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19/10/2017 | 17h14

Lançamentos

Kia prepara seis lançamentos no Brasil em 2018

Novos Picanto, Sorento, Rio, Cadenza, Stinger e Sportage estão na lista


SUELI REIS, AB

Rio é um dos lançamentos da Kia no Brasil para 2018
A Kia reserva seis lançamentos ao mercado brasileiro (veja fotos abaixo), todas para o primeiro semestre de 2018, a começar pelo novo Picanto, que chega em janeiro na versão completa GT, com motor 1.0 de 3 cilindros e 80 cv de potência. Com ele, também em janeiro, desembarca por aqui o novo Sorento, que passou por um facelift, agora com nova frente e traseira; o utilitário esportivo vem com o motor 3.5 V6 de 280 cv.

Entre março e abril, será a vez do hatchback Rio, inédito no mercado brasileiro: produzido no México, com quem o Brasil mantém acordo automotivo. O modelo vem com motor flex 1.6 de 4 cilindros e entrega 130 cv. Também em meados de março, está programada a chegada do novo Cadenza, com motor 3.3 V6 e 290 cv. O sedã já era vendido no Brasil, mas acabou perdendo espaço dentro da cota de importação para os SUVs da marca, que segundo Gandini, têm saída mais rápida na rede.

Posteriormente, até maio, deve chegar o também inédito sedã Stinger, que foi apresentado ao mundo no início deste ano durante o Salão do Detroit (EUA) e que está em fase de lançamento global. Ele virá com duas versões de motorização, um 2.0 de 4 cilindros, GDI biturbo com 255 cv e o 3.3 V6 GDI biturbo com 370 cv.

Contudo, a empresa está apostando suas fichas em seu modelo de maior volume, o Sportage, que terá a gama ampliada com versões mais e menos equipadas. “Embora o Rio pode ser que surpreenda também”, afirma.

O Sportage deve representar 40% das vendas da marca em 2018, previstas em 20 mil unidades, das quais 5 mil já foram compradas e devem começar a desembarcar em meados de dezembro. Neste ano, as vendas da Kia não devem ultrapassar os 8 mil veículos, ainda limitadas pela cota, entre os automóveis importados da Coreia do Sul, do México e o comercial leve Bongo, montado no Uruguai.

“Se quiséssemos trazer os veículos fora dessa cota, os preços finais ao consumidor teriam ficado fora de competitividade, por isso, não ultrapassamos esses limites”, explica o presidente da Kia no Brasil, José Luiz Gandini, ao anunciar o investimento de R$ 165 milhões no Brasil em entrevista a um pequeno grupo de jornalistas na quinta-feira, 19, em São Paulo (leia aqui).

Gandini lembra que no auge de vendas de carros importados no Brasil, em 2011, quando o mercado total de veículos chegou a 3,8 milhões de unidades, a participação dos importados era de 5,7%. Atualmente, essa participação está abaixo de 1% do total de 2 milhões emplacados até o momento.

Em 2011, seu melhor ano no Brasil, a Kia emplacou 80 mil carros no Brasil, época em que tinha 180 concessionárias e mantinha 6,5 postos de trabalho. Naquele ano, o faturamento foi a R$ 5,3 bilhões. Em 2017, a empresa e a rede, que mantém 2,7 mil pessoas empregadas, tem a expectativa de faturar R$ 1 bilhão.

“Carro importado é nicho, não conseguimos brigar com carros de grandes volumes”, reforça. “Vale ressaltar que com o fim do IPI, os preços não vão cair, até porque nunca pagamos este extra e com isso, nunca repassamos. Pelo contrário, vou ser obrigado a subir um pouco os preços dos carros em janeiro por conta desses investimentos”, revela.

Sem adiantar muito sobre os preços dos lançamentos, o executivo afirma que eles terão valores ainda muito parecidos com o que são praticados hoje na rede. “O Rio, ele tem que ser competitivo na faixa dele, mas o Picanto, vou ter que subsidiar o preço dele, vai me dar prejuízo”, analisa. “Está previsto a venda de cem carros por mês; é um carro com tecnologia, não posso deixar o consumidor desse nicho na mão, nem os consumidores que já são clientes com este carro.”

Também estão na mira da Kia trazer ao Brasil os híbridos Optima, Niro e a versão Soul plug-in, todos já homologados no Brasil. “Ainda não está definido o IPI para os híbridos, caso seja contemplado no Rota 2030, a ideia é trazê-los sim em 2018, se o câmbio permitir.”

Além destes, está na lista o novo SUV compacto Stonic, mas o lançamento não está programado para 2018.

Gandini sempre defendeu que os 30 pontos extras do IPI foi um erro no Inovar-Auto, mas afirma que se o Rota 2030 vier concebido com outra taxação, de 10 p.p. para quem não cumprir as metas estabelecidas, isto não deverá prejudicar ou penalizar os importados. O executivo diz que nas reuniões semanais com o governo para tratar das definições do Rota 2030, as entidades de classe Anfavea (montadoras), Abeifa (montadoras e importadoras) e Sindipeças deixaram claro que a intenção é não ter nenhum tipo de sobretaxação e sim uma multa para quem não cumprir metas de eficiência, segurança ou etiquetagem veicular. “Há duas semanas que não temos reuniões. Tudo agora está nas mãos do governo.”


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