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Inovar-Auto trouxe benefício apenas para as montadoras

Indústria | 24/04/2017 | 16h35

Inovar-Auto trouxe benefício apenas para as montadoras

Conclusão é de pesquisa feita no Fórum da Indústria Automobilística

GIOVANNA RIATO, AB

O Inovar-Auto, regime automotivo que começou em 2013 e termina em dezembro de 2017 teve efeito desigual sobre a cadeia automotiva. Esta é a opinião de 43,4% dos profissionais que estiveram do VIII Fórum da Indústria Automobilística, que aconteceu em 17 de abril no Golden Hall, em São Paulo. Os mais de 900 participantes responderam à pesquisa eletrônica durante os painéis e debates do evento, que é o maior encontro sobre negócios no setor automotivo com público composto principalmente por diretores e gerentes de empresas que atuam nesta indústria.

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A impressão de fatia de 32,9% dos frequentadores do evento foi mais positiva. Eles apontaram que o programa trouxe vantagens para toda a cadeia produtiva. Já 21% dos entrevistados têm visão ainda mais crítica do programa. Segundo eles, o Inovar-Auto simplesmente não trouxe benefícios. Um dos objetivos iniciais da legislação era estimular o aumento das compras locais de componentes. Para 40,8% das empresas, no entanto, o efeito foi contrário: os volumes diminuíram depois de quatro anos de vigência do regime automotivo.

Sobre o mercado interno, 61,2% sinalizaram que as vendas ficarão entre 2 milhões e 2,2 milhões de veículos em 2017, expectativa equivalente à da Anfavea, que projeta a venda de 2,13 milhões de unidades até o fim do ano. Fatia de 32,4% dos participantes, no entanto, mostraram mais pessimismo: eles disseram que os emplacamentos não chegarão à marca de 2 milhões. Apenas 6,4% dos respondentes defenderam o licenciamento de mais de 2,2 milhões de veículos no ano.

DESAFIOS PARA O SETOR DE AUTOPEÇAS

Para 42,8% dos frequentadores do Fórum, a queda do mercado nacional afeta igualmente montadoras e empresas de autopeças. O assunto é controverso, já que 35,3% dos participantes discordou e reforçou que a crise impacta mais fortemente as produtoras de componentes e sistemas do que as fabricantes de veículos.

Para os entrevistados, o principal problema para as empresas de autopeças é o excesso de tributos, seguido pelas margens reduzidas nos contratos de fornecimento e, enfim, pela baixa demanda do mercado interno. Questionados sobre os fornecedores de suas empresas, 65,6% dos entrevistados declararam que a situação é crítica, mas administrável. O dado mais preocupante é que 24,6% indicaram que cenário mais dramático, com situação muito difícil.

Ainda assim, a maioria dos participantes apontou que a ociosidade das fábricas das empresas em que trabalham tende a ficar abaixo de 50% em 2017. O número, apesar de elevado, é menor do que o anotado nas montadoras e nas fabricantes de autopeças no ano passado, quando ambos os segmentos tiveram mais da metade do potencial produtivo inutilizado.

CRESCIMENTO PARA PESADOS

A expectativa dos participantes do Fórum para o setor de veículos pesados é ligeiramente otimista, ainda que o segmento tenha sido o mais afetado pela crise econômica. Para 53% dos respondentes, as vendas de caminhões e ônibus vão crescer em 2017, ainda que a evolução seja discreta. Outros 11,5% acreditam que os próximos meses devem mostrar aquecimento da demanda, compensando o primeiro trimestre de contração e convergindo para a expectativa da Anfavea de aumento de 6% dos emplacamentos para o ano.

Como contraponto à expectativa mais otimista, 35,6% dos profissionais que participaram da pesquisa esperaram nova queda das vendas de pesados em 2017. Para a maioria dos respondentes, 49,7%, o fator que mais pode influenciar a demanda por caminhões ao longo do ano é a melhora ou piora da confiança na economia brasileira.



Tags: Inovar-Auto, indústria, Fórum da Indústria Automobilística, pesquisa.

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