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Caminhões têm ajuda do mercado externo

Indústria | 06/07/2017 | 18h35

Caminhões têm ajuda do mercado externo

Produção cresce 15,3% e Anfavea revisa para cima parte das projeções
MÁRIO CURCIO, AB

A produção de caminhões neste primeiro semestre somou 36 mil unidades, registrando crescimento de 15,3% sobre o mesmo período do ano passado. A alta só foi possível pelo aumento das exportações, que atingiram 13,6 mil unidades, anotando importante acréscimo de 45,4% sobre os mesmos seis meses do ano passado.

O crescimento levou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) a revisar para cima alguns de seus números e acredita que as exportações de veículos pesados (caminhões e ônibus) somarão até o fim do ano 35,9 mil unidades, resultando em alta de 14,7% sobre 2016. A estimativa anterior era de 34,4 mil unidades embarcadas e alta de 9,7% sobre o ano passado.

-Veja aqui os dados da Anfavea até junho
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“As fábricas estão se empenhando em exportar e têm enviado veículos para o México e também para outros mercados além da América Latina como o continente africano, a Rússia e para países do Oriente Médio”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Os maiores volumes embarcados no semestre foram de semipesados (4,8 mil caminhões, alta de 72,4%), pesados (4,77 mil, acréscimo de 33,4%) e leves (2,8 mil, crescimento de 22,8%).

A projeção para a produção de veículos pesados também foi revisada para cima, mas passou de 100 mil para 101,5 mil unidades porque o mercado interno continua com o desempenho muito ruim. De janeiro a junho foram emplacados apenas 21,4 mil caminhões zero-quilômetro, volume 16,1% pior que o do primeiro semestre de 2016.

A queda só não foi mais forte porque os caminhões pesados (segmento de maior volume) tiveram desempenho superior à média. Foram 7,6 mil unidades lacradas no período. Também anotaram queda, mas de apenas 4,1%. “Eles foram ajudados pela safra recorde de 230 milhões de grãos”, recorda Moraes. Já os modelos leves e semipesados anotaram quedas próximas a 24% no acumulado do ano.

A Anfavea preferiu não alterar neste momento a previsão para o mercado interno. Deve fazê-lo mais adiante, aguardando os resultados de julho e agosto, historicamente bons meses. A projeção atual é de 65,6 mil unidades até o fim do ano, com alta de 6,4%.

EXPORTAÇÕES TAMBÉM FAVORECEM ÔNIBUS

De janeiro a junho deste ano as exportações de ônibus somaram 4,1 mil unidades, registrando alta de 6,8% sobre o primeiro semestre de 2016. Este é o segmento em que as vendas externas têm mais peso. Das quase 10 mil unidades montadas, 41,1% foram exportadas.

A maioria dos embarques no semestre foi de ônibus urbanos, 2,6 mil unidades, que anotaram crescimento de 7,6% sobre o primeiro semestre de 2016. Os rodoviários ficaram pouco abaixo das 1,5 mil unidades, resultando em alta de 5,4%.

O mercado interno absorveu menos de 5 mil ônibus no acumulado do ano, recuando em 13,8% em relação ao já fraco primeiro semestre de 2016. “Estamos na expectativa pelas licitações em São Paulo no segundo semestre. A cidade tem frota de 14,3 mil ônibus urbanos. Parte dos licenciamentos deve ocorrer em 2017”, conclui Moraes.

Assista ao vídeo em que Antonio Megale, presidente da Anfavea, comenta a alta das exportações:



Tags: Caminhões, ônibus, Anfavea, exportações, emplacamentos, mercado interno, Luiz Carlos Moraes.

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