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Pirelli investe R$ 1 bilhão na América Latina

Tecnologia | 22/03/2018 | 23h55

Pirelli investe R$ 1 bilhão na América Latina

Novo ciclo levará avanços da indústria 4.0 às fábricas da região

MARIO CURCIO | De Feira de Santana (BA)

A Pirelli está investindo € 250 milhões ou pouco mais de R$ 1 bilhão na modernização de suas fábricas na América Latina. O objetivo principal é alinhá-las ao conceito de indústria 4.0, conectando equipamentos e plantas.

As mudanças vão aumentar a eficiência das unidades e permitir a produção de pneus de passeio com aros maiores e alto valor agregado. Esses pneus vão suprir montadoras locais e o mercado externo, especialmente os Estados Unidos.

O novo ciclo de investimentos vale para o período de 2018 a 2020 e será aplicado em equipamentos, processos, integração de dados e modernização. Foi o maior aporte para este período dentro da companhia em todo o mundo. Embora a Pirelli também produza na Argentina e Venezuela, a maior parte do investimento virá para o Brasil.

Em 2017 o faturamento da Pirelli na América Latina foi de € 916 milhões, o equivalente a 17% do total mundial. Na região, enquanto o faturamento com medidas menores e mais comuns subiu 11% sobre 2016, com os pneus de “alta gama” (aros de 18 polegadas em diante) o aumento foi de 29,4%. É este é um dos pontos em que o novo aporte vai se concentrar.

“Queremos participar de um jogo em alto nível e claro que a primeira coisa para isso é ter produtos, é isso que pode ‘apetecer’ todas as montadoras”, afirma o diretor industrial para a América Latina, Davide Meda.



Embora sem revelar os próximos lançamentos, ele recorda que há cerca de um ano a empresa começou a fornecer pneus do tipo “run flat” (capazes de rodar vazios por até 80 quilômetros) para os Mercedes-Benz Classe A e GLA na fábrica de Iracemápolis (SP). A empresa também fornece pneus de alto desempenho no Brasil para a Audi, Fiat, Jeep, Hyundai, Land Rover, Toyota e Volkswagen.

O processo se inicia na unidade de Feira de Santana (BA), que recebeu um novo misturador de compostos. “É o único equipamento desse tipo em toda a América Latina. É essencial porque produzimos de sete a dez compostos diferentes por pneu”, recorda Meda.

A fábrica também recebeu uma estação de trabalho cercada de monitores (foto acima) por onde os líderes de produção podem acompanhar todo o processo. Algoritmos permitem prever e evitar possíveis problemas de fabricação. A unidade emprega 1,3 mil funcionários e produz cerca de 3,5 milhões de pneus por ano em três turnos.

A integração dos equipamentos também permite o acompanhamento da produção por tablets. Nas próximas semanas as equipes receberão pequenos computadores de pulso ou smartwatches, também capazes de monitorar o que se passa na fábrica.

As plantas mais beneficiadas no Brasil serão as de Feira de Santana e de Campinas (SP), as duas que fabricam pneus de passeio. Vale dizer que a unidade do interior paulista já está totalmente integrada a outras 11 fábricas da Pirelli pelo mundo. Ali são produzidos 10,5 milhões de pneus por ano. Na fábrica de Gravataí, onde a Pirelli produz pneus para moto, haverá programas similares para a integração dos processos produtivos. Santo André fica de fora porque foi incorporada pela Prometeon (veja aqui).

A Pirelli emprega em todo o mundo 30 mil pessoas em 19 fábricas. Na América Latina são cinco unidades, três no Brasil, uma na Argentina e outra na Venezuela. Em pouco tempo, todas as plantas mundiais estarão conectadas.



Tags: Pirelli, indústria 4.0, Davide Meda, Mercedes-Benz Classe A, GLA, run flat, Audi, Fiat, Jeep, Hyundai, Land Rover, Toyota, Volkswagen.

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