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06/09/2017 | 17h00

Comerciais

Caminhões descem aqui, mas sobem ladeira das exportações

Projeção da Anfavea revê para baixo vendas internas e para cima as externas


MÁRIO CURCIO, AB

O fraco desempenho dos veículos comerciais pesados no mercado interno levou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a revisar para baixo parte de suas projeções. Em vez de 65,6 mil unidades e alta de 6,4%, a entidade estima agora 64 mil veículos e um pequeno acréscimo de 3,6%.

Com oito meses consumados, vendas internas de 38,5 mil unidades, queda 11,1% no acumulado do ano para caminhões e de 10,5% para os ônibus, é até difícil aceitar que o ano terminará positivo para esses segmentos, mas os fabricantes confiam nessa virada. “Nos últimos meses sempre crescem as vendas para o setor de distribuição de bebidas. Haverá também mais emplacamentos de ônibus por causa de licitações e teremos também a Fenatran, que é sempre um estímulo”, afirma o vice-presidente da Anfavea e diretor de relações institucionais da MAN Latin America, Marco Saltini. “Se errarmos será por muito pouco”, afirma.

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No acumulado até agosto, apenas o segmento de caminhões pesados apresentou resultado positivo. Com 10,8 mil unidades emplacadas, registraram acréscimo de 0,8% sobre o mesmo período do ano passado. Todos as outras categorias se mantêm em queda. A menor delas é a de semileves, 3,8%, com 2,2 mil unidades em oito meses. “É possível que em um ou dois meses se torne também positivo”, estima Saltini.

EXPORTAÇÕES

A Anfavea também revisou, mas para cima, a projeção de exportações. Em vez de 35,9 mil unidades e alta de 14,7%, a entidade estima agora 38,8 mil embarques e acréscimo de 23,8%. “As exportações de veículos pesados serão recordes este ano”, garante o presidente da Anfavea, Antonio Megale.

No acumulado até agosto as associadas enviaram ao exterior 18,9 mil caminhões, total 48% superior ao anotado nos mesmos meses de 2016. O maior volume embarcado é o de semipesados, com mais de 7 mil unidades no período e crescimento de 89,1% sobre iguais meses de 2016. “A Argentina é o principal destino desses veículos. O Chile também tem sido importante”, diz. Com diferentes perspectivas para os mercados interno e externo, a projeção de produção de veículos comerciais pesados se manteve inalterada. Até o fim do ano a Anfavea estima 101,5 mil unidades produzidas e alta de 28,2% sobre 2016.

BRASIL EXPORTA 40% DE SEUS ÔNIBUS

De janeiro a agosto a fabricação de chassis de ônibus no Brasil somou 14,5 mil unidades, registrando alta de 17,3% sobre o mesmo período do ano passado. Desse total, 5,7 mil unidades seguiram para o exterior. Houve uma ligeira queda de 2,5% ante o mesmo período do ano passado, é verdade, mas isso porque a base de comparação é alta. O País já tem grande tradição na exportação desse tipo de veículo, tanto que as vendas ao exterior respondem por cerca de 40% da produção total.

As vendas internas continuam acanhadas. A queda de 10,5% no acumulado do ano até agosto decorre de 7,7 mil unidades emplacadas. Licitações até o fim do ano, sobretudo na cidade de São Paulo, ainda podem reverter ou amenizar o declínio.

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