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Lucro do Grupo Volkswagen cresce 30,8% em nove meses

Balanço | 30/10/2017 | 19h26

Lucro do Grupo Volkswagen cresce 30,8% em nove meses

E gastos com dieselgate somam € 14,5 bilhões só neste ano

REDAÇÃO AB

O Grupo VW reportou lucro líquido 30,8% maior até setembro na comparação com mesmo período do ano passado, ao passar de € 5,91 bilhões para € 7,73 bilhões, informa em balanço financeiro divulgado ao mercado. No lucro operacional houve aumento de 23%, para € 10,6 bilhões, representando 6,2% da receita no período, que foi de € 170,8 bilhões, alta de 6,8%.

O resultado é reflexo do aumento de 2,6% das vendas globais das dez marcas do grupo no acumulado do ano até setembro, para 7,8 milhões de unidades, entre leves e pesados.

“Os ganhos nos nove meses nos tornam bastante otimistas com relação ao ano como um todo”, comenta em nota o CFO e membro do conselho, Frank Witter. “Esta é uma base sólida e sobre a qual podemos construir. Com liquidez de cerca de € 25,4 bilhões na divisão automotiva, temos uma reserva financeira adequada. É importante lembrar, no entanto, que só neste ano vimos saídas de cerca de € 14,5 bilhões para a questão do diesel”, completou o executivo, se referindo aos custos que a empresa tem tido com o dieselgate. Ele também destacou que a questão não está perto de um fim e que continuará a exigir grandes esforços por parte da empresa. “Embora ainda haja muito a fazer, podemos ficar satisfeitos com o que conseguimos até agora”.

Desde que o dieselgate veio a público, há dois anos, a companhia vem desembolsando uma quantia bastante considerável para arcar com custos de recall tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, além de multas milionárias. Até agora, calcula-se que a fraude que deu origem ao escândalo já custou o equivalente a € 30 bilhões para a Volkswagen (leia aqui). No geral, embora o dieselgate impacte na imagem da empresa, os custos com a fraude não chegam a desestruturar suas bases financeiras.

BALANÇO POR MARCAS

Entre as principais marcas, na Volkswagen o lucro operacional dobrou de € 1,2 bilhão para € 2,5 bilhões, sem considerar o desconto de itens especiais. A empresa aponta fatores positivos como o maior volume de vendas, que somaram 2,6 milhões de unidades em nove meses, a melhora do mix de produtos, a margem de lucro e taxa de câmbio, além da melhora dos custos operacionais que estão sendo implementados com o plano estratégico Transform 2025+.

Na Audi, o lucro operacional ficou estável em € 3,9 bilhões, embora as vendas de 1,1 milhão de veículos tenham diminuído ligeiramente. Segundo a empresa, o novo posicionamento de preços e os efeitos da taxa de câmbio tiveram efeitos positivos. Este desempenho também contempla as marcas Lamborghini e Ducati, que estão sob o chapéu da Audi.

Por sua vez, a Porsche registrou aumento de 1,7% das vendas globais nos nove meses do ano, para 180 mil unidades. O bom desempenho rendeu lucro operacional 3,5% maior, de € 2,9 bilhões.

Na divisão de veículos comerciais, as vendas aumentaram em 8,5%, para mais de 371 mil unidades em todo o mundo, entre caminhões e ônibus. O lucro operacional subiu 78%, para € 698 milhões: colaboraram a margem de preço, volumes maiores, efeitos da taxa de câmbio e melhor nos custos de produtos. Tanto Scania quanto MAN elevaram seu lucro operacional, em € 947 milhões e 269 milhões, respectivamente.

O braço financeiro do grupo, Volkswagen Financial Services, que desde o início deste ano inclui a Porsche Financial Services, aumentou o lucro operacional em 14,9%, para € 1,8 bilhão, resultado de melhores margens e crescimento dos negócios.



Tags: Volkswagen, balanço, lucro, faturamento, dieselgate.

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