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Indústria | 11/07/2017 | 19h48

Produção de motos regride 15 anos no País

Montagem de 423,7 mil unidades no semestre volta aos tempos da Mobylette

MÁRIO CURCIO, AB

A produção de motos no primeiro semestre registrou 423,7 mil. O total foi 8,8% menor que o do mesmo período de 2016 e também o pior desde o remoto 2002, quando foram montadas 406,5 mil unidades na primeira metade do ano. Naquele ano, além de Honda e Yamaha havia apenas três outras fabricantes de motocicletas associadas à Abraciclo, entidade que reúne fabricantes do setor. Uma delas era a Caloi, que ainda montava a Mobylette.

Como consequência dessa retração, o setor fechou mais de 1,2 mil vagas desde o começo do ano e emprega agora 12,2 mil trabalhadores na cadeia produtiva (fabricantes e fornecedores), 9,1% a menos que no fim de 2016. As montadoras e fabricantes de motopeças chegaram a empregar 20,5 mil trabalhadores em 2011. Os números foram divulgados pela Abraciclo na terça-feira, 11.

-Veja aqui o balanço semestral da Abraciclo
-Veja também outras estatísticas em AB Inteligência

Os emplacamentos de janeiro a junho de 2017 somaram 427,2 mil unidades, resultando em queda de 9% em relação aos primeiros seis meses de 2016. Mesmo assim, a Abraciclo preferiu manter suas projeções e espera 890 mil emplacamentos até o fim do ano, o que resultará em leve queda de 1,1% ante o total registrado em 2016.

“Temos indicadores que apontam para resultados semelhantes aos do ano passado”, afirma o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, referindo-se às projeções das fábricas. A associação acredita na manutenção da média diária de emplacamentos próxima a 3,6 mil até setembro e estima que esse número subirá para 3,7 mil em outubro, alcançando 3,9 mil em dezembro com a chegada do verão e do 13º salário. “O segundo semestre é historicamente melhor que o primeiro e nossa percepção é que, apesar do ambiente ainda ruim, o consumidor está tocando a vida e voltando a comprar”, diz Fermanian.

“O crescimento deverá ter ajuda das financeiras. Os principais bancos que atuam no segmento vêm avançando pouco a pouco”, afirma. Os números da Abraciclo confirmam essa tendência. No primeiro semestre, a modalidade CDC (Crédito Direto ao Consumidor) respondeu por 38,8% das vendas do setor e voltou a ganhar a preferência do consumidor em relação aos consórcios (30,5%) e às compras à vista (30,7%). No fim de 2016 havia um equilíbrio maior entre as modalidades.

“Mas as montadoras certamente vão trabalhar no segundo semestre para aumentar a participação dos consórcios”, diz Fermanian. A modalidade deve crescer em venda de novas cotas e também nas cotas de reposição, em que o consorciado desembolsa uma quantia inicial para entrar em grupos em andamento, o que ajuda a repor a presença daqueles que deixaram a modalidade nos últimos meses.

ATACADO E EXPORTAÇÕES

As vendas no atacado (das fábricas para as concessionárias) somaram 402,3 mil motos, resultando em retração acentuada de 11% em relação ao mesmo período de 2016. “Houve uma queda programada para redução de estoques porque este é um período de renovação da linha”, explica o presidente da Abraciclo.

As exportações no semestre totalizaram 32,4 mil motos, alta de 4,1% sobre os mesmos seis meses de 2016. No entanto, esse total responde por cerca de um terço do que a Abraciclo estimava exportar este ano, 93 mil unidades.

Os embarques para a Argentina foram menores do que se esperava. Fermanian garante que haverá melhora no segundo semestre, mas admite que o total ficará abaixo das 90 mil motocicletas. Um número mais próximo ao real será divulgado em algumas semanas.

Assista à entrevista em vídeo com Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo:



Tags: Motos, motocicletas, Abraciclo, Honda, Yamaha, Mobylette, Marcos Fermanian, emplacamentos, exportações.


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