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Venda interna de máquinas recua 30% no bimestre

Mercado | 06/03/2018 | 21h14

Venda interna de máquinas recua 30% no bimestre

No entanto, exportações crescentes permitem pequena alta na produção

MÁRIO CURCIO, AB

A venda interna de máquinas agrícolas e rodoviárias neste primeiro bimestre somou 4 mil unidades e registrou queda de 30,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A retração mais acentuada ocorreu para os tratores de rodas. Foram pouco mais de 3 mil no período, uma queda de 34,4%.

Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). “A mudança no sistema de financiamento pelo BNDES impediu as vendas por 15 dias em janeiro. E a alteração da carência de 12 para 14 meses do Moderfrota só ocorreu no fim daquele mês”, recorda o vice-presidente da entidade, Alfredo Miguel Neto.



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“Parte dessa queda também se explica pela base de comparação, ou seja, pelo desempenho do setor no início de 2017”, diz o executivo. Ele acredita que até o meio de 2018 não haverá mais retração na comparação interanual. Para todo o ano de 2018 a Anfavea projeta 46 mil unidades no mercado interno e pequena alta de 3,7%. O número pode ser revisado para cima, já que se espera uma boa safra também para este ano.

EXPORTAÇÕES CRESCEM 50,6%


As exportações registraram alta importante, compensando a retração no mercado interno. Nos dois primeiros meses o País enviou 1.757 máquinas ao exterior, 50,6% a mais que em igual intervalo de 2017.

O crescimento nos embarques de máquinas de construção no bimestre ajuda a explicar o desempenho no mercado externo. A exportação de tratores de esteiras somou 462 unidades e acréscimo de mais de 250%. O Brasil também enviou 370 retroescavadeiras, 14,6% a mais que em janeiro e fevereiro de 2017.

“Os Estados Unidos são o principal destino de nossas máquinas porque se tornaram compradores de equipamentos rodoviários”, diz o vice-presidente da Anfavea, Alfredo Miguel Neto.



O segundo mercado é a Argentina, mas nesse caso predomina o envio de máquinas agrícolas. Como resultado, as exportações totais ajudaram a manter o equilíbrio na produção. O primeiro bimestre teve 6,6 mil máquinas montadas no Brasil, resultando em discreta alta de 1,4%.

Os números de produção foram claramente sustentados pelos equipamentos de construção, que atravessaram um mau momento nos três últimos anos com a instabilidade política, a falta de novas obras de infraestrutura e agora encontram amparo nas exportações.

Até o fim do ano a Anfavea espera produzir 61,5 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, 11,8% a mais que em 2017. Destas, 15,5 mil serão exportadas, o que dará um crescimento de 9,9% sobre o ano anterior.



Tags: Máquinas agrícolas, máquinas de construção, Anfavea, Alfredo Miguel Neto, BNDES, Moderfrota, exportações, tratores de rodas, tratores de esteiras.

Comentários

  • FernandoC. Fabbrin

    PrezadosSenhores Máquinas agrícolas e rodoviárias são completamente diferentes e como tal os números de vendas deveriam ser divulgados em separado.

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