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Produção brasileira só deve superar 4 milhões de carros em 2026

Indústria | 26/02/2018 | 19h15

Produção brasileira só deve superar 4 milhões de carros em 2026

Projeção da IHS Markit aponta que País depende de política industrial e de exportações para avançar

GIOVANNA RIATO, AB

Conteúdo apresentado por Fórum da Indústria Automobilística

A indústria automotiva brasileira tende a demorar alguns anos para superar recordes alcançados no passado. A IHS Markit estima que a produção nacional de veículos leves chegue a 3,4 milhões de unidades em 2021, alcançando novamente o patamar histórico registrado em 2013. Depois, apenas em 2026, os níveis devem se fortalecer para que enfim as fábricas locais superem a marca de 4 milhões de unidades. “O nosso forecast é cauteloso porque tudo depende da situação política até as eleições presidenciais”, observa Carlos da Silva, gerente de produção da consultoria para a América do Sul.

Por isso, para 2018 a empresa traça perspectivas próximas às da Anfavea: 2,45 milhões de emplacamentos e 3 milhões de veículos produzidos, considerando apenas os modelos leves. O mercado, destaca Carlos, poderá alcançar novamente 3,7 milhões de carros em 2025.

DESAFIOS NO CURTO PRAZO


O consultor alerta, no entanto, que a evolução depende de alguns fatores. No curto prazo, enumera, a participação das vendas a frotistas no total de emplacamentos é preocupante. Segundo a Fenabrave, entidade que representa os distribuidores de veículos, mais de 30% dos veículos negociados no País são vendidos a empresas.

“Não é algo essencialmente ruim se a demanda dos frotistas estiver realmente nesse nível. A questão é que pode ser um movimento sustentado por descontos importantes que estimulam as vendas artificialmente, prejudicam a lucratividade e a criação de valor futuro”, avalia Silva. Além disso, ele cita a inflação favorável e a oferta maior de crédito como fatores que beneficiaram as vendas recentemente e que, portanto, precisam se sustentar para que os volumes continuem a se fortalecer.

SETOR PRECISA DE POLÍTICA INDUSTRIAL


Para o especialista da IHS Markit, além de um mercado consistente, a produção automotiva precisa também de política industrial de logo prazo para avançar nos próximos anos. “Estamos à espera do Rota 2030”, diz Silva, citando o programa que está há quase um ano em negociação no governo, mas sem perspectiva de aprovação. Segundo o consultor, é essencial, no entanto, traçar um plano que garanta previsibilidade para a indústria automotiva trabalhar.

Outro fator decisivo para o setor, cita, é um trabalho consistente para elevar as exportações. Silva aponta que as montadoras precisam desenvolver um bom plano. “Deve ser uma estratégia de longo prazo, não uma política de compensação para quando o mercado interno está fragilizado”, reforça.

SAIBA MAIS NO FÓRUM DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA


Carlos da Silva vai apresentar mais projeções para o mercado brasileiro durante o Fórum da Indústria Automobilística, evento que será realizado por Automotive Business em São Paulo no próximo dia 16 de abril. Além dele, estarão lá profissionais de consultorias como Jato Dynamics e Carcon Automotive, ao lado de uma série de especialistas como Antonio Megale, da Anfavea, Dan Ioschpe, do Sindipeças, e Gil Giardeli, da 5era Gaia Creative.

Além de conteúdo essencial para planejar os negócios, o evento trará rodada de negócios com mais de 50 profissionais da área de compras de diversas montadoras. Em paralelo, acontece também mais uma edição do AB Lab Inovação, uma seção para discutir os rumos das empresas automotivas em cenário de forte transformação.

Para saber mais é só acessar www.forumab.com.br.



Tags: produção, veículos, mercado, projeção, IHS Markit, Fórum da Indústria Automobilística.

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