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Lifan se diz preparada para a Rota 2030
Mark Timber é presidente mundial da Lifan

Indústria | 21/09/2017 | 12h15

Lifan se diz preparada para a Rota 2030

Fabricante está pronta para exigências de segurança e eficiência energética
MÁRIO CURCIO, AB | De Lijiang (China)

A Lifan ainda aguarda a definição da política industrial Rota 2030 para tomar algumas decisões, como a montagem no Uruguai de seus dois novos SUVs para o Brasil ou a importação direta, mas acredita que está pronta para atender qualquer nova regulamentação. Foi o que demonstrou o presidente mundial da Lifan, Mark Timber, em entrevista exclusiva a Automotive Business durante convenção mundial de seus concessionários.

Questionado sobre a possibilidade de novas regras que dificultem sua operação atual no Brasil (trazendo do Uruguai carros montados parcialmente por lá em uma pequena fábrica), Timber se diz tranquilo: "Acredito que não nos afetará porque os principais focos da Rota 2030 são eficiência energética e segurança e estamos prontos para isso. Já atendemos aos principais padrões estabelecidos nesse sentido pela Europa.”

Timber também está disposto a suportar mais cinco anos vendendo pouco e eventualmente operando no vermelho, como ocorreu nos anos recentes: “Já vivemos isso desde que começamos (em 2013) e estamos preparados para suportar essa fase.” O executivo estima no mínimo 5 mil unidades para o Brasil em 2018, o que resultaria em crescimento de quase 50% do que a empresa conseguiu emplacar em 2016.

Ele também espera crescer aos poucos até 2022, como ocorrerá com o mercado brasileiro como um todo.

Fábrica no Brasil? “Só quando o mercado local abosorver 15 mil ou 16 mil carros por ano”, diz. Enquanto isso não ocorrer a Lifan abastecerá o Brasil com sua fábrica uruguaia, onde o utilitário esportivo X60 e o sedã LF 530 são montados em regime SKD (carrocerias chegam da China semidesmontadas, já armadas e pintadas).

Lá são montadas as partes móveis, os motores e outros componentes. Também há exigência de uso de itens regionais. Por exemplo, as rodas do X60 são feitas no Brasil pela Neo Rodas. Timber admite até mesmo futuros investimentos na planta uruguaia. “Mas o gatilho para isso é o aumento de volume, o desafio é vender mais”, conclui.

PEQUENA, MAS NEM TANTO

A Lifan é um pequeno fabricante chinês de automóveis baseado em Chongqing. Sua capacidade instalada é de 500 mil carros por ano. Em 2016 vendeu cerca de 115 mil unidades em todo o mundo e deve atingir 130 mil em 2017. Produz seus carros em quatro fábricas na China e em outras unidades na Rússia, Azerbaidjão, Iraque, Irã, Etiópia e Uruguai. Seus modelos são vendidos em cerca de 40 países.

O principal mercado é a própria China. A Rússia ocupa o segundo lugar, a Argentina o terceiro, o Irã o quarto e o Brasil o quinto. A empresa começou atuando com motocicletas e é um grande produtor chinês desse segmento. Fabrica quase 20 modelos de motos, é fornecedora de diferentes motores e também faz motobombas e geradores portáteis. A companhia atua ainda nos setores financeiro e imobiliário.

Tags: Lifan, Mark Timber, Rota 2030, motos, motocicletas, motobombas, geradores portáteis.

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