionne no Polo Automotivo Jeep de Goiana (PE): “Estamos indo muito bem sozinhos”

Estratégia | 26/03/2018 | 17h54

FCA não está à venda, afirma o CEO Marchionne

Executivo garante que companhia vai bem sozinha e não precisa se associar

PEDRO KUTNEY, AB | De Goiana (PE)

Durante visita ao Brasil, o CEO da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Sergio Marchionne, procurou dissipar os rumores que vêm rondando a companhia sobre possíveis alianças, fusão ou até mesmo aquisição por outra fabricante de veículos, incluindo General Motors, Volkswagen e, mais recentemente, a chinesa Geely.

“Eu nunca disse que estamos à venda. Não estamos interessados nisso. Acho que estamos indo muito bem sozinhos até o momento”, garantiu Marchionne.



O executivo conversou com jornalistas brasileiros pouco antes de participar da cerimônia em que anunciou a abertura do terceiro turno de trabalho no Polo Automotivo Jeep, em Goiana (PE).

“Nunca houve conversas de fusão com a Volkswagen. O que eu defendi na época (cerca de dois anos) é uma forma mais inteligente de investir capital. Essa indústria gasta algo como € 100 bilhões por ano com diversas empresas colocando recursos nas mesmas coisas”, disse, ao explicar que defende parcerias para desenvolver tecnologias em comum e economizar recursos. Sobre a GM, desqualificou qualquer rumor de associação: “Eles não estão interessados em nós e nós não estamos interessados neles”, garantiu.

Marchionne não esclareceu se realmente existiram as negociações para venda do conglomerado ítalo-americano à chinesa Geely, que segundo noticiou a imprensa ofereceu no ano passado € 22 bilhões para assumir o controle da companhia. O executivo preferiu destacar o bom desempenho da FCA, para reforçar a falta de interesse em vender a empresa: “Fizemos uma completa reorganização nos últimos 10 anos, estamos agora na perna final do plano de cinco anos que termina em 2018. Apresentamos bons resultados, voltamos a figurar entre as três grandes dos Estados Unidos e estamos crescendo em outros mercados importantes também. Em junho vamos apresentar a continuação do planejamento para os próximos cinco anos. Podemos continuar sozinhos, estamos indo bem”, ressaltou.

TROCA DE COMANDO ESTE ANO



Desde 2004 no comando do Grupo Fiat e a partir de 2008 também à frente do Grupo Chryler, ambas transformadas em FCA em 2014, Marchionne confirmou que a companhia prepara sua sucessão. Seu substituto deverá ser anunciado junto com o novo plano quinquenal, em junho próximo, no mesmo mês em que completará 66 anos.

“Quero completar o ciclo até o fim deste ano, terminar o plano estratégico. Depois disso devo continuar como diretor da Ferrari, onde tenho mandato até o fim de 2019. Sou um homem muito ocupado”, disse, afastando a possibilidade de aposentadoria para já. Afirmou também que seu sucessor deverá ser escolhido internamente, entre os membros do GEC (Group Executive Council).

Marchionne disse que “a empresa tem muitos bons nomes” para sucedê-lo, o que inclui Stefan Ketter, membro do GEC que este mês deixa o comando da operação na América Latina (leia aqui) para voltar a se dedicar exclusivamente à vice-presidência global de manufatura do grupo. “Eu e Stefan estamos juntos há mais de 15 anos, somos quase casados”, brincou. “A escolha deverá ser interna, temos quadros competentes, como o próprio Stefan e Antonio (Filosa) que irá sucedê-lo aqui no Brasil”, completou.

Tags: FCA Fiat Chrysler Automobiles, Sergio Marchionne, negócios, estratégia, indústria, fusões e aquisições, GM, Geely, Volkswagen.


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