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Comerciais | 08/01/2018 | 14h00

Carretas têm alta, mas carrocerias fecham ano em baixa

Setor de implementos comemora volta do crescimento de 7,5% da linha pesada

PEDRO KUTNEY, AB

De acordo com dados divulgados na segunda-feira, 8, pela associação dos fabricantes de implementos rodoviários, a Anfir, o setor fechou 2017 com desempenho misto, consolidando alta nas vendas de carretas e baixa nos negócios de carroceria sobre chassis, seguindo assim a mesma tendência verificada no mercado de caminhões: queda na linha de veículos leves e crescimento nos emplacamentos de modelos pesados (leia aqui). Mas os porcentuais de evolução para baixo e para cima foram mais discretos em ambos os casos, com boa expansão de 7,5% nas compras de reboques e semirreboques, que no entanto não foi suficiente para compensar o recuo de 8,3% nas implementações de caminhões chassi-cabine, o que puxou o resultado geral em volumes para baixo, anotando pequena retração de 2,4% sobre 2016.

- Veja os dados da Anfir do fechamento de 2017 aqui
- Veja aqui outros dados da indústria
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“A recuperação do segmento pesado (rebocados) representou para a indústria um momento importante no ano passado”, comemora Alcides Braga, presidente da Anfir. Isso porque o segmento de reboques e semirreboques representa faturamento significativamente maior que o de carrocerias, garantindo assim melhor desempenho financeiro aos fabricantes. No período de janeiro a dezembro foram entregues 24.928 carretas, ante 23.187 em 2016, consolidando o crescimento anual de 7,51%. “Em 2018 devemos ampliar esse resultado acompanhando a recuperação da economia, que também deverá trazer o setor leve para o desempenho positivo”, avalia Braga.

As recuperações mais significativas, que puxaram para cima os volumes de carretas em 2017, foram verificadas nas vendas de baús de carga geral (+55,6%), baús lonados (+49,3%), carretas-tanque de carbono (+19,7%) e basculantes (+19%). De maneira geral, os segmentos com desempenho positivo acima da média confirmam os setores da economia que mais cresceram no ano passado.

A queda das implementações de carroceria sobre chassis atingiu todos os segmentos e já era esperada pela entidade: “Esse desempenho confirma a expectativa da Anfir, de que o segmento leve só deverá reverter os resultados negativos, acompanhando a linha pesada, após a virada do ano. A rapidez com que isso acontecerá está diretamente ligada à retomada da economia no mercado de varejo”, ressalva Mario Rinaldi, diretor executivo da associação. A venda de implementos leves totalizou em no ano passado 35.569 unidades, contra 38.809 em 2016, em retração de 8,35%.

QUEDA PERSISTENTE, MAS MENOR

Somando os volumes dos dois segmentos, no total a indústria de implementos rodoviários registrou em 2017 queda de 2,42% - porcentual que, embora negativo, representa sensível melhoria em comparação com o tombo de quase 30% no resultado de 2016 sobre 2015. De janeiro a dezembro o setor entregou ao mercado 60.497 unidades, ante 61.996 um ano antes e muito abaixo ainda dos 88,3 mil implementos negociados em 2015. “Não conseguimos zerar as perdas por conta do comércio urbano que ainda não respondeu à onda de recuperação da economia”, diz o presidente da Anfir. “A retomada do segmento de carroceria sobre chassis depende do resultado das vendas do comércio de varejo e do desempenho de micro e pequenas indústrias que geram muita carga própria”, explica Braga.

O mercado externo ajudou bastante os fabricantes que exportam parte da produção, em número ainda pequeno no Brasil. Ainda assim, de janeiro a novembro (último resultado disponível) foram exportadas 3.631 unidades, número 23,3% maior do que o verificado nos mesmos onze meses de 2016.

Tags: Anfir, implementos rodoviários, carretas, veículos rebocados, semirreboques, mercado, caminhões, balanço 2017, resultados.


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