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12/05/2017 | 21h00

Comerciais

MAN prepara VW Delivery automatizado

Caminhão médio com caixa de seis marchas está em testes


PEDRO KUTNEY, AB | De Resende (RJ)

A cabine do Delivery 13.160 com a alavanca do câmbio automatizado
A MAN Latin America está desenvolvendo caminhão médio com câmbio automatizado, algo inédito no Brasil para o segmento de veículos de carga mais leves, utilizados principalmente para entregas urbanas ou em trechos rodoviários curtos. Trata-se de um VW Delivery 13.160, equipado com motor Cummins 3.8 de 160 cv, que foi adaptado para usar a mesma caixa automatizada ZF de seis marchas já utilizadas no mercado brasileiro em alguns ônibus Volkswagen.

Segundo o vice-presidente de vendas e marketing da MAN LA, Ricardo Alouche, o veículo automatizado está em fase final de testes internos pela engenharia da empresa e também em condições reais de uso. Uma unidade foi cedida para experimentação para a frota de entregas do Grupo Martins, atacadista com rede de entregas em todo o País. “Ainda não temos previsão de quando o modelo pode ser lançado”, pondera.

O Delivery 13.160 é o maior da linha de caminhões leves Volkswagen, que agrega outras versões de 5, 8 e 10 toneladas de peso bruto total (PBT). Com 13.200 kg de PBT, o 13.160 tem capacidade de caminhão médio com configuração de leve, com entre-eixos encurtado (2.850 mm) para atender à legislação dos VUCs e poder rodar em cidades que aplicam restrições de tamanho à circulação de veículos urbanos de carga. “Ainda não há modelos automáticos nessa categoria no Brasil”, reconhece Alouche.

CUSTO MAIOR

O problema maior está em encontrar uma equação de bom custo-benefício para o Delivery automatizado, assim como já acontece no segmento de pesados e semipesados, onde boa parte dos caminhões já é vendida com caixas automatizadas – em algumas linhas de extrapesados nem sequer há mais a opção de câmbio manual. Isso porque nos veículos maiores e mais caros o custo extra da automatização fica diluído no preço e é amplamente compensado pela economia de combustível trazida pela transmissão mais eficiente, à prova de erros do motorista. Já em caminhões leves e médios fica difícil mostrar a vantagem da automação.

Embora a transmissão automatizada traga para o meio de entregas urbanas vantagens parecidas de economia de combustível e maior conforto para o motorista no trânsito das cidades, Alouche diz que o preço do Delivery automatizado fica sensivelmente mais alto, porque a base de valor do veículo é mais baixa. “Fica mais difícil acomodar o custo extra nesta categoria”, reconhece.

Um dos problemas para se chegar ao custo ideal é o equipamento superdimensionado. A caixa automatizada fabricada pela ZF no Brasil é a mesma usada no Volksbus, projetada para veículos de até 16 toneladas de PBT, mais pesados do que o Delivery 13.160. Do ponto de vista técnico, a transmissão adaptada opera muito bem no modelo médio, com sobras, mas é desnecessariamente mais cara.

< Para viabilizar o lançamento do Delivery automatizado o departamento comercial da MAN LA espera que os testes em andamento mostrem argumentos suficientes para compensar o custo inicial maior de aquisição.

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