NOTÍCIAS
20/09/2017 | 18h13

Negócios

Volkswagen caminhões acelera expansão internacional

Novo Delivery aumenta potencial de vendas no exterior da MAN LA


PEDRO KUTNEY, AB

Novo VW Delivery amplia possibilidades de exportação
O plano lançado no ano passado pela MAN Latin America para ampliar a penetração internacional da marca Volkswagen Caminhões e Ônibus (leia aqui) começa a render os primeiros e bons resultados concretos, com expressiva aceleração das vendas externas da companhia criada no Brasil há 35 anos – e hoje parte do grupo global de veículos comerciais VW Truck & Bus, que também agrega MAN, Scania e VW Commercial Vehicles. Após crescer 16% entre 2015 e 2016 para 6,5 mil unidades (leia aqui), a exportação este ano devem alcançar 8,5 mil caminhões e ônibus, em nova e vistosa expansão de 31%, representando quase um terço da produção prevista para a fábrica de Resende (RJ) este ano.

Das exportações de caminhões e ônibus Volkswagen previstas em 2017 – incluindo veículos montados com peças enviadas do Brasil a unidades no México e na África do Sul (e brevemente também na Nigéria) –, mais de 90% são para mercados latino-americanos. Segundo projeções da MAN Latin America, por ordem de grandeza, este ano serão vendidas 3,3 mil unidades para a Argentina, 2,2 mil ao México, 900 no Chile, 600 no Peru, 500 na Bolívia, 200 na Colômbia e 200 no Uruguai. Países africanos devem comprar 600 veículos, sendo 300 com mão-inglesa (volante do lado direito) preparados na linha de montagem sul-africana.

A expectativa para os próximos anos é bastante ambiciosa, com projeção de avançar mais 76% e alcançar volume anual de 15 mil unidades vendidas no exterior entre 2020 e 2021. O principal crescimento esperado, pela ordem, é na Argentina, México, outros países latino-americanos, além de mercados africanos e do Oriente Médio. “São projeções realistas de curto prazo, baseadas na nossa experiência já adquirida e nas perspectivas econômicas”, afirma Marcos Forgioni, vice-presidente de mercados internacionais da MAN Latin America.

Para médio e longo prazos constam na agenda de Forgioni expectativas ainda mais ambiciosas, para ajudar a preencher perto de 40% da capacidade de produção da fábrica de Resende, o que equivaleria hoje a exportar cerca de 40 mil unidades/ano, inteiras e desmontadas. O executivo projeta que metade desse volume, algo como 20 mil/ano, pode ser atendido só pela nova família de caminhões leves Delivery, apresentada à imprensa internacional na semana passada (leia aqui).

“Esperamos alcançar esse número no futuro tendo em vista que o mercado mundial de caminhões leves soma 1 milhão por ano, 695 mil só na Ásia. Temos o objetivo de conquistar uma pequena fatia desse bolo com o novo Delivery, melhor ajustado para clientes internacionais”, diz Forgioni.

MONTAGEM NO EXTERIOR

Além das linhas de montagem em CKD de caminhões e ônibus Volkswagen já estabelecidas há alguns anos no México e na África do Sul, Forgioni confirmou que será retomada a operação na Nigéria no primeiro semestre de 2018, por meio de associação com o importador, para atender o mercado local e países vizinhos. “Já estava nos planos montar lá, mas tivemos dificuldade em seguir adiante por causa da crise econômica vivenciada no país com a redução abrupta dos preços do petróleo nos últimos anos, principal fonte de recursos da Nigéria. Agora a oportunidade foi aberta novamente e vamos fazer”, explica o executivo.

Também está nos planos retomar o projeto de montagem no Quênia. Outro alvo é o Marrocos, para atingir o Norte da África. “Já vendemos e estramos crescendo em alguns mercados africanos, como Angola, Moçambique e a própria África do Sul, mas temos potencial para ampliar nossa presença no continente, pois são países com infraestrutura de estradas ainda piores que o Brasil e nossos caminhões já provaram que aguentam o tranco”, diz Forgioni.

Segundo ele, a decisão sobre o estabelecimento de linhas de montagem é tomada com base em uma conjunção de fatores: “Quando o preço do frete do veículo completo é muito alto e o imposto de importação varia de 18% a 20%, começa a pagar a conta da operação local”, calcula. Esse é um dos motivos que até agora inviabilizou as exportações de veículos montados para a Ásia: “O frete de um caminhão para lá custa em torno de US$ 10 mil e tira nossa competitividade nesses mercados”, pondera.

Comentários: 0
 

Comente essa notícia

Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de questões técnicas ou comerciais. Os comentários serão publicados após análise. É obrigatório informar nome e e-mail (que não será divulgado ao público leitor). Não são aceitos textos que contenham ofensas, palavras chulas ou digitados inteiramente em letras maiúsculas. Também serão bloqueados currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.
Seu nome*: Seu e-mail*:

QUEM É QUEM NO SETOR AUTOMOTIVO

Encontre empresas e profissionais do setor.
Confira seus perfis e biografias.

Encontre empresas e profissionais do setor.

Encontre empresas e profissionais de comunicação.

Confira seus perfis e biografias.

COLUNISTAS

ALTA RODA | 15/11/2017
Mudança na mobilidade domina discussões do Congresso SAE Brasil

Esta coluna é apoiada por:

Documento sem título
Advertisement Advertisement Advertisement Advertisement
QUALIDADE | 03/07/2017
Rota 2030 terá missão de levar a indústria automotiva nacional até o futuro
QUALIDADE | 23/11/2016
Empresas do setor automotivo precisam atualizar sistema de qualidade até 2018
Indústria | 01/08/2016
Declaração do presidente da FCA evidencia crise no setor de autopeças
Pressão de montadoras adia controle de estabilidade obrigatório
Tecnologia | 13/03/2015
Setor enfrentará grandes mudanças nos próximos anos
DE CARRO POR AÍ | 17/11/2017
Chineses entregam operação brasileira à administração dos brasileiros
INOVAÇÃO | 25/10/2017
Indústria precisa questionar qual será o seu papel no futuro
DISTRIBUIÇÃO | 03/08/2017
Marca percorreu caminho árduo e conseguiu destronar a Toyota da 1ª posição
Tecnologia | 23/07/2015
Novas ferramentas de desenvolvimento encurtam caminho para a competitividade
MERCADO | 16/01/2015
Utilização do potencial só deve melhorar a partir de 2016
AUTOINFORME | 09/11/2017
Luguez firmou parceria com o governo de Ohio
COMPETITIVIDADE | 08/04/2014
Interrupção do crescimento desafia fabricantes
Novas palavras, expressões e siglas podem levantar dúvidas sobre o futuro