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07/07/2017 | 16h42

Indústria

Nissan prepara novo ciclo de investimentos

Plano de médio prazo para América Latina vai vigorar de 2018 a 2022


MÁRIO CURCIO, AB | De Resende (RJ)

Marco Silva assumiu a presidência em abril (foto: Mário Curcio)
A Nissan terá nos próximos dois ou três meses a definição de um novo ciclo de investimentos para a América Latina. A informação partiu de Marco Silva, novo presidente da montadora no Brasil e vice-presidente de finanças para a América Latina. “É uma nova estratégia de médio prazo. O ciclo ficará em vigor entre 2018 e 2022, com uma pequena sobreposição ao atual, válido até 2018”, afirma.

O plano que ainda está em vigor resultou na construção da fábrica de Resende (RJ) por R$ 2,6 bilhões e também em R$ 750 milhões extras nesta unidade para a nacionalização do utilitário esportivo Kicks (veja aqui).

Em entrevista durante a apresentação do carro nacional, Marco Silva admitiu que 2017 será melhor do que o ano passado como resultado daquilo que chamou de inércia positiva. “Vamos continuar, mas até quando? Ela tem de ter sustentação na economia.” O executivo evitou comentar a situação política, mas diz que fora do Brasil já há quem acredite que o último trimestre será de queda por aqui diante da persistência do quadro atual.

Sobre o programa Rota 2030, que substitui o Inovar-Auto, ele afirmou que os motores dos carros à venda no Brasil continuarão com uma defasagem tecnológica de quatro a cinco anos em relação à Europa não só pelo menor poder aquisitivo do brasileiro: “A atualização da indústria local para produzir esses motores é muito cara.”

O executivo também acredita que as fábricas manterão o desenvolvimento para utilização do etanol: “Ele continuará a ter espaço na indústria local principalmente como diferencial tecnológico e como maneira de se proteger contra novos aventureiros.”

Para a fábrica de Resende a expectativa é produzir mais de 80 mil veículos neste ano fiscal, que termina em 31 de março de 2018. “Desse total, 45% serão do Kicks.” O modelo estreou no Brasil em agosto de 2016, vindo do México. Sua produção local começou em abril de 2017 e já responde por metade dos 250 carros montados por dia. A nacionalização resultou em quatro novas versões, uma delas com transmissão manual de cinco marchas. Desde que estreou, na metade do ano passado, o carro fez a participação da Nissan em automóveis e comerciais leves subir de 2,7% para 3,4%.

Marco Silva assumiu a presidência da Nissan do Brasil em abril deste ano. O executivo está na montadora há dois anos. É graduado em Administração de Empresas pela Universidade Metodista de Piracicaba (SP), tem pós-graduação em Finanças e Auditoria pelo Instituto Nacional de Pós-Graduação (INPG) e mestrado em controle financeiro pela Fundação Getúlio Vargas. Antes da Nissan ele atuou na General Motors, onde ficou de 1991 a 2015.

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