NOTÍCIAS
28/06/2017 | 19h33

Indústria

Com Delivery, MAN volta a operar cinco dias

Retomada da produção é devida à reação no segmento de caminhões leves


SUELI REIS, AB

Para a MAN Latin America, a ainda insuficiente retomada do mercado brasileiro de caminhões está começando por baixo, com aumento da demanda por modelos de 5 a 13 toneladas, que se dividem entre as categorias de semileves, leves e médios. Embora esses segmentos ainda apresentem queda nas vendas no acumulado deste ano até maio com relação ao mesmo período do ano passado, os números mostram retração cada vez menor. O maior representante da MAN nessa faixa de mercado é o Volkswagen Delivery com suas diversas versões, que este mês atingiu a marca de 100 mil unidades produzidas na fábrica de Resende (RJ), onde a montadora está retomando aos poucos o ritmo de um turno de trabalho, conforme já havia adiantado no fim de abril (leia aqui).

A partir de 1º de julho a MAN deixará o PSE, Programa de Sustentação do Emprego (antigo PPE). Após reduzir em abril de quatro para dois o número de dias não trabalhados no mês, a empresa voltará a trabalhar cinco dias por semana. “Aderimos ao PSE há mais de um ano e estávamos trabalhando quatro dias por semana”, lembra o vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas, Ricardo Alouche. “Chegamos a trabalhar três turnos em 2011, mas desde o ano passado estávamos com apenas um turno e folga às sextas-feiras”, explica o executivo.

Segundo Alouche, a decisão da MAN em sair do PSE e retomar o turno de trabalho de forma integral foi motivada justamente pela leve reação que a montadora vem percebendo no mercado de caminhões de 5 a 13 toneladas de peso bruto total (PBT). “Duas categorias vêm apresentando este menor impacto negativo: primeiramente, o de pesados e extrapesados, fortemente alavancados pelo agronegócio e safra recorde; e o de caminhões leves, este último com 33% de participação do mercado total de caminhões no Brasil. Além do varejo em geral, que inclui aquele pequeno frotista muitas vezes com apenas um caminhão para sua operação, estamos falando de segmentos que estão puxando essa reação, como o de transporte de bebidas em centros urbanos e os atacadistas. Isso está indicando um início de movimento maior nas grandes cidades”, comenta Alouche.

OTIMISMO EM ALTA

Para a MAN LA, embora não seja um caminho fácil, o mercado brasileiro tem sim condições de chegar aos 50 mil caminhões vendidos este ano, conforme projeção da Anfavea, que reúne as montadoras. Alouche lembra que se até maio a indústria viu as vendas ainda 20% menores na comparação anual, a diferença terá de ser feita toda nestes sete meses que faltam para completar o ano.

“Para recuperar a queda dos 20% a fim de alcançar as 50 mil unidades projetadas, vai ter de crescer de 14% a 20% no segundo semestre”, aponta. “Não será um ano bom para nenhuma montadora: 50 mil caminhões não paga a conta de ninguém, mas embora não seja um ano bom em termos de volume, estamos vendo agora um viés de reversão da curva [de queda] e temos uma visão otimista para o segundo semestre. Isso não vai resolver os problemas, afinal, o mercado está em queda há três anos, mas se continuar com este viés para 2018, então será uma tendência positiva.”

APOSTA DO DELIVERY

A MAN LA está retomando o ritmo de sua produção em Resende com foco na linha leve, uma vez que a aposta é que esta tendência de reação do segmento deva continuar no segundo semestre, que é tradicionalmente mais forte em termos econômicos gerais do que o primeiro. “Por isso, nosso maior incremento de produção é na linha Delivery. Já houve casos de falta de alguns modelos desta família para pronta entrega. O mercado, que se encontrava neste estado ‘vegetativo’ agora já absorveu o que estava em estoque”, revela.

A linha Delivery, que acaba de completar 100 mil unidades produzidas no Brasil desde o lançamento em 2005, abrange as categorias de caminhões de 5 toneladas até 13 toneladas, incluindo versão com terceiro eixo. “São cinco modelos de um caminhão que nasceu da engenharia brasileira e que atende as diferentes necessidades dos clientes e as mais diversas aplicações.”

Comentários: 0
 

Comente essa notícia

Este espaço é destinado aos comentários de leitores sobre reportagens e artigos publicados no Portal Automotive Business. Não é o fórum adequado para o esclarecimento de questões técnicas ou comerciais. Os comentários serão publicados após análise. É obrigatório informar nome e e-mail (que não será divulgado ao público leitor). Não são aceitos textos que contenham ofensas, palavras chulas ou digitados inteiramente em letras maiúsculas. Também serão bloqueados currículos, pedidos de emprego ou comentários que configurem ações comerciais ou publicitárias, incluindo números de telefone ou outras formas de contato.
Seu nome*: Seu e-mail*:

QUEM É QUEM NO SETOR AUTOMOTIVO

Encontre empresas e profissionais do setor.
Confira seus perfis e biografias.

Encontre empresas e profissionais do setor.

Encontre empresas e profissionais de comunicação.

Confira seus perfis e biografias.

COLUNISTAS

ALTA RODA | 22/11/2017
Frota brasileira de 42 milhões exige controle apropriado

Esta coluna é apoiada por:

Advertisement Advertisement Advertisement Advertisement
Novas palavras, expressões e siglas podem levantar dúvidas sobre o futuro
QUALIDADE | 03/07/2017
Rota 2030 terá missão de levar a indústria automotiva nacional até o futuro
QUALIDADE | 23/11/2016
Empresas do setor automotivo precisam atualizar sistema de qualidade até 2018
Indústria | 01/08/2016
Declaração do presidente da FCA evidencia crise no setor de autopeças
Pressão de montadoras adia controle de estabilidade obrigatório
Tecnologia | 13/03/2015
Setor enfrentará grandes mudanças nos próximos anos
DE CARRO POR AÍ | 24/11/2017
Renault pode produzir no Brasil o novo Niva em 2021
INOVAÇÃO | 25/10/2017
Indústria precisa questionar qual será o seu papel no futuro
DISTRIBUIÇÃO | 03/08/2017
Marca percorreu caminho árduo e conseguiu destronar a Toyota da 1ª posição
Tecnologia | 23/07/2015
Novas ferramentas de desenvolvimento encurtam caminho para a competitividade
MERCADO | 16/01/2015
Utilização do potencial só deve melhorar a partir de 2016
AUTOINFORME | 09/11/2017
Luguez firmou parceria com o governo de Ohio
COMPETITIVIDADE | 08/04/2014
Interrupção do crescimento desafia fabricantes