Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Caminhões começam o ano com vendas e exportações em alta

Mercado | 06/02/2018 | 19h24

Caminhões começam o ano com vendas e exportações em alta

Emplacamentos crescem 54,8% em janeiro e exportações quase dobram
SUELI REIS, AB

A indústria parece respirar mais aliviada neste início de ano, com o sentimento de nada melhor como um ano após o outro. Isto porque o mercado de caminhões começa 2018 com crescimento expressivo de 55% das vendas em janeiro na comparação com mesmo mês do ano passado - aquele sim foi um início de ano difícil para o setor, que na ocasião registrava o pior janeiro desde 1996 em termos de volume de vendas. Embora o total vendido no mês que abre o ano não seja o melhor dos mundos – foram emplacados pouco mais de 4,5 mil caminhões – ainda assim o efeito desse resultado animou as montadoras, que após quatro anos consecutivos de queda apostam na consolidação do crescimento do setor a partir de agora.



- Faça aqui o download dos dados de janeiro da Anfavea
- Veja outras estatísticas em AB Inteligência



O presidente da Anfavea, Antonio Megale, lembra que janeiro é historicamente um mês mais fraco em termos gerais de vendas, ao mesmo tempo em que dezembro é mais aquecido, os chamados efeitos da sazonalidade. Contudo, o volume de janeiro ainda ficou bem abaixo da média dos últimos 10 anos, considerando apenas o resultado de janeiro, que é de 8,7 mil caminhões.

“É um crescimento bastante razoável, mas com uma base [de comparação] muito baixa. O importante é que voltamos ao crescimento e começamos o ano melhor do que 2016 e 2017”, afirma Megale.



De fato, apesar do crescimento sobre janeiro de 2017, que foi um mês muito ruim (quando as vendas caíram 37%), na comparação de janeiro/2018 sobre dezembro/2017 há uma queda de 25%. Apesar disso, o vice-presidente da entidade, Luiz Carlos de Moraes, destaca que o desempenho de janeiro provou que o ambiente de negócios está muito mais favorável do que nos anos anteriores.



Parte do que se vendeu em janeiro ainda é reflexo do que foi negociado na Fenatran, em outubro passado, efeito que, segundo Moraes, deve refletir nos emplacamentos até março. Além disso, ele cita fatores que melhoram a confiança e a expectativa do empresário, seja de grandes corporações ou de micro, pequenas e médias empresas, como o próprio PIB, cuja expectativa de crescimento para este ano pende para o crescimento entre 2,5% e 3%, e com efeitos que já são sentidos pelo setor de caminhões.

A maior parte desta reação vem do agronegócio: é o segmento que demanda caminhões pesados e extrapesados, de categoria acima de 15 toneladas de PBT (peso bruto total). Este setor vai continuar impulsionando a economia como um todo neste ano e em especial o mercado de caminhões, avalia a Anfavea, que também vê com bons olhos as movimentações que já ocorrem nos demais segmentos de veículos comerciais, como os subsegmentos de semileves, leves e médios.

“O varejo está começando a crescer por conta da distribuição maior nos centros urbanos; setores como o de bebidas e químico denotam que outros segmentos da economia estão retomando; isso mostra que estamos no caminho de crescimento em linha com as projeções para o ano”, analisa Moraes.



O primeiro mês ainda é insuficiente para prever com certeza o que será do mercado nos próximos meses do ano, mas a Anfavea sustenta a projeção de que este será um período de crescimento, dada as condições atuais. Logo no início de 2018, ao apresentar o balanço de 2017, as fabricantes divulgaram previsões que mostram um mercado em curva ascendente: as montadoras apostam que os negócios devem superar as 79 mil unidades vendidas, incluindo caminhões e ônibus (a Anfavea não separa as projeções do segmento pesado). Se acertar, isso significará um aumento de quase 25% sobre o volume de 63,7 mil feito no ano passado. Também não será o suficiente para recuperar todas as perdas dos últimos quatro anos, mas é um começo.

“É um número robusto [aumento de 24,7% das vendas] e possível de atingir. Está em linha com o que foi dito pelas montadoras durante a Fenatran, que apostaram em índices de crescimento entre 20% e 30%”, conclui.

PRODUÇÃO E EXPORTAÇÕES



“As empresas estão fazendo suas malas e todas estão procurando clientes lá fora.” É com humor que Moraes conta a rotina das montadoras instaladas no Brasil ao planejar expandir seus negócios além das fronteiras. “A ideia é ter um mix equilibrado entre mercado interno e exportação justamente para quando houver volatilidade, ter uma produção mais equilibrada”, defende. “Não há um consenso, mas há montadoras que defendem que o ideal deveria ser de 40% do volume de produção destinado às exportações”, explica.

Desde o ano passado, os números de exportações têm sido animadores para o setor, que não perdeu o ritmo em janeiro: registrou aumento de 83% dos embarques sobre igual mês de 2017, para um total de 1,95 mil unidades. A meta é chegar no fim do ano com 42,2 mil unidades vendidas lá fora, alta de 12,8%, na somatória com chassis de ônibus.

Para sustentar os negócios aqui e lá fora, a produção segue mais acelerada: no primeiro mês do ano, as linhas de montagem entregaram 57% mais caminhões do que em idêntico período do ano passado, com volume pouco acima dos 7 mil veículos.



Tags: Caminhões, vendas, Anfavea, mercado, Antonio Megale, Luiz Carlos de Moraes.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.
AB Inteligência