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Tecnologia | 17/01/2018 | 18h48

Carros compartilhados serão um terço do tráfego em 2030

Estudo da PWC aponta as cinco tendências para a indústria automotiva

REDAÇÃO AB

A PwC divulgou o estudo “Five trends transforming the Automotive Industry” que indica as principais tendências que impactam a indústria automotiva: eletrificação, autonomia, compartilhamento, conectividade e a necessidade de atualização anual para os clientes. Segundo o documento, até 2030, um em cada três quilômetros rodados serão percorridos por carros autônomos.

- Veja aqui o estudo completo da PwC
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Há um paradoxo emergente no setor automotivo: a frota de veículos deve diminuir, mas a distância percorrida por cada indivíduo vai crescer com a facilidade no compartilhamento das viagens e o preço reduzido do transporte, aponta a empresa. A PwC calcula que o aumento será de 23% na distância média percorrida por cada pessoa na Europa até 2030. Enquanto isso a frota da região tende a encolher das atuais 280 milhões de unidades para 200 milhões. Nos Estados Unidos o acréscimo será de 24% nas viagens, com a frota caindo de 270 milhões de veículos para 2012 milhões. Na direção oposta, na China o número de automóveis em circulação vai saltar de 180 milhões para 280 milhões nos próximos 12 anos.

Outro indicador interessante apurado no estudo é que, no mesmo prazo, 55% dos veículos produzidos no continente europeu serão elétricos. Das vendas globais, 95% terão algum tipo de eletrificação. Na análise da consultoria, os mais jovens serão responsáveis por puxar o crescimento de soluções de mobilidade mais sustentáveis e convenientes nos próximos anos. A PwC destaca no documento que os consumidores adotarão rapidamente novas tecnologias, ainda que sejam complexas, se isso tornar a vida deles mais fácil.

É PRECISO MELHORAR OS INVESTIMENTOS EM INOVAÇÃO

Para a consultoria, o cenário de forte transformação exige das empresas investimentos mais equilibrados em pesquisa e inovação. “Esta mudança requer investimentos pesados em tecnologia e o desenvolvimento constante de novos produtos e serviços em ciclos mais curtos que os observados atualmente no setor”, acrescenta Marcelo Cioffi, sócio da PwC Brasil.

A empresa alerta que é essencial tornar mais eficiente os aportes. Segundo a consultoria, cinco montadoras estão na lista das 20 empresas que mais investem globalmente em pesquisa e desenvolvimento. Apesar disso, estas companhias não aparecem entre as 10 companhias mais inovadoras do mundo – a única fabricante de carros deste ranking é a Tesla. O caminho, portanto, não é simplesmente investir mais para inovar, mas sim melhorar a eficiência deste aporte. “Para que sejam bem-sucedidas, tanto montadoras quanto fornecedores precisarão oferecer inovação orientada para o consumidor”.

Confira abaixo alguns pontos que a PwC destaca como estratégicos para que as empresas acompanhem a transformação do mercado:

- CARRO ELETRIFICADO, CONECTADO E COMPARTILHADO

Para a empresa, o transporte do futuro será mais simples, flexível e customizado para os usuários. Assim como já acontece em uma série de setores, a indústria de mobilidade atenderá o cliente sob demanda.

- FOCO NO USUÁRIO
Conquistar e atrair os clientes mais jovens, ávidos por tecnologia, será essencial para que a indústria automotiva impulsione seus serviços de mobilidade. Outro desafio é atender ao consumidor chinês, onde está a maior demanda global por estas soluções.

- MOBILIDADE DO FUTURO
Para a PwC é preciso ter em mente que, no futuro, o transporte acontecerá principalmente em veículos autônomos, que responderão por 40% das milhas percorridas na Europa em 2030. Se as pessoas terão menos carros, as distâncias circuladas aumentarão com as facilidades do compartilhamento e a queda dos custos.

- O IMPACTO NA CADEIA PRODUTIVA
Segundo a consultoria, a indústria vai enfrentar período crítico entre 2020 e 2025 com a necessidade de equilibrar, de um lado, as margens em queda e, de outro, a elevada demanda por investimentos. As empresas precisarão melhorar a eficiência dos aportes em desenvolvimento de produtos e serviços e gerar inovação centrada no usuário.



Tags: tendências, tecnologia, inovação, carro autônomo, compartilhado.

Comentários

  • Luiz Eduardo Costa

    Muito bom esse artigo. Mostra como está mudando o perfil do consumidor fora daqui. Por aqui talvez haja uma certa resistência do brasileiro em "compartilhar" veículos, pois aqui são símbolo de status. Já o europeu , o mais disciplinado e escolado nessa matéria dita o que será bom para o futuro do planeta e das cidades. Estão corretíssimos. Nada de esbanjamento. Isso acarretará uma transformação até no preço dos imóveis e na construção dos mesmos. Casa com vaga de garagem não será mais fator na hora da escolha. Compartilhar um carro como hoje é em Paris com pequenos carros elétricos de aluguel será rotina em 2030. Melhor assim.

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