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12/07/2017 | 18h50

Mercado

Scania tem maior ganho de participação

Mercedes-Benz sustenta liderança e MAN/VW perde mais terreno


PEDRO KUTNEY, AB

No cenário de profunda e persistente recessão do mercado nacional de caminhões, que no primeiro semestre deste ano anota retração de quase 20% sobre idêntico intervalo de 2016, a Scania foi a única marca a apresentar resultados positivos consistentes no período, com crescimento de vendas o maior ganho de participação entre as concorrentes. A Mercedes-Benz também tomou mais market share, mas teve queda de emplacamentos, enquanto a MAN/VWCO registrou a perda mais significativa de terreno.

A Mercedes-Benz segue no primeiro lugar do ranking nacional de caminhões, com 6,6 mil veículos emplacados no primeiro semestre do ano, garantindo ganho de 0,83 ponto porcentual de participação de mercado no período, ampliando seu domínio para quase 31%. Mas isso não impediu queda de 13,3% em suas vendas na comparação com o mesmo período do ano passado. A marca vem colhendo frutos de seus esforços para aumentar o leque de ofertas aos compradores, com projetos específicos para atender determinados segmentos. Isso não tem sido suficiente para reverter os resultados negativos, mas ao menos o desempenho está melhor do que o recuo médio do mercado brasileiro.

A MAN/VWCO conseguiu se sustentar com boa margem na segunda posição do ranking de caminhões, mas foi a maior perdedora do semestre, cedendo 2,11 pontos porcentuais de market share à concorrência e reduzindo sua participação a 25,2%. Com 5,4 mil emplacamentos de modelos VW e MAN, o desempenho no semestre foi de queda de 22,1%, um pouco pior do que a retração média do mercado. Sem muitos produtos nem tradição para atender ao agronegócio, principal comprador do setor no período, a fabricante ficou restrita a segmentos que enfrentam mais dificuldades para retomar as vendas.

Na terceira posição do ranking, a Ford vendeu 3,9 mil caminhões no primeiro semestre, em baixa de 12,6% sobre o mesmo período de 2016, mas conseguiu conquistar 0,55 ponto de participação, subindo para 16%. A marca tem conseguido se destacar no segmento de semileves com o Série-F, e com a ampla linha Cargo caiu menos do que a média do mercado, só perdendo muito terreno entre os pesados, onde não tem tradição.

Na sequência do ranking aparecem as duas suecas especialistas em caminhões de grande porte semipesados e pesados, disputando terreno palmo a palmo. Mas com desempenhos opostos. A Volvo vendeu 2,37 mil unidades, em queda de 18,2% sobre o mesmo semestre de 2016 e participação estável de 11% (ligeira perda de 0,35 ponto), mantendo-se na quarta posição do ranking, somente uma centena de veículos à frente da quinta colocada Scania, que emplacou 2,27 mil, mas com este resultado foi uma das duas únicas marcas do mercado que apresentou crescimento de vendas no período, de 9,74%. E foi também a que mais ganhou market share, expressivos 2,45 pontos, ficando com 10,6% do mercado. Ambas foram embaladas pelas vendas de modelos extrapesados usados no agronegócio, mas a Volvo aumentou mais seus preços e cedeu espaço para a Scania.

Na parte de baixo do ranking só figuram marcas de menor expressão que venderam menos de mil caminhões no semestre – e a maioria emplacou menos de 100. Lidera este pelotão, em sexto lugar, a Iveco com 841 unidades emplacadas no primeiro semestre, em queda expressiva de 40,5% sobre o mesmo período do ano passado e perda de 1,65 ponto de participação de mercado, agora em 3,9%.

A DAF subiu para a sétima posição do mercado, com ganho de 0,6 ponto de participação, para 1,7%, e elevada expansão de 31% nas vendas do semestre, mas seus volumes continuam bastante baixos: foram emplacados 363 caminhões da marca no período, atuando somente nos segmentos de pesados e semipesados.

Única fabricante brasileira, a gaúcha Agrale desceu para a oitava posição do ranking com apenas 60 unidades emplacadas e a maior retração, de quase 51%, entre as dez marcas de caminhões mais vendidas. A participação de mercado segue inexpressiva: apenas 0,28%, com redução de 0,2 ponto em comparação com o primeiro semestre de 2016.

No pé do ranking, na nona posição, aparece a International, uma marca “morta-viva” que não fabrica nenhum caminhão no País desde 2015, mas segue vendendo o estoque que ficou para trás, especialmente o semipesado Durastar. Com 28 emplacamentos, teve resultado praticamente igual ao do mesmo período do ano passado.

Fechando a lista na décima posição, a chinesa Foton, que finalmente começou a produzir algumas unidades em linha de produção compartilhada com a Agrale em Caxias do Sul (RS), emplacou apenas 12 caminhões no primeiro semestre, resultado quase 30% mais baixo que o do mesmo intervalo de 2016, e assim permanece com ínfima participação de mercado no Brasil de 0,06%.


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