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04/08/2017 | 17h16

Mercado

Vendas de agosto podem definir o ano

Anfavea espera que mercado confirme retomada agora ou em dezembro


SUELI REIS, AB

Antonio Megale, presidente da Anfavea, avalia o desempenho do setor
Mais uma vez a Anfavea decidiu esperar para rever sua projeção de vendas de veículos para o ano: desta vez, a associação das montadoras quer ter certeza de que agosto – historicamente um dos meses mais fortes do ano em termos de volume – representará de fato uma reação do mercado. Isto porque em julho, que também é considerado um mês forte, as vendas voltaram a cair no comparativo mensal: com 184,8 mil unidades, entre leves e pesados, ficou 5,2% abaixo do volume de junho, quando foram emplacados 194,9 mil veículos.

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“Não é uma alteração que nos preocupa; é uma variação dentro da normalidade”, afirma o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante a apresentação do desempenho do setor na sexta-feira, 4, em São Paulo. “Julho, agosto e dezembro são geralmente os meses mais fortes do ano, o que não quer dizer que em todos os anos foi assim. Mas neste ano julho não aconteceu. Nossa expectativa é que em agosto tenhamos mais fôlego: os primeiros dias já mostram bons números [de emplacamentos]. Obviamente haverá uma preocupação se agosto não demonstrar reação”, avalia.

Ele considera que embora as vendas tenham diminuído em julho, a média diária beirou a estabilização, ficando em torno das 9 mil unidades. “É uma média razoável, nada explosivo, mas satisfatório”, comenta. “Provavelmente, no último mês do ano poderemos ter um pico de 10 mil unidades, porque sazonalmente é o melhor mês do ano”, projeta Megale.

Levantamento da Anfavea mostra ainda que a média diária vem aumentando em mais estados do País: no fechamento de julho, dezesseis estados apresentaram crescimento da média diária de vendas. Este número veio aumentando gradativamente desde o início do ano, que começou com apenas dois estados registrando crescimento da média de vendas.

Ao avaliar o desempenho de julho, o executivo afirma que uma combinação de fatores influenciou o mercado no mês passado, como a queda de 4% das vendas diretas. Segundo Megale, este tipo de negócio – que atende principalmente frotistas e o setor de locação – sempre tiveram participação expressiva, mas que em julho essa fatia caiu de 42% para 38% das vendas.

Por outro lado, as vendas de veículos de julho ficaram 1,2% acima do volume verificado em mesmo mês do ano passado. Com isto, no acumulado janeiro a julho, o mercado viu as vendas subirem 3,4% sobre igual intervalo de 2016. Este foi o melhor acumulado de sete meses e também o melhor julho desde 2015. O presidente da Anfavea aponta que com isto o mercado está seguindo mais para uma estabilização do que para uma tendência de crescimento e em linha com sua projeção, ainda a de janeiro, quando a entidade previu aumento de 4% nos licenciamentos de 2017 sobre os de 2016.

Contudo, Megale reafirma que as montadoras preferem esperar r melhorar sua performance ao longo de agosto a fim de atingir os 4% de crescimento. “Vamos aguardar mais um mês, mas mês que vem com certeza vamos refazer o ajuste [da projeção]”, assegurou.

Ele acrescenta que decisões políticas, como a votação da Câmara para acolher ou rejeitar uma nova investigação presidencial, também influenciou na tomada de decisão da indústria para revisar seus números. “Independente da votação, precisamos de estabilidade política. Toda notícia contrária a isso gera falta de confiança e consequentemente atraso de investimentos. O que vemos agora é estabilidade e confiança da indústria em investir”, defende.

Assista abaixo entrevista exclusiva de Antonio Megale à ABTV:


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