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17/10/2017 | 20h00

Comerciais

Indústria de implementos também retoma crescimento

Recuperação começou e 2017 já pode fechar com expansão de até 5%


PEDRO KUTNEY, AB

A indústria nacional de implementos rodoviários também confirmam a retomada do mercado brasileiro de caminhões neste último trimestre do ano. A Anfir, entidade que reúne fabricantes de carretas e carrocerias de carga, projeta que 2017 já pode fechar com empate em relação a 2016 ou mesmo crescimento nas vendas de até 5%, mas aposta em expansão mais robusta, de 15% a 20%, em 2018, seguindo a mesma previsão das montadoras de veículos comerciais.

“No primeiro bimestre a queda (nas vendas do setor) chegava a 33%. Esse porcentual negativo foi caindo ao longo do ano. Para o segmento de implementos pesados (carretas) o quadro já se reverteu, sabemos disso por conta dos pedidos até o fim do ano e do impulso desta Fenatran”, revela Alcides Braga, presidente da Anfir, em entrevista durante a realização do evento que reúne esta semana empresas do setor de transporte rodoviário de carga no SP Expo, aberto até a próxima sexta-feira, 20. “Um sintoma da recuperação dos negócios é esta Fenatran, com 23 empresas associadas à Anfir que ocupam 4,8 mil metros quadrados de área de exposição, todas apresentando novidades”, diz Braga.

“O cenário é bem diferente do início de 2017, que começou com 17 fábricas paradas e férias coletivas”, lembra o dirigente. Mas a crise deixa muitas vítimas no setor: Braga informa que 15 associados fecharam as portas, incluindo alguns grandes como a Guerra, que chegou a produzir 9 mil carretas por ano e hoje encontra-se parada com pedido de falência. O número de empregos nas fábricas de implementos foi reduzido em cerca de 30 mil postos de trabalho desde 2014, caindo de 70 mil para atuais 40 mil. “Mas agora existe tendência de contratação. Algumas empresas terão até dificuldade em atender pedidos se a retomada vier mais rápido que o esperado”, afirma.

No ritmo atual, Braga projeta que as vendas de carretas devem somar cerca de 24 mil unidades este ano, subindo para 26 mil a 27 mil em 2018. “A recuperação é lenta, ainda deve demorar para atingir o nível histórico de 40 mil unidades por ano”, avalia. Já as implementações de carrocerias sobre chassis ainda vão contabilizar queda de 13% a 14%, não devem passar de 30 mil produtos em 2017, mas o presidente da Anfir estima que no próximo ano este número salte para 50 mil unidades.

O que empurra a renovação de carretas no mercado brasileiro, segundo Braga, não é a idade da frota, existem semirreboques rodando com mais de 30 anos de idade, são produtos de maior durabilidade. O que estimula a troca do implemento usado pelo novo é a possibilidade de comprar produtos mais eficientes, produzidos com materiais mais leves que trazem economia de combustível e nos custos operacionais de maneira geral.

EXPORTAÇÃO

Braga também prevê ritmo ascendente das exportações de implementos em 2018. Este ano o volume de carretas exportadas está ainda pouco abaixo de 2016, de janeiro a setembro foram embarcadas 2.426 unidades, contra 2.547 no mesmo período do ano passado. “Devemos retomar o nível histórico de vendas externas, que á chegou a 4 mil. Por isso estamos fazendo o esforço de aproximar vendedores e compradores no exterior”, diz, lembrando que no mês passado a Anfir renovou por dois anos o convênio que mantém com a Apex.

Os recursos destinados ao programa Apex/Anfir de promoção de exportações mais que dobraram, de R$ 1,7 milhão para R$ 4 milhões, que são usados para realizar rodadas de negócios, levando fabricantes de implementos a eventos no exterior e trazendo compradores potenciais ao Brasil. Para a Fenatran foram trazidos pelo convênio 15 empresários transportadores de seis países (Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, Perú e Uruguai).

A cobertura de Automotive Business é patrocinada por Carcon Automotive e Automechanika Frankfurt

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