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08/08/2017 | 18h05

AB

Cenários 2025 mostram futuro do setor automotivo brasileiro

Consultor debaterá conclusões do estudo Automotive Brazil 2025


REDAÇÃO AB

Conteúdo apresentado por Workshop Planejamento Automotivo 2018

Alguns cenários projetados até 2025 mostram que o setor automotivo nacional sobrevive em meio a uma guerra global pela competitividade e deverá passar por profundas transformações. As inovações tecnológicas estão chegando mais rápido, com a produção no País de carros mais eficientes, conectados, confortáveis, seguros e (também) mais caros. Ao mesmo tempo, montadoras e autopeças trabalham com enorme capacidade ociosa: mais da metade do potencial produtivo instalado de 4,5 milhões de veículos/ano não está sendo utilizado atualmente. O mercado doméstico não é mais suficiente para sustentar o tamanho de sua indústria. Devido a fatores como renda baixa, crédito limitado e desemprego alto, é cada vez mais difícil a voltar ao patamar de 3,8 milhões de unidades vendidas por ano, como aconteceu pela última e única vez em 2012, para depois desabar até o nível atual de 2 milhões/ano. A saída é a exportação, que briga contra a falta de produtos competitivos feitos no Brasil.

Durante quase dois anos de trabalho, o consultor Paulo Cardamone, da Bright Consulting, debruçou suas atenções sobre todos esses desafios para enxergar o futuro próximo da indústria automotiva brasileira. Baseado em modelos estatísticos para projetar dados como nível de emprego e renda, expansão econômica do PIB, capacidade produtiva, rotas tecnológicas e legislação, Cardamone cruzou os resultados e somou a entrevistas qualitativas com executivos de alto escalão do setor, para traçar diversos cenários até 2025, que são descritos no recém-concluído estudo Automotive Brazil 2025. “Ponderamos os principais fatores geradores de futuro para antever com bastante realismo como a indústria deverá se comportar nos próximos anos”, resume o consultor.

O realismo do estudo afasta as falsas expectativas que, em passado recente, alimentaram o excesso de capacidade de produtiva no Brasil. “Muitas empresas acreditam que, superada a crise, a indústria automobilística voltará a ser como antes, o que é um grande equívoco. Ocorrem grandes transformações que vão deixar o mundo do automóvel bem diferente nos próximos 10 anos, com novos participantes, novas tendências de consumo e grandes evoluções tecnológicas”, afirma Cardamone. Segundo as conclusões de seu estudo, o setor automotivo nacional deve obrigatoriamente seguir as transformações globais, sob pena de perder muito de sua relevância.

Cardamone alerta que o cenário é “extremamente desafiador”, com muitas decisões que precisam ser tomadas agora, em ambiente de alta incerteza, para garantir o futuro de 10 anos à frente. “Há necessidade de tratar de maneira adequada as áreas críticas da agenda de curto e médio prazos do setor no País”, destaca.

O estudo Automotive Brazil 2025 relaciona sete temas que deverão ser necessariamente levados em conta pelos formuladores de políticas e estratégias empresariais: evolução tecnológica, mudanças nos hábitos de consumo, configuração mutante do mercado com redução de produtos de entrada, tributação e pressão de preços, nível de utilização da indústria, regulação/legislação de emissões e segurança, transformação da rede de distribuição. “A maneira como cada um desses fatores será tratado vai definir de forma contundente o futuro da indústria. Levamos em conta essas variáveis para traçar ao menos três possibilidades de cenário para 2025”, explica o consultor.

Cardamone irá expor e debater as conclusões do Automotive Brazil 2025 em uma sala especial do Workshop Planejamento Automotivo 2018, realizado por Automotive Business no próximo dia 22 de agosto no centro de eventos do Hotel Sheraton WTC. A Sala Cenários 2025, com apresentação de Paulo Cardamone e mediação do jornalista Pedro Kutney, acontece como evento paralelo das 14h30 às 15h40 em espaço reservado a uma pequena plateia previamente inscrita, com vagas limitadas.

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