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05/07/2017 | 23h55

Lançamentos

Kicks dá nova vida à Nissan em Resende

Nacionalização traz aumento de versões e motiva fornecedores locais


MÁRIO CURCIO, AB | De Resende (RJ)

Kicks já responde por metade da produção em Resende (RJ)
O utilitário esportivo Nissan Kicks estreou com grande barulho no Brasil há pouco menos de um ano. O País foi o primeiro a vendê-lo e sua chegada às concessionárias ocorreu em 7 de agosto de 2016, simultaneamente ao início das Olimpíadas, patrocinadas pela montadora. Nessa primeira fase o Kicks foi importado do México e apenas na versão topo de linha SL, com transmissão automática CVT e preços entre R$ 89.990 e R$ 93,5 mil, o que limitava seu raio de ação.

Agora produzido também em Resende (RJ), o modelo passa a ter cinco opções para o Brasil, com preço inicial de R$ 70,5 mil. “No início cobríamos 45% do mercado de SUVs compactos, agora passamos a ocupar todo o segmento”, afirma o diretor de marketing da montadora, Humberto Gomez. “Mais do que preço, com a produção local há um grande ganho de flexibilidade. Quando se importa é mais difícil reagir às demandas do mercado”, afirma o presidente da Nissan do Brasil e vice-presidente financeiro para a América Latina, Marco Silva.

Ganham também as fabricantes de autopeças instaladas aqui: “Estamos utilizando os mesmos fornecedores que já produziam peças para March e Versa, mas com o Kicks houve um aumento importante de volume”, diz Silva.

Dois fornecedores trabalham dentro da fábrica, Calsonic Kansei (painel e outros componentes que integram o cockpit) e Sanoh (linhas de freio e de combustível). Outros três atuam nos fundos da fábrica, compondo o supplier park: Mitsui (corte de chapas), Yorozu (componentes de suspensão) e Kinugawa (borrachas). A Nissan produz ela mesma os itens aparentes da carroceria, mas compra outros componentes estampados da Magnetto e da Gestamp.

Nissan
Fábrica de Resende começou a montar o Kicks em abril, mesmo mês em que fez três anos. Marco Silva (à esq.), presidente da Nissan do Brasil, e Humberto Gomez, diretor de marketing (fotos: Mário Curcio).

Entre os fornecedores da montadora também está a Faurecia. “Criamos por aqui um cluster, uma união de todos os fabricantes de autopeças para fortalecer a região. Já há estudos para o fornecimento à MAN Latin America (também em Resende) e à PSA Peugeot Citroën (em Porto Real, RJ) por parte das japonesas que atuam conosco”, afirma o diretor de produção da Nissan, Wesley Custódio.

A fábrica de Resende opera em um turno, montando 250 carros por dia. O Kicks já responde por metade desse total e se mistura aos outros na linha de montagem. A produção poderá dobrar com o início do segundo turno, previsto ainda para este mês. Uma parte dos 600 novos funcionários já integra a equipe Nissan, que passará a contar com 2,4 mil trabalhadores quando todos forem admitidos e treinados.

Além do mercado local, Resende já fornece carros para a América do Sul e América Central. E o Kicks também será exportado para esses mercados, como já ocorre com March e Versa. A Argentina também receberá o Kicks brasileiro, mas começará comprando o modelo mexicano.

“O (aguardado) acordo comercial com a Colômbia também será importante para o carro”, estima Marco Silva. Para o ano fiscal, que começou em abril e termina em 31 de março de 2018, a Nissan espera produzir mais de 80 mil carros em Resende. Será o melhor ano desde que a fábrica foi inaugurada, em 2014.

Nissan
Kicks S com câmbio manual de cinco marchas tem rodas de aço com calotas, volante com controles de áudio, de telefonia e do computador de bordo, rádio com entradas auxiliares e Bluetooth. Bancos de tecido são caprichados.

