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Com reestruturação pós-dieselgate, Volkswagen volta aos trilhos

Balanço | 15/03/2018 | 16h26

Com reestruturação pós-dieselgate, Volkswagen volta aos trilhos

Lucro operacional atinge € 3,3 bilhões em 2017, o maior desde 2012; faturamento cresce 8%

REDAÇÃO AB

Aliviada pelos resultados que a reestruturação pós-dieselgate vem trazendo desde a sua implementação em 2016, a Volkswagen divulga seus resultados financeiros referentes a 2017, cujos principais itens superaram as metas da própria empresa. O lucro operacional cresceu pela primeira vez em cinco anos, ao atingir € 3,3 bilhões. Com vendas globais de 6,23 milhões – um aumento de 4,2% com relação ao ano anterior – o faturamento melhorou 8%, passando de € 74 bilhões em 2016 (ajustado) para € 80 bilhões no ano passado. A margem (antes dos itens especiais, aqui considerados como custos com o dieselgate, por exemplo) subiu de 1,8% para 4,1% no mesmo comparativo anual. Em sua projeção, a VW havia estabelecido um retorno entre 2,5% e 3,5% para 2017. Ainda enfrentando os efeitos do escândalo que envolveu a marca ao burlar seus carros movidos a diesel, a empresa informa em seu balanço que isso gerou perdas de € 2,8 bilhões no resultado operacional de 2017. Em 2016, os gastos com o dieselgate haviam somado € 5,2 bilhões.

“Nos tornamos significativamente mais competitivos em todas as áreas. A implementação da nossa estratégia Transform 2025+ está fazendo um bom progresso e alcançando resultados marcantes, com todas as iniciativas contribuindo para os bons desenvolvimentos na Volkswagen. Pretendemos usar esse impulso e reforçar o ritmo na implementação de nossa estratégia em 2018”, afirma em nota o CEO da marca Volkswagen, Herbert Diess.

Segundo a VW, os principais fatores que contribuíram para o desempenho positivo foram os efeitos de maior volume de vendas, mix de produtos com mais veículos de maior valor agregado, como os SUVs, além da redução de custos do produto. A cada sete veículos vendidos pela marca em 2017, um foi SUV. A participação dessa categoria deve aumentar em 40% até 2020, indica a VW. A empresa também considera que a concentração de modelos sobre a plataforma MQB tem surtido efeito positivo: em 2017, cerca de 40% de todos os veículos vendidos utilizaram a plataforma modular, o dobro registrado em 2015, que foi de 20%. Segundo a VW, essa tendência positiva se tornará ainda mais evidente nos próximos anos.


“Este ano, a participação nos veículos baseados na plataforma MQB será de cerca de 60% e até 2020, essa cota deve aumentar para 80%”, comenta Diess.

Modelos como o novo Polo e Virtus, que já são vendido no Brasil, são exemplos de carros que utilizam essa plataforma. Para o País, a VW tem planos ambiciosos, como voltar à liderança do mercado doméstico: “Até 2020, investiremos cerca de € 1,75 bilhão na renovação de nossa gama de produtos no Brasil. Nosso objetivo é recuperar a posição de liderança com um portfólio rejuvenescido”, destaca Diess. Ao analisar o desempenho da marca no Brasil, o executivo diz que houve uma reviravolta em termos de volume de vendas, com o aumento de 19,7%.

Além do Brasil, a VW registrou aumento das vendas em seus principais mercados globais, como os Estados Unidos (+5,2%), onde as entregas cresceram pela primeira vez desde 2013; na Rússia (+20,4%) e na China, com alta de 5,9%, ao atingir 3 milhões de veículos: é a primeira vez que uma marca entrega tal volume em um único mercado.

“Estamos indo na direção certa. Com o nosso resultado melhorado, a marca está dando uma contribuição fundamental para o sucesso de todo o grupo. No entanto, estamos apenas no começo. O progresso do nosso core business fortalecerá nossos pilares para tornar o Grupo Volkswagen um líder mundial em mobilidade elétrica até 2025”, completou Diess.

O Grupo VW detalhou na quarta-feira, 14, durante conferência global de imprensa, seu plano estratégico para veículos elétricos, no qual pretende ter 16 fábricas aptas em todo o mundo para produzir este tipo de veículo até 2022 (leia aqui).


Membros do board durante divulgação do balanço financeiro da VW (a partir da esquerda): Andreas Tostmann, Frank Welsch, Thomas Ulbrich, Thomas Schmall, Jürgen Stackmann, Ralf Brandstätter, Herbert Diess, Karlheinz Blessing e Arno Antlitz.



Tags: VW, Volkswagen, balanço, receita, faturamento, lucro operacional.

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