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13/11/2017 | 23h59

Mercado

Salão Duas Rodas inicia virada de jogo

Montadoras presentes já acreditam em alta na venda de motos em 2018


MÁRIO CURCIO, AB

Salão Duas Rodas ocorre até o dia 19 no São Paulo Expo (fotos: Mário Curcio)
Começa na terça-feira, 14, o Salão Duas Rodas. O evento ocorre sempre nos anos ímpares, alternando-se com o Salão do Automóvel. A feira está agora no São Paulo Expo, não mais no Anhembi, e vai até o dia 19. A realização em novembro em vez de outubro também representa uma mudança em relação a anos anteriores: “Do ponto de vista das montadoras este mês parece melhor porque elas têm mais tempo para preparar as novidades”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian.

O Salão começa com a expectativa das fábricas e importadores por um 2018 de crescimento nas vendas depois de seis anos seguidos de retração. Nesse período os emplacamentos anuais recuaram de 1,94 milhão em 2011 para menos de 1 milhão em 2016 e a projeção para 2017 está abaixo de 900 mil unidades.

“Imaginamos crescer 5% ou mais em 2018”, afirma o diretor comercial da Honda, Alexandre Cury. A líder de mercado trouxe como principal novidade de baixa cilindrada a Honda Biz 125. Entre as motos grandes destacam-se a GL 1800 Gold Wing e a X-ADV, com motor de 748 cc, câmbio de dupla embreagem e facilidade de pilotagem semelhante à de um scooter.

A Yamaha leva ao Salão Duas Rodas dois lançamentos de baixa cilindrada, a Fazer 250 ABS e a XTZ 150 Crosser Z. A primeira delas chega à rede em dezembro com preço sugerido de R$ 14.990. As modificações da Fazer 250 passam por chassi, redesenho completo e pelo motor flex, que ficou 0,6 cavalo mais potente e produz agora até 21,5 cv com etanol.


Em sentido horário, a partir do alto, à esquerda: Yamaha Fazer 250 ABS, Yamaha XTZ 150 Crosser Z, Honda XL 1800 Gold Wing e Honda Biz 125.

A garantia da Fazer 250 ABS é de quatro anos, a maior do segmento, e o seguro tem preços fixos de R$ 1.250 e R$ 1.350, dependendo da cidade do usuário. A nova opção Z da 150 Crosser é mais voltada ao uso fora de estrada. Tem para-lama dianteiro maior e mais alto. Ela chega no primeiro trimestre de 2018 e por isso ainda não tem preço definido.

Diferentemente da Honda, que ainda registra queda de 8,2% nas vendas de janeiro a outubro ante o mesmo período de 2016, a Yamaha cresceu 6,8%. “Também temos expectativa de crescimento para 2018 não só pelos lançamentos, mas porque tudo o que produzimos atualmente tem vendas semelhantes ou melhores do que no ano passado”, afirma o diretor comercial da Yamaha, Ricardo Susini.

A BMW leva ao evento a G 310 GS, segundo modelo criado a partir do mesmo motor de baixa cilindrada. As vendas devem começar em fevereiro. O preço ainda não foi definido. Se a moto estivesse chegando à rede agora, custaria cerca de R$ 23,5 mil. “A fábrica já se prepara para seu lançamento, mas nossa preocupação principal é com a qualidade”, afirma o CEO do Grupo BMW do Brasil, Helder Boavida.

Outro destaque da BMW é a HP4 Race, superesportiva com 215 cv, quadro de fibra de carbono e preço fixado em R$ 490 mil. Como a moto teve a produção limitada em 750 unidades, somente cinco virão ao Brasil. Boavida espera vendas em alta para 2018: “Dá para crescer no ano que vem nas diferentes faixas de cilindrada, mas não espero alta de dois dígitos”, diz o executivo.

A Harley-Davidson mostra no salão lançamentos como a Road Glide em três diferentes versões. A moto recebe a nova carenagem frontal desenvolvida em túnel de vento, com desenho do tipo “nariz de tubarão”. A Softail Slim é outro destaque no estande.


Em sentido horário, a partir do alto, à esquerda: BMW G 310 GS, Harley-Davidson Road Glide, KTM 390 Duke e Dafra Apache 200.

No acumulado até outubro a Harley-Davidson obteve 4,4 mil emplacamentos e alta de 14,5% sobre igual período do ano passado. “Esperamos crescer também em 2018”, afirma o managing director da empresa no Brasil, Antonio Cantero.

DAFRA E KTM

A brasileira Dafra mostra do Salão Duas Rodas dois modelos de baixa cilindrada renovados. A moto urbana Apache recebeu novo desenho e seu motor passou de 150 para 200 cc. E a Next 250 virou 300. A empresa, no entanto, não divulga preços nem data de chegada. A marca foi uma das mais prejudicadas pela crise no setor e suas vendas até outubro registram queda de cerca de 40% ante o mesmo período de 2016.

No Brasil a fabricante também detém os direitos de produção e vendas da KTM, que renovou em boa hora a 390 Duke. Houve mudanças de desenho e no chassi. Os freios ABS são de série e a moto tem como concorrente direta a BMW G 310 R.

HAOJUE E KYMCO

Desde o primeiro semestre de 2017 a J.Todelo opera por meio da empresa JTZ as marcas Haojue (de origem chinesa) e Kymco (taiwanesa). Desta primeira está chegando a DK 150, uma nova moto urbana. As vendas começam em dezembro, com preço promocional de R$ 6.290.

Para 2018 virão dois novos scooters Kymco, o Agility 200 e o AK 550. Os produtos Haojue e Kymco são montados na fábrica da J.Toledo em Manaus e revendidos na rede Suzuki. A falta de novos produtos baixa cilindrada da própria Suzuki fez a J.Toledo recorrer às novas marcas.

INDIAN INTERROMPE A MONTAGEM LOCAL

Desde maio a Indian não montava nenhuma moto em Manaus por causa de estoques elevados e decidiu agora cancelar a produção local, que ocorria dentro das instalações da Dafra. A companhia passa a importar todos os modelos. “Percebemos que essa é a melhor opção enquanto não houver volume de vendas que justifique”, afirma o diretor geral da Indian para a América do Sul, Rodrigo Lourenço.


Haojue DK 150 chega em dezembro por R$ 6.290; Indian interrompe montagem local e passa a importar linha 2018.

Da Indian a principal novidade é a Scout Bobber, moto com o mesmo motor de 1.133 cc de outras versões. O preço também é igual: R$ 49.990. Para o restante da linha Scout o assento do garupa virou item de série.

Comentários: 1
 

Nilson Pincelli
14/11/2017 | 20h32
Excelente

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