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Conselho da Renault propõe renovação do contrato de Carlos Ghosn como CEO

Internacional | 15/02/2018 | 18h45

Conselho da Renault propõe renovação do contrato de Carlos Ghosn como CEO

Executivo é indicado para a função por mais quatro anos

REDAÇÃO AB

O conselho de administração da Renault propôs na quinta-feira, 15, a renovação do contrato de Carlos Ghosn como CEO por mais quatro anos e também como presidente e CEO da Aliança Renault-Nissan. Segundo informações do site Automotive News, a recomendação do conselho será submetida à assembleia geral a ser realizada em 15 de junho deste ano.

Na reunião, os membros do board também nomearam Thierry Bollore como diretor de operações no lugar de Stefan Mueller, que estava no cargo desde 2016. Com isto, Bollore entra na linha de sucessão de Ghosn.

A França, que detém participação de 15% na Renault, sinalizou no início desta semana que o conselho apoiaria a renovação do mandato de Ghosn se ele tivesse um novo diretor de operações. O governo apoiou a indicação de Bollore, que iniciou sua carreira na fabricante de pneus Michelin, curiosamente onde o próprio Ghosn também ingressou no início de sua trajetória no setor.

Foram nomeadas três prioridades para a próxima gestão: supervisionar os objetivos estratégicos do plano Drive the Future que termina em 2022; decidir sobre as medidas que tornem a Aliança Renault-Nissan irreversível e reforçar o plano de sucessão da Renault.

O governo francês quer que Ghosn prepare até junho um roteiro sobre como integrar melhor a aliança com a Nissan, além de um plano de sucessão progressiva, revelou um funcionário do Ministério da Economia que pediu para não ser identificado.

O analista Arndt Ellinghorst, do Evercore ISI, banco de investimento independente, disse que Bollore é “adequadamente qualificado para a nova função” e que ele poderá ser “um defensor mais dedicado à questão dos empregos e interesses franceses”. Esta nova estrutura poderia dar a cobertura política que o governo francês precisaria para reduzir sua participação na empresa, tornando a fusão total da Renault e da Nissan em “uma possibilidade muito real”, completa Ellinghorst.

Há um ano, Ghosn disse não haveria fusão entre a Renault e a Nissan desde que o governo francês seja um acionista. A França levantou a questão sobre sua participação na Renault em 2015, com Emmanuel Macron, atual presidente da França e que era ministro da economia na época. Contudo, o estado não tem planos de vender ações da Renault, disse o funcionário do governo.



Tags: Renault, Carlos Ghosn, CEO, conselho.

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