Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
CooperStandard volta a crescer com novos projetos
Linha de guarnições de borracha: em alta

Autopeças | 01/02/2018 | 17h17

CooperStandard volta a crescer com novos projetos

Fornecedor ganha contratos e planeja novas fábricas no Brasil

PEDRO KUTNEY, AB

Após acumular perdas no Brasil desde 2013, sem capacidade de participar de novos projetos das montadoras por problemas de qualidade e entrega, o processo de recuperação iniciado em 2015 foi penoso para a CooperStandard, mas começou a mostrar resultados no ano passado, quando o faturamento voltou a crescer, em torno de 15% sobre 2016, somando R$ 340 milhões. “Ficou até acima das nossas projeções, esperávamos R$ 300 milhões. Ainda perdemos dinheiro no País (prejuízo em torno de R$ 10 milhões em 2017), mas cumprimos a missão de sanear a empresa que começamos há dois anos, quando a situação era devastadora e era grande a possibilidade de fechar a operação”, conta Jürgen Kneissler, diretor geral da empresa na América do Sul.

“Voltamos a ficar aptos a fornecer a qualquer montadora, estamos no caminho para voltar a lucrar a partir deste ano com conquista de diversos novos contratos que vão começar em 2018 e seguem em 2019”, revela Kneissler.


A CooperStandard está entre as maiores fabricantes mundiais de vedações de borracha (guarnições de portas e vidros), dutos de condução de fluídos de freios e combustível, mangueiras e componentes antivibração (coxins), com 97 fábricas em 20 países e vendas globais que somaram US$3,8 bilhões em 2017. No ano passado, o avanço no Brasil foi orgânico, conquistado com contratos antigos pelo aumento da produção de veículos, ajudado também pelo fornecimento de 100% das guarnições do carro mais vendido do mercado brasileiro, o Onix da General Motors. Este ano, pelos mesmos motivos, Kneissler espera por evolução tímida no faturamento, que deve se elevar a R$ 350/360 milhões, não mais do que 10% de expansão. “Estamos sendo conservadores, porque os novos projetos que conquistamos só começam de fato a entrar no caixa em 2019. Aí sim esperamos por crescimento bem mais robusto, que poderá ser de 50%”, explica o executivo.

Após a reestruturação da gestão da empresa e investimentos que chegaram a R$ 20 milhões em modernização das fábricas de Varginha (MG) e Atibaia (SP), a CooperStandard retomou os padrões de qualidade e voltou a participar de concorrências. Já venceu várias. Está no horizonte a partir do último trimestre de 2018 o início do fornecimento de vedações e dutos para 19 novos projetos, que deverão impulsionar significativamente os negócios. Entre os clientes estão a Toyota (a empresa já fornece para o Etios e deverá enviar guarnições também para o Yaris e o novo Corolla), um fornecedor de primeiro nível da GM escolheu a CooperStandard para os dutos do projeto GEM (nova plataforma para mercados emergentes que deverá substituir a atual do Onix), a Volkswagen usa as vedações da empresa para carros sobre base MQB (incluindo o novo T-Cross), o novo Hyundai HB20 também usará, além de novidades em fase de desenvolvimento da Ford, Fiat Chrysler (FCA) e Grupo PSA (Peugeot e Citroën).

NOVAS FÁBRICAS

A CooperStandard já fornece componentes para a Fiat em Betim (MG) e conquistou recentemente novo contrato para enviar material para projetos do Complexo Industrial Jeep em Goiana (PE). Para atender o cliente, decidiu sair de Camaçari (BA), onde manterá só alguns dos 150 funcionários para atender processos de montagem na Ford, e está construindo nova planta em Divina Pastora, no interior de Sergipe, a 40 km da capital Aracaju e a 10 km da BR 116. A pedra fundamental da unidade no terreno de 51 mil metros quadrados foi assentada em novembro passado com investimento próprio de R$ 10 milhões (aqui). “Escolhemos a localização –entre Goiana e Camaçari – porque recebemos incentivos fiscais e outros benefícios do governo estadual, que inclusive vai erguer a fábrica (de 10 mil m2) e nos alugar por preço muito conveniente. A mão de obra lá, com salários mensais de R$ 1,2 mil a R$ 1,3 mil, também é bem mais barata do que estamos pagando em Camaçari”, conta Kneissler. Em uma primeira fase, a fábrica vai empregar 200 pessoas e chegar a 400 cerca no horizonte de um ano.

Também está nos planos uma nova unidade de produção na Região Sul, para atender clientes como Volkswagen e Renault no Paraná e GM no Rio Grande do Sul. “Ainda não decidimos onde fazer, mas avaliamos que será necessário e estamos estudando as possibilidades”, diz o executivo.

Está em curso ainda algumas transferências de processos da divisão de vedações de Varginha para Atibaia, que inaugura até abril uma unidade de extrusão de borracha e deve elevar o número de empregados de 170 para 200. A planta mineira já teve 1,8 mil funcionários, reduziu para 1,2 mil e deve continuar a cortar até chegar aos 900/800. “Varginha estava sobrecarregada e com maquinário antigo. Estamos reestruturando a unidade dentro do processo de modernização e enxugamento da empresa”, afirma Kneissler.

A CooperStandard já fornece componentes às fábricas da Volkswagen, PSA e Renault na Argentina (também para a Ford, mas deve parar com o fim da fabricação do Focus em breve). Os clientes pedem para instalar unidade de produção no país vizinho. “Para fazer mais lá precisamos de volumes maiores para fechar a conta, mas até o fim deste ano devemos começar uma operação satélite dentro em um novo projeto da planta argentina da PSA, depois vamos ver como as coisas evoluem”, revela.

 



Tags: CooperStandard, autopeças, guarnições de borracha, dutos, balanço, indústria, fábrica, investimento.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

AB Inteligência