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05/09/2017 | 14h25

Internacional

Europa adota novo método para testes de emissões

Mudança prevê dados mais próximos da realidade de uso e espera impedir fraudes


REDAÇÃO AB

Entrou em vigor em 1º de setembro nos países da União Europeia um novo sistema de medição de emissões e consumo para homologação de veículos novos, denominado WLTP (Worldwide harmonized Light vehicles Test Procedure, ou Teste Mundial Harmonizado de Veículos Leves, em tradução livre) e que substituirá o já ultrapassado NEDC (Novo Ciclo de Condução Europeu), adotado em 1992. Com o novo método, os reguladores europeus esperam diminuir substancialmente as diferenças que existem entre o consumo e as emissões oficiais informadas de um veículo com os dados reais obtidos na utilização cotidiana. Além disso, a mudança também prevê impedir novas fraudes no sistema de medição, como ocorreu com a Volkswagen no escândalo que ficou conhecido como dieselgate.

O novo conjunto de procedimentos WLTP foi desenvolvido por especialistas da União Europeia, Japão e Índia e baseados nas orientações definidas pelo Fórum Mundial para Harmonização da Regulamentação do Automóvel, organismo sob tutela da Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa.

Os laboratórios credenciados para realização de testes de emissões para automóveis novos passam a aplicar obrigatoriamente este novo conjunto de procedimentos no processo que apura os valores oficiais relativos ao consumos e emissões, desta vez por meio de realização de ciclos de condução real, fora de um ambiente controlado – um dos aspectos mais criticados no sistema anterior NEDC.

Entre as principais mudanças que o novo regulamento obriga, está um novo teste adicional para medir as emissões de poluentes na estrada denominado teste real de emissões de condução (RDE), cujo procedimento deve ser realizado em vias abertas, não podendo ser cumprido em circuito fechado, e com equipamentos de medição portáteis instalados no carro e estando o motorista obrigado a cumprir, durante o teste, diversos tipos de condução. A Europa é a primeira região no mundo a implementar esse tipo de verificação. O RDE complementará o WLTP para garantir que os níveis de emissão de poluentes, medidos durante o teste de laboratório sejam confirmados na estrada.

“A indústria automobilística investiu fortemente para obter melhorias significativas nas emissões dos veículos Euro 6 compatíveis com o RDE”, afirma em nota Erik Jonnaert, secretário-geral da Acea, associação que reúne as montadoras instaladas na Europa. “De fato, esses veículos a diesel fornecerão emissões de poluentes muito baixas, não só no laboratório, mas também na estrada. Acreditamos que a introdução desta última geração de veículos a diesel, apoiada por planos de renovação da frota, desempenhará um papel importante para ajudar as cidades a avançar no cumprimento das metas de qualidade do ar da União Europeia”.

Outras mudanças são o maior tempo de realização do teste, que passa de 20 para 30 minutos, menor tempo de paragem que passa de 25% para 13%, distâncias percorridas mais longas, de 11km para 23,25 km e maior velocidade máxima, que passou de 120 km/h para 131 km/h.

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