Automotive Business
Siga-nos em:
AB Inteligência

Notícias

Ver todas as notícias
Volkswagen espera produzir 800 mil/ano no Brasil até 2020
Pablo Di Si, novo presidente da Volkswagen América do Sul, e o novo Virtus: segundo dos 20 lançamentos prometidos na região até 2020

Indústria | 16/11/2017 | 19h30

Volkswagen espera produzir 800 mil/ano no Brasil até 2020

E vender 1 milhão de veículos/ano em toda a América do Sul

PEDRO KUTNEY, AB

A Volkswagen espera alcançar até 2020 nível de produção de 800 mil unidades/ano em suas três fábricas no Brasil (São Bernardo do Campo e Taubaté em São Paulo e São José dos Pinhais no Paraná), para abastecer o mercado doméstico e exportações principalmente para a América Latina. “Claro que queremos que aconteça antes, mas essa é nossa previsão no momento”, diz o argentino Pablo Di Si, presidente da Volkswagen América do Sul. Na região, no mesmo período, o objetivo é vender 1 milhão de veículos por ano. “Devemos conseguir isso com o avanço em lugares onde ainda temos baixa penetração, algo hoje como 2% ou 3% em mercados como Peru e Chile, por isso temos potencial para muito mais (a marca tem plano de figurar entre as oito mais vendidas nesses países). Além disso, precisamos defender nossa liderança na Argentina e recuperar o tempo perdido no Brasil (onde a VW está em terceiro lugar)”, afirma o executivo – que assumiu seu posto em outubro passado, em substituição a David Powels, que foi indicado a outro cargo na China (leia aqui)

Na quinta-feira, 16, Di Si fez em São Paulo a primeira apresentação global do sedã Virtus, construído sobre a mesma plataforma MQB do hatch Polo lançado no fim de setembro (leia aqui). O Virtus é o segundo da lista de 20 lançamentos – 13 deles produzidos no Brasil e dois na Argentina – que a Volkswagen pretende fazer na região até 2020 para aquecer as vendas da marca. Para o executivo, o mercado brasileiro deverá liderar a expansão na América do Sul que preside com crescimento mais expressivo do que o atual. “Espero algo como 10% ao ano nos próximos anos”, aposta.

“As economias brasileira e argentina dão claros sinais de recuperação, com inflação e juros em queda. O emprego voltou a crescer nos últimos seis meses no Brasil. Existe mais crédito e confiança. Além desses fatores positivos, preparamos uma grande ofensiva de 20 lançamentos até 2020, entrando em segmentos dos quais não participamos, como o de SUVs compactos com o lançamento do T-Cross (a ser produzido na fábrica do Paraná) no próximo ano”, explica Di Si.

O executivo também aponta o baixo índice de motorização na região como fator que favorece o crescimento das vendas nos próximos anos: “A divisão SAM (criada no ano passado, que engloba América do Sul, Central e Caribe) tem 29 países, 500 milhões de habitantes e vendas de 4,4 milhões de unidades/ano, com apenas 206 veículos por mil pessoas; é uma relação baixa em comparação com 790 por mil nos Estados Unidos e 590 na Alemanha”, diz. “Temos capacidade para abastecer esses países, com seis fábricas (quatro no Brasil e duas na Argentina) e 21 mil empregados”, acrescenta.

VENDAS EM ALTA

Com a criação no ano passado da divisão SAM as vendas da Volkswagen decolaram nos países da região e este ano já estão 27% maiores do que no mesmo período de 10 meses de 2016. É de longe o maior porcentual regional de expansão da marca em todo o mundo, bem acima da média de 3,2% no mundo todo e dos 4% na China e América do Norte.

As exportações a partir do Brasil também apresentam forte alta, de 69% nos primeiros 10 meses do ano em comparação com idêntico intervalo de 2016, acima do crescimento médio de 57% nas vendas externas de veículos produzidos no País. “Um a cada cinco carros exportados foram Volkswagen”, comemora Di Si.

“A América do Sul é nossa região protótipo para a globalização da Volkswagen”, afirmou Jürgen Stackmann, membro do conselho responsável por marketing e vendas, que veio ao Brasil para a primeira apresentação global do Virtus. Ele prefere não arriscar um porcentual de participação da divisão SAM nas vendas mundiais da marca até 2020, mas sugere que poderá ser algo entre 15% e 20% se o objetivo de 1 milhão/ano for alcançado. “Faz pouco tempo ainda que criamos a divisão e demos poder de ação, temos de ver como esses mercados vão evoluir, mas os primeiros resultados são muito bons e promissores”, avalia o executivo.



Tags: Volkswagen, América do Sul, Brasil, mercado, produção, projeção.

Comentários

Conte-nos o que pensa e deixe seu comentário abaixo Os comentários serão publicados após análise. Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de dúvidas técnicas ou comerciais. Não são aceitos textos que contenham ofensas ou palavras chulas. Também serão excluídos currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.

Veja também

ABTV

AB Inteligência