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26/07/2017 | 18h27

Tecnologia

Indústria 4.0 terá R$ 5 milhões para testes no Brasil

Laboratórios pilotos vão identificar quais setores estão aptos para salto tecnológico


REDAÇÃO AB

A ABDI, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, anunciou que vai dispor de R$ 5 milhões para desenvolver e realizar testes em plataformas de experimentação de novas tecnologias (testbeds) no âmbito da indústria 4.0 , como parte das ações que vão nortear o novo grupo de trabalho GTI 4.0, instalado na quarta-feira, 26, pelo MDIC a fim de definir uma nova estratégia nacional visando a evolução da indústria no Brasil.

O grupo é coordenado pela pasta e conta com participação do setor privado, representado por diversas associações e entidades de classe, instituições acadêmicas de ensino e pesquisa que desenvolvam atividades relacionadas à indústria 4.0 e manufatura avançada, além do BNDES, FINEP, EMBRAPII, CNPq e CAPES, bem como os ministérios da Educação; Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Fazenda, Trabalho e Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos.

“Os testbeds são laboratórios-piloto que nós colocaremos em algumas áreas ou plantas específicas, dentro de alguns setores que nós vamos identificar sob o comando do MDIC. Vamos identificar quais setores estão prontos para dar esse salto de 4.0. O setor têxtil, por exemplo, já tem feito grandes avanços em 4.0. Para estes testbeds a ABDI vai disponibilizar já para o orçamento do ano que vem R$ 5 milhões”, reforçou o presidente da ABDI, Guto Ferreira, que participou da reunião de instituição do GTI 4.0, em Brasília, na quarta-feira, 26.

Ferreira disse aos integrantes do GTI 4.0 que a ABDI passou por uma série de transformações se posicionando como uma agência de inteligência do governo para o setor produtivo. “No caso da ABDI, nós vamos trabalhar em dois polos dentro desse projeto: um é o modelo de maturidade e outro é o desenvolvimento dos testbeds”.

O modelo de maturidade consistirá em uma plataforma onde a própria indústria vai identificar em qual momento de maturidade está com relação à indústria 4.0.

“A indústria vai poder enxergar se está na 1.0, 2.0, 3.0 e se está pronta para dar esse salto para a 4.0. Na Alemanha, por exemplo, pouco mais de 10% da indústria é 4.0, então essa ainda é uma transformação que deve levar alguns anos. A questão é quanto o Brasil vai estar no timing correto disso ou não, sabendo que nos próximos dez anos, teremos uma atualização do maquinário entre 40% e 50% do nosso parque fabril: é uma atualização muito sensível e é uma atualização extremamente necessária. Se a gente conseguir casar essa atualização de maquinário, essa atualização tecnológica com os temas de 4.0, isso obviamente fará o Brasil dar um grande salto”, disse.

Para traçar a estratégia nacional da evolução da indústria brasileira, o MDIC realizou uma pesquisa na qual identificou os pontos prioritários para estabelecer a indústria 4.0 no Brasil, identificando os seguintes pontos: desenvolvimento e conhecimento tecnológico; mecanismos de inserção e adoção de tecnologias; habilidades sistêmicas e formação educacional 4.0; fomento e financiamento para a adoção e geração de tecnologias para a indústria 4.0.

“Espera-se uma participação plural, em um projeto coletivo, envolvendo os diversos segmentos da sociedade brasileira, na elaboração de propostas com impacto de curto e médio prazo, constituindo uma plataforma para o diálogo de políticas públicas. Temas prioritários como aumento da competitividade das empresas brasileiras, mudanças na estrutura das cadeias produtivas, um novo mercado de trabalho, fábricas do futuro, massificação do uso de tecnologias digitais, startups, entre outros, serão amplamente debatidos e aprofundados neste GTI 4.0”, disse o ministro interino do MDIC, Marcos Jorge, que conduziu a reunião.

“Temos a oportunidade de vivenciar um marco real da história da evolução industrial e, mais do que isso, temos a oportunidade de contribuir para a elaboração de propostas de políticas públicas que serão fundamentais para a transformação da indústria”, completou.

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