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24/04/2017 | 16h35

Lançamentos

Royal Enfield se instala no Brasil

Empresa abre revenda em São Paulo para “conhecer o mercado”


MÁRIO CURCIO, AB

A Royal Enfield está chegando ao Brasil. A marca de origem inglesa fabrica motos desde 1901, mas foi adquirida pela indiana Eicher Motors no ano 2000.

A produção ocorre em Chennai. A empresa traz ao País três modelos, com preços entre R$ 18,9 mil e 24,5 mil. O investimento na operação não foi revelado.

Por causa do momento econômico e pelo fato de o mercado brasileiro de motocicletas apresentar quedas sucessivas desde 2012, a companhia prefere não falar em produção local: “Queremos conhecer o mercado. Se a demanda justificar, é possível”, afirma o gerente-geral da subsidiária, Cláudio Giusti.

A nacionalização, segundo o executivo, poderá ocorrer na estrutura da Dafra ou da J. Toledo, responsável no Brasil pelas motos Suzuki. Até o fim do ano haverá apenas um ponto de venda. Ele fica na Av. República do Líbano, na cidade de São Paulo.

As Royal Enfield não carregam apenas o estilo antigo. A tecnologia aplicada também é bastante conservadora, algo fácil de notar pelos para-lamas feitos de aço estampado. Os três modelos têm motor com apenas um cilindro. As válvulas estão no cabeçote, mas são acionadas por varetas em vez de corrente.

“Elas são bastante confiáveis e com 12 ferramentas é possível desmontar a moto inteira”, garante Giusti. A cilindrada varia de 500 a 535 cc e a potência vai de 27,6 a 29,5 cavalos. “Apostamos em um público formado por pessoas que gostam de motos com estilo conservador. Esse consumidor em regra já tem carro e busca uma moto como alternativa. Há também aqueles que comprarão como segunda moto”, diz Giusti.

De acordo com dados da Abraciclo, associação que reúne fabricantes do setor, modelos entre 250 e 750 cc respondem por 8% das vendas no Brasil. Segundo Giusti, 1,2 milhão de motos nessa faixa de cilindrada são vendidas a cada ano em todo o mundo. “Somente a Royal Enfield respondeu por 660 mil unidades no último ano fiscal”, afirma o diretor-geral.

Os modelos recém-chegados pegarão carona em uma onda de motos customizadas. Assim, as Royal Enfield se tornam uma opção zero-quilômetro a motos de segunda mão com personalização nem sempre bem-sucedida ou de bom gosto.

E são bem mais em conta que modelos com apelo semelhante das marcas Triumph e Harley-Davidson.


A partir da direita: Bullet começa em R$ 18,9 mil e Classic, em R$ R$ 19,9 mil. Ambas têm motor de 500 cc. A Continental GT tem 535 cc e parte de R$ 23 mil. A Bullet não conta com freios ABS; o item é opcional nas outras duas. Classic pode receber assento da garupa sem custo extra.

Comentários: 2
 

eng. antonio alves
29/04/2017 | 15h52
quem viveu a época de 70 com as Hondas 350, 500, suzuki GT380 etc, fica sempre querendo uma moto de estilo clássico ou seja, saudosista, pretendo adquirir uma royal enfild para preencher esta lacuna, seja bem vinda, chega de velocidade e plastico

Antonio Carlos
30/04/2017 | 17h37
Essa modo e lindona, do jeito que gosto! Pretendo adquirir asssim que possivel.

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