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25/10/2017 | 15h40

Comerciais

Eaton prevê alta de 13% na produção de pesados

Empresa aposta em estabilidade das exportações e retomada do mercado em 2018


SUELI REIS, AB

A fabricante de transmissões Eaton projeta um crescimento de 13% na produção de veículos caminhões e ônibus no Brasil para 2018. Segundo a empresa, que completa 60 anos no País neste 2017, o mercado interno já dá sinais de retomada, ainda que em ritmo lento, o que vai sustentar os negócios no ano que vem.

“As exportações continuam em alta, puxadas pela Argentina, mas deve haver uma estabilidade ao mesmo tempo em que o mercado brasileiro aponta para o crescimento”, afirma Amaury Rossi, diretor responsável pelos negócios de transmissões para veículos comerciais e aftermarket.

O executivo cita outros fatores que dão base à sua projeção otimista, embora Rossi defenda cautela, uma vez que a situação do ano que vem envolve eleições presidenciais. “O cenário político ainda é instável e gera dúvidas para o segundo semestre; é uma situação que nos assusta, porque não sabemos o que vai acontecer”, afirma.

Entre os pontos positivos, Rossi destaca um consenso sobre a melhora do PIB para 2018: alguns indicadores apontam alta de até 2,5%. Além disso, o nível de desemprego começa a diminuir gradativamente, embora o executivo revele que quem demitiu não pretende contratar já no ano que vem. Para ele, as exportações continuam, o que deve também ajudar a sustentar a confiança industrial, que está em níveis melhores.

Rossi também comenta sobre a renovação de frota que se faz necessária: “Os caminhões comprados com aquele Finame de 2011 já estão pagos e envelhecendo, o que representa custo para o operador”. Ele afirma que a Fenatran realizada na semana passada deu um novo ânimo ao mercado e deve sim gerar bons resultados que vão refletir nos dados de 2018.

O que pode atrapalhar o desempenho esperado para o setor em 2018 ainda paira sobre a dificuldade de obtenção de crédito, principalmente na faixa dos veículos de entrada. Isso ainda reflete a inadimplência, que Rossi avaliar ainda estar em um patamar alto.

Para os ônibus, a empresa é mais conservadora. “No Caminho da Escola, deve haver uma ou outra licitação, mas nada igual ao que já vimos anos anteriores”, lembra.

NOVOS NEGÓCIOS

A Eaton comemora o fato de ter avançado em novos negócios no Brasil, apesar da crise dos últimos três anos. Ao longo desse período, a empresa elevou os trabalhos da área de engenharia, que vem trabalhando em três turnos ininterruptos há cinco anos. Nos três últimos, a empresa se dedicou fortemente aos novos projetos apresentados na Fenatran: a empresa é a fornecedora das transmissões da nova linha Volkswagen Delivery, além dos automáticos também para a Volkswagen, Iveco Tector e para o Accelo, da Mercedes-Benz.

“Em cinco anos, investimos R$ 500 milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos voltados às necessidades locais”, afirma o presidente da Eaton, Antônio Galvão. O executivo comemora ainda o desempenho da empresa ao longo dos 60 anos de Brasil completos neste 2017.

Ao comentar sobre a crise, Galvão confirma que a empresa também teve que enxugar, com foco em manufatura enxuta, além de demitir mais de mil pessoas do quadro de funcionários em suas fábricas no Brasil, incluindo as dedicadas à divisão automotiva: Valinhos, Mogi Mirim e São José dos Campos, todas em São Paulo. No total, a empresa possui sete unidades produtivas no País, quatro da divisão automotiva.

“Mas nós não reclamamos, nós agimos e essas nossas ações de competitividade nos deixaram mais fortes no período da crise.”

Para o futuro, Galvão aponta que a Eaton já está trabalhando em megatendências do setor automotivo, como eletrificação, conectividade e indústria 4.0.

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