A LINHA KICKS NACIONAL

A produção do utilitário esportivo em Resende começou em abril, no mês em que a fábrica completou três anos, e em maio a montadora anunciou a versão S manual de cinco marchas, aquela de R$ 70,5 mil. O carro traz ar-condicionado, volante com comandos de áudio, telefonia, do computador de bordo mais ajustes de altura e profundidade, vidros, travas e retrovisores com acionamento elétrico, travamento automático das portas, sistema Isofix para prender cadeirinhas infantis, direção com assistência elétrica, rádio com entrada para MP3, conexão USB e Bluetooth. Os bancos são de tecido e as rodas, de aço estampado (16 polegadas) com calotas. O controle de tração e estabilidade e o auxílio para partida em rampa formam um pacote opcional de R$ 1,2 mil.

O acabamento geral da opção S é simples, algo que se nota pelos plásticos empregados nas portas e sobre o painel. O encontro dessas peças forma um pequeno degrau que quebra a harmonia do desenho. Já o revestimento de tecido dos bancos é uniforme e caprichado.

Uma novidade que começa a entrar agora na rede é o Kicks S com câmbio automático CVT, tabelado em R$ 79,2 mil. Traz de série tudo o que o S manual tem, mais a transmissão continuamente variável, o controle de tração e estabilidade, o auxílio para partida em rampa e rodas de liga leve de 16”. Não há opcionais.

A seguir vem a opção SV CVT, tabelada em R$ 85,6 mil. Além dos itens da S CVT traz câmera traseira, chave presencial, faróis de neblina, retrovisores com indicadores de direção (pisca-piscas) por LEDs, sistema de navegação (GPS) integrado ao painel e tela sensível ao toque de 7” integrada ao rádio. Revestimento de couro mais airbags laterais e de cortina formam um pacote opcional de R$ 3 mil.

A SL CVT, mais completa, repete os itens de série da SV e recebe também acabamento de couro, acendimento inteligente dos faróis, ar-condicionado automático digital, airbags laterais e de cortina, conjunto de câmeras para visão em 360 graus, detector de objetos em movimento, controle dinâmico do chassi (que funciona a partir do freio-motor e da atuação sobre o freio de cada roda), central Multi-App, que já inclui alguns programas como o Waze, por exemplo, painel multifuncional com tela de alta definição e retrovisores com rebatimento elétrico.

Um novo item de segurança foi incluído na SL como opcional, o alerta de colisão com assistente inteligente de frenagem. Ele funciona a partir de um radar instalado no para-choque dianteiro, avisando sobre o risco iminente de impacto frontal e ajudando o motorista a frear. É vendido em conjunto com os faróis com assinatura em LED e custa R$ 2,4 mil.

Além das versões regulares a Nissan oferece também a S Direct CVT, para portadores de necessidades especiais. Durante a feira Reatech, realizada no começo de junho, seu preço sugerido era de R$ 68.640. Traz de série a transmissão continuamente variável e lista de equipamentos semelhante à S com câmbio CVT. A S Direct CVT também é oferecida para taxistas, mas a Nissan não informou a faixa de preços.

COMO ANDA O KICKS MANUAL

Como toda a linha Kicks, a nova opção S com câmbio manual de cinco marchas tem motor 1.6 com até 114 cavalos quando abastecido com etanol. Bom mesmo seria um propulsor um pouco mais potente ou com cilindrada mais alta, mas também dá para dizer que o conjunto adotado é suficiente na maior parte das situações.

Em estrada oferece boas retomadas em quarta marcha e aceita sem chorar uma terceirinha a 100 km/h se for preciso, como numa subida longa com o carro cheio de gente e de bagagem. Segundo a Nissan, o Kicks manual acelera de zero a 100 km/h em 11 segundos e atinge 175 km/h de velocidade máxima.

Recebeu nota A no selo do Inmetro ao fazer 7,8 km/l com etanol e 11,1 km/l com gasolina na cidade. Na estrada foram 9 km/l com etanol e 13 km/l com gasolina.

De acordo com esse mesmo programa de etiquetagem, todas as marcas obtidas com o câmbio automático CVT foram melhores: 8,1 km/l com etanol e 11,4 km/l com gasolina em uso urbano. Em rodovia foram 9,6 km/l com etanol e 13,7 km/l com gasolina.

Assista ao vídeo com o Nissan Kicks, agora brasileiro:


